Milhares de israelenses, entre colonos e ativistas de direita, marcharam neste domingo (19) em direção à fronteira com Gaza para pressionar o governo a autorizar o restabelecimento de assentamentos no território palestino devastado pela guerra. A informação é de um jornalista da agência France-Presse que acompanhou a manifestação.
Os participantes se concentraram próximo à cerca que delimita o norte de Gaza e avançaram em direção à zona restrita, onde forças de segurança israelenses foram mobilizadas para impedir o avanço. Imagens da AFP mostram soldados e policiais bloqueando o acesso, enquanto os manifestantes agitavam bandeiras de Israel.
O ex-residente de Gaza Daniel Sellem afirmou à imprensa: “Estamos caminhando hoje para dizer ao governo de Israel e mostrar ao mundo todo que esta terra nos pertence e que Gaza realmente nos pertence e que queremos voltar para lá”. Ele acrescentou que viveu no território até ser retirado em 2005, quando Israel evacuou todos os seus assentamentos da Faixa de Gaza sob o plano de desengajamento unilateral.
A marcha sinaliza a pressão de setores da direita israelense sobre o governo para reverter o plano de 2005, em clara afronta ao direito internacional e às resoluções da ONU, que consideram os assentamentos ilegais nos territórios palestinos ocupados.
Fonte: Agence France-Presse, via South China Morning Post , 19 de julho de 2026. Leia a reportagem original: https://www.scmp.com/news/world/middle-east/article/3361128/israelis-march-gaza-border-demanding-re-establishment-settlements


Lucas Moreira
20/07/2026
O contribuinte israelense está, mais uma vez, arcando com os custos de uma aventura ideológica que não passa pelo crivo da eficiência econômica. Enquanto bilhões de shekels são despejados em assentamentos e segurança, poderiam estar sendo aplicados em infraestrutura produtiva ou na redução da carga tributária. Qual é o custo real por colono nessa operação e quem vai pagar essa conta no longo prazo?
Maria Aparecida
20/07/2026
A marcha dos colonos para recolonizar Gaza, com apoio oficial do governo israelense, escancara o desprezo pelo direito internacional e pela vida do povo palestino. Como cristã, lembro de Miqueias 6.8: “Ele te declarou o que é bom: que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus”. Apoiar esse tipo de ocupação não é amar a justiça, é endossar a opressão de um povo que já perdeu tudo. Até quando os evangélicos vão continuar calados diante de uma teologia que distorce o Evangelho para abençoar a exploração?