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Justiça do Acre determina internação de adolescente por ataque que matou duas servidoras em escola

12 Comentários🗣️🔥 A Justiça do Acre determinou a internação do adolescente de 13 anos responsável pelo ataque a tiros que matou duas servidoras no Instituto São José, em Rio Branco, no último dia 5 de maio. A decisão, proferida em primeira instância, estabelece o cumprimento de uma medida socioeducativa que busca a reeducação e a […]

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Pessoas aguardam em frente ao Instituto São José, em Rio Branco, após ataque que vitimou servidoras. (Foto: g1.globo.com)
Pessoas aguardam em frente ao Instituto São José, em Rio Branco, após ataque que vitimou servidoras. (Foto: g1.globo.com)

A Justiça do Acre determinou a internação do adolescente de 13 anos responsável pelo ataque a tiros que matou duas servidoras no Instituto São José, em Rio Branco, no último dia 5 de maio. A decisão, proferida em primeira instância, estabelece o cumprimento de uma medida socioeducativa que busca a reeducação e a responsabilização do jovem infrator.

O Ministério Público do Estado do Acre (MP-AC), por meio da 4ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente, confirmou que a sentença já entrou em vigor de forma imediata. O adolescente responde por ato infracional análogo ao homicídio, segundo informações da Polícia Civil.

O Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC) informou que o processo foi instruído e julgado dentro do prazo de 45 dias, conforme previsto para os casos de internação provisória. Por tramitar em segredo de Justiça, detalhes adicionais do processo não podem ser divulgados.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o período máximo de internação é de três anos, com avaliações obrigatórias realizadas a cada seis meses para analisar o progresso e a necessidade da continuidade da medida. Esta medida socioeducativa foi imposta após uma ampla e detalhada investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em colaboração com a Polícia Civil do Acre, que buscou esclarecer todos os detalhes do ato infracional.

Conforme apurou o portal g1, o ataque ocorreu no início da tarde do dia 5 de maio, quando o adolescente entrou armado na escola e atirou contra as inspetoras Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, e Alzenir Pereira da Silva, de 53. Uma aluna de 11 anos e outra servidora também ficaram feridas, mas receberam alta no mesmo dia.

As vítimas fatais eram profissionais dedicadas e bem-quistas pela comunidade escolar, com anos de serviço à instituição. Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, trabalhava havia cerca de 15 anos no colégio, enquanto Raquel Sales Feitosa, de 36 anos, atuava há cinco anos e estava cursando enfermagem, demonstrando seu compromisso com a vida e o cuidado. A morte trágica das duas servidoras gerou intensa comoção e luto profundo entre estudantes, ex-alunos, colegas de trabalho e familiares, abalando toda a capital acreana.

O governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco decretaram luto oficial de três dias após o crime. O Ministério da Educação (MEC) também determinou o envio de especialistas do Programa Escola que Protege ao estado para prestar apoio à comunidade escolar, auxiliando na recuperação e suporte psicológico.

Logo após os disparos, o adolescente se apresentou no Comando-Geral da Polícia Militar, localizado a cerca de 550 metros do colégio, e foi apreendido sem resistência. A arma utilizada no crime pertencia ao padrasto do jovem, que foi conduzido à delegacia, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado no mesmo dia, após prestar depoimento.

A Polícia Civil abriu duas linhas de investigação complementares: uma focada em apurar o ato infracional cometido pelo adolescente e outra destinada a investigar a responsabilidade do padrasto pela guarda irresponsável da arma de fogo, que possibilitou o acesso do menor. O trágico evento reacendeu, em todo o país, o debate urgente sobre a necessidade de políticas públicas mais efetivas e abrangentes para a prevenção da violência no ambiente escolar e o controle de armas.

A decisão judicial em primeira instância, embora ainda caiba recurso, marca um avanço significativo na resposta institucional a tragédias desse tipo, que demandam ações céleres e rigorosas. Familiares das vítimas e a comunidade escolar de Rio Branco acompanham o desdobramento do caso com expectativa de que a medida contribua para evitar novas ocorrências similares e promover um ambiente educacional mais seguro.

Com informações de G1.

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Paula Santos

19/06/2026

Que notícia triste e preocupante. Que Deus console as famílias das servidoras e dê sabedoria às autoridades. A medida socioeducativa é correta, pois a justiça precisa responsabilizar, mas também oferecer caminhos de reabilitação, como nos ensina a Palavra. Mais do que nunca, precisamos refletir sobre o que está sendo plantado no coração dos nossos jovens.

    Rick Ancap

    19/06/2026

    E o que a Bíblia diz sobre o Estado gastar meu dinheiro suado com “reabilitação” pra moleque assassino, hein, Paula?

Cecília Torres

19/06/2026

A decisão do judiciário acertou ao não tratar o caso com banalização, mas é preciso cautela: internação de menor não pode virar espetáculo midiático ou válvula de escape para discursos punitivistas vazios. O foco precisa ser a reabilitação psiquiátrica e a compreensão do que levou um garoto de 13 anos a cometer tamanha barbárie, e não apenas isolá-lo como se isso resolvesse as falhas estruturais na segurança escolar e na saúde mental infanto-juvenil.

