O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) manteve aviso laranja de perigo para tempestades com granizo no Rio Grande do Sul neste domingo (19) e segunda-feira (20). A Defesa Civil estadual monitora 36 municípios com risco de chuva intensa, ventos fortes e queda de granizo.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que para este domingo (19) e segunda-feira (20) continuam os ventos fortes no Sul do Brasil, devido à grande diferença de pressão entre um centro de baixa pressão na Argentina e o Anticiclone Subtropical do Atlântico Sul o que intensifica o fenômeno do Jato de Baixos Níveis. Essa configuração também dificulta o avanço das áreas de instabilidade, que permanecem restritas ao Rio Grande do Sul, onde há avisos laranja de perigo para tempestades com granizo.
Segundo o Inmet, para domingo (19) e segunda-feira (20), as áreas de instabilidade se intensificam no Rio Grande do Sul, com previsão de chuva, trovoadas e granizo no estado. Há aviso laranja de perigo para tempestades no oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul, abrangendo municípios como São Borja, Santa Maria, Uruguaiana, Bagé, Pelotas e Santa Vitória do Palmar. Nas demais áreas do estado, o aviso é amarelo de perigo potencial para tempestades.
A área de aviso laranja de perigo para tempestades passa também a contemplar municípios das regiões de Ijuí, Santa Cruz do Sul e da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas demais áreas do Rio Grande do Sul, permanece