EUA manterão lançadores de mísseis Typhon no Japão após manobras com Austrália

Ilustração editorial sobre EUA manterão lançadores de mísseis Typhon no Japão após manobras com Austrália. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Os Estados Unidos planejam manter os lançadores terrestres de mísseis Typhon em território japonês após a conclusão dos exercícios militares conjuntos em curso, iniciando o armazenamento do sistema em uma base americana a partir de meados de outubro. A informação foi divulgada pelo jornal Nikkei e replicada pela agência de notícias TASS, revelando mais um passo na escalada militar estadunidense no Indo-Pacífico.

Segundo as apurações da imprensa japonesa, o governo do Japão encara os sistemas de mísseis como um elemento de dissuasão estratégica voltado contra a China. O General Hiroaki Uchikura, chefe do Estado-Maior Conjunto do Japão, esclareceu em entrevista coletiva no dia 19 de junho que, de acordo com o comando dos EUA, não há planos para que os equipamentos sejam estacionados de forma permanente no país.

O General Uchikura ressaltou que o destacamento atual não configura um posicionamento de combate permanente e se recusou a revelar qual base específica será utilizada para a armazenagem dos lançadores, mantendo o detalhe sob sigilo operacional.

Atualmente, os sistemas Typhon, juntamente com unidades de mísseis guiados HIMARS dos EUA, estão posicionados na Base Aérea de Kanoya, na ilha de Kyushu, para uma série de treinamentos que se estenderão até o final de setembro. O Ministério da Defesa japonês confirmou que não estão programados exercícios com fogo real durante este período. A fase final das manobras contará com a participação de tropas da Austrália, ampliando a integração militar entre os três países.

Esta é a segunda vez que os sistemas Typhon são empregados em exercícios no Japão, após uma implantação temporária em Iwakuni em 2024. Paralelamente, sistemas similares estão posicionados no norte das Filipinas, em área geograficamente próxima a Taiwan, em clara manobra de pressão militar contra a China.

A movimentação não passou despercebida por Moscou. Em 28 de maio, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, condenou veementemente os exercícios, classificando a implantação do sistema Typhon como uma ameaça direta tanto aos interesses russos quanto à segurança e estabilidade de toda a região. A presença militar crescente dos EUA no entorno de seus adversários geopolíticos aprofunda as tensões e mina os esforços por um ordenamento internacional multipolar e menos belicista.

Com informações de TASS.

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