    Karina Libertária

    19/06/2026

    Cecília, esse discursinho de reabilitação psiquiátrica é a mesma lengalenga que transforma o Brasil nesse caos. O moleque matou duas pessoas, não precisa de “compreensão”, precisa de accountability. Mas vindo de quem defende vagabundo que vive de bolsa família, não esperava outra coisa. Aqui em Miami a gente sabe: bandido bom é bandido na cadeia, punitivismo vazio sim, porque o que não falta é soft solution pra crime grave.

    Carlos A. Mendes

    19/06/2026

    Cecília, você tocou num ponto que me incomoda: esse discurso de que “a culpa é das falhas estruturais” muitas vezes vira desculpa pra não responsabilizar ninguém. Não discordo que o garoto precise de tratamento, mas a sociedade também precisa de segurança, e isolar alguém que matou duas pessoas não é “espetáculo”, é contenção necessária.

      Francisco de Assis

      19/06/2026

      Carlos, você está confundindo responsabilização com punitivismo barato. Esse moleque é fruto de uma sociedade doente que abandonou a saúde mental e a educação pública – e adivinha quem sucateou tudo nos governos passados? Enquanto vocês querem cadeia pra tudo, a gente precisa é de tratamento digno e prevenção, como todo país soberano que se preza faz.

      Mariana Lopes

      19/06/2026

      Concordo que contenção é necessária, Carlos, mas tratar como escolha binária entre responsabilizar o indivíduo ou olhar o sistema é falso: podemos fazer os dois ao mesmo tempo. Investigar falhas estruturais não isenta ninguém, só evita que a próxima tragédia aconteça enquanto a gente aplaude a punição.

Ana Souza

19/06/2026

A medida socioeducativa é o caminho correto dentro do que prevê o ECA, mas precisamos de mais transparência sobre o que levou um adolescente de 13 anos a cometer esse ataque. O caso merece uma investigação aprofundada sobre o acesso às armas e o histórico do jovem, sem sensacionalismo.

    Laura Silva

    19/06/2026

    Ana Souza, sua colocação é precisa ao defender a transparência e uma investigação aprofundada, longe do sensacionalismo que transforma tragédias em espetáculo. O ECA, apesar de todos os limites impostos pela sua aplicação seletiva numa sociedade de classes, ainda representa um horizonte civilizatório mínimo diante do punitivismo selvagem que a grande mídia e setores reacionários exigem. Mas precisamos ir além do dado individual: perguntar “o que levou um adolescente de 13 anos a cometer esse ataque” é necessário, mas insuficiente se não desmontarmos o terreno social que fertiliza essas explosões.

    Uma análise marxista séria recusa a psicologização barata que isola o sujeito do contexto. Não se trata de um desvio monstruoso, e sim da expressão violenta de um sistema que produz solidão, desesperança e violência estrutural como norma. O acesso às armas, que você corretamente menciona, não é um acidente de percurso: é a ponta de um iceberg que inclui a devastação do tecido comunitário pelo desemprego, a precarização da escola pública transformada em depósito de crianças, e a sobrecarga de violência doméstica e policial que marca a periferia. Cada menino armado é, antes de tudo, produto de uma sociedade que abandonou qualquer projeto de futuro para a juventude pobre.

    O que o caso revela, e que a investigação prometida dificilmente tocará, é o fracasso do Estado em garantir políticas de cuidado que não sejam paliativas ou criminalizantes. Enquanto a justiça age na ponta, a estrutura que permite a acumulação de armas e a desintegração dos laços sociais segue intocada. O sensacionalismo que você repudia é irmão gêmeo do neoliberalismo: ambos reduzem a questão a um monstro ou a um desvio, quando na verdade estamos diante de uma crise civilizatória que exige repensar a própria ordem do capital.

    Seu chamado à transparência é justo, mas precisamos ter a coragem de nomear o que a transparência oficial esconde: que esse jovem é tão vítima quanto algoz, e que a punição exemplar que muitos pedem é o disfarce para não enfrentar a violência fundante do nosso sistema econômico. A internação, nos marcos do ECA, pode ser uma chance de reconstrução, mas jamais substituirá a ausência de políticas de moradia, lazer, saúde mental e educação emancipadora que poderiam ter evitado que uma criança chegasse a esse ponto. A verdadeira investigação deveria mirar o bolso de quem lucra com armas e o silêncio de quem permite que escolas virem trincheiras.

      Célia Carmo

      19/06/2026

      Concordo, linda, mas cadê a parte em que a gente invade o congresso e queima os burguês no palitinho? #ForaCapitalismo #ECAéLuta

        Celio Fazendeiro

        19/06/2026

        Célia, para de viajar na maionese. Esse papo de invadir congresso e queimar burguês é coisa de quem nunca pegou num enxada pra trabalhar de verdade. Vai defender bandido menor de idade em vez de falar bobagem comunista.

        Diego Fernández

        19/06/2026

        Célia, acho que a solução não é queimar ninguém, mas sim lutar por um ECA forte que garanta direitos reais para a juventude periférica, enquanto denunciamos como o sistema penal burguês sempre criminaliza pobre e absolve rico. O problema não é falta de radicalismo, é o Estado punitivo operando a serviço do capital.


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