O governo federal reconheceu a situação de emergência em sete municípios do Rio Grande do Sul após as chuvas intensas que atingiram a região. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 17 de julho, permite que os municípios solicitem recursos para ações de resposta e reconstrução.
Sete municípios do Rio Grande do Sul tiveram situação de emergência decretada após as chuvas intensas que atingiram a região. A medida está publicada no Diário Oficial da União.
A portaria da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil cita os municípios de São Sepé, Erval Seco, Liberato Salzano, Coronel Bicaco, Cerro Grande, Novo Tiradentes e Seberi.
O reconhecimento da situação de emergência é uma etapa necessária para que estados e municípios possam acessar recursos federais destinados à resposta e à recuperação de áreas atingidas por desastres naturais.
Após a aprovação dos planos de trabalho apresentados pelos municípios, o governo federal poderá autorizar o repasse de recursos para ações de socorro, assistência às famílias afetadas e reconstrução da infraestrutura comprometida pelas chuvas.
Previsão do tempo
Para esta segunda-feira (29), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê continuidade das chuvas e ventanias no Sul do país.
O movimento decorre da diferença de pressão entre um centro de baixa pressão na Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul o que intensifica o fenômeno do Jato de Baixos Níveis.
Essa configuração também dificulta o avanço das áreas de instabilidade, que permanecem restritas ao Rio Grande do Sul, onde há avisos laranja de perigo para tempestades com granizo.
O frio perde intensidade na Região Sul, com mínimas em torno de 10°C restritas às regiões de serra. As máximas ficam em torno de 24°C no Rio Grande do Sul devido à atuação das tempestades.
Fonte: Agência Brasil


Letícia Fernandes
20/07/2026
Municípios que passam por enchentes recorrentes no Rio Grande do Sul vivem um paradoxo: recebem o reconhecimento federal para acessar verba, mas seguem reféns de um modelo territorial que prioriza o agronegócio e a especulação imobiliária em áreas de risco. A Defesa Civil atua na contenção, mas a pergunta é se o governo federal vai condicionar os repasses a um planejamento urbano que rompa com essa lógica, ou se a “reconstrução” será apenas mais uma maquiagem para devolver famílias ao mesmo cenário de vulnerabilidade.
Cecília Silva
20/07/2026
Reconhecer emergência é o mínimo, mas a burocracia pra liberar os recursos costuma ser maior que a força da água. A pergunta que fica é: essas prefeituras vão priorizar a reconstrução das casas de quem perdeu tudo ou o dinheiro vai sumir em licitação superfaturada como sempre? Enquanto o Diário Oficial não paga aluguel social, as famílias continuam dormindo em escola ou debaixo de lona.