A Xiaomi deu mais um passo para transformar a casa conectada em um ecossistema próprio. A empresa lançou na China o Xiaomi Smart Storage, seu primeiro servidor doméstico do tipo NAS, voltado para usuários que querem guardar fotos, vídeos e arquivos em casa, sem depender exclusivamente de serviços pagos de nuvem.
O produto chega em três versões: 4 TB, 8 TB e 16 TB, com preços de financiamento coletivo a partir de 2.299 yuans, cerca de US$ 338. O modelo mais completo, de 16 TB, sai por 4.699 yuans, aproximadamente US$ 690. A campanha começa em 1º de julho.
A proposta é simples, mas estratégica: criar uma “nuvem pessoal” dentro de casa. Em vez de pagar mensalidade para armazenar fotos, vídeos, backups e documentos, o usuário passa a concentrar seus dados em um equipamento próprio, conectado à rede doméstica e acessível por celular, computador, TV ou tablet.
O Smart Storage também mostra como a Xiaomi quer disputar um mercado dominado por marcas como Synology, QNAP, Ugreen e Huawei. O diferencial da empresa chinesa não está apenas no preço, mas na integração com o ecossistema HyperOS, TVs, celulares, tablets e dispositivos de casa inteligente.
O aparelho tem conexão Ethernet 2,5 GbE, porta USB 3.0, HDMI e suporte a discos SATA de 2,5 e 3,5 polegadas. O aplicativo Xiaomi Smart Storage promete backup automático de fotos, gerenciamento familiar de arquivos, acesso remoto, álbuns com inteligência artificial e organização de filmes em biblioteca visual.
A jogada é importante porque toca em uma preocupação crescente: a dependência das big techs para guardar dados pessoais. Com celulares gravando vídeos em 4K, câmeras inteligentes, backups automáticos e famílias inteiras produzindo arquivos diariamente, o custo da nuvem virou uma dor permanente para muitos usuários.
Ainda não há previsão de lançamento no Brasil. Mas o recado da Xiaomi é claro: depois dos celulares, TVs, aspiradores e eletrodomésticos, a empresa agora quer controlar também o coração digital da casa — os dados.