Damares deixa equipe de plano de governo de Flávio após sofrer ataques

REPRODUÇÃO

Damares Alves deixa equipe de plano de governo de Flávio Bolsonaro após se sentir atacada por aliados do senador

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) interrompeu sua colaboração na elaboração do plano de governo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Ela havia sido convidada para ajudar a formular propostas na área de direitos humanos, um dos eixos programáticos da pré-campanha.

O motivo da saída: fogo amigo em meio à crise Michelle-Flávio

Segundo apuração do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, a decisão de Damares se deu depois que ela passou a ser alvo de ataques por parte de aliados do próprio Flávio — justamente no momento em que a repercussão do vídeo em que Michelle Bolsonaro fez críticas ao senador ainda dominava o noticiário bolsonarista. Damares resumiu o motivo da ruptura de forma direta: “Fui atacada diretamente pelo time da direita”.

A senadora não soletrou publicamente o conteúdo desses ataques, mas o contexto em que a saída ocorre — dias depois da crise entre Michelle e Flávio se tornar pública, e horas depois de Jair Bolsonaro tentar apaziguar os ânimos com uma carta pedindo união entre aliados — sugere que Damares se viu, de alguma forma, arrastada para dentro do fogo cruzado que já consome a articulação em torno da candidatura do senador.

Uma saída que não fecha a porta de vez

Apesar do desgaste, Damares deixou claro que sua colaboração pode ser retomada em outro momento da campanha — especificamente numa eventual fase de governo de transição, caso Flávio avance na disputa presidencial. Segundo ela, o trabalho inicial já havia sido cumprido, e uma nova rodada de apoio poderia ocorrer mais adiante, já em fase de transição.

Questionada sobre se chegou a conversar diretamente com Flávio depois do episódio, a senadora foi econômica: segundo ela, o senador não voltou a procurá-la, ocupado que está com a própria pré-campanha.

Mais uma fissura numa base que deveria estar se consolidando

O episódio se soma a uma sequência desconfortável para a articulação de Flávio Bolsonaro nas últimas semanas: a crise pública com Michelle, a carta de Jair tentando — sem sucesso, segundo o próprio Valdemar Costa Neto — reconciliar os dois, e agora a saída de um nome relevante da equipe técnica que ajudaria a dar substância ao programa de governo, numa área — direitos humanos — historicamente sensível para o eleitorado que o senador tenta consolidar. Faltam pouco mais de duas semanas para a convenção do PL, marcada para 25 de julho, e a lista de pendências internas do partido só cresce: crise familiar sem solução, vice ainda não definido e agora uma baixa na equipe que deveria estar fechando o pacote de propostas a ser apresentado à militância. Até o momento, Flávio Bolsonaro não se manifestou publicamente sobre a saída de Damares.

Redação:
Related Post

Privacidade e cookies: Este site utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com seu uso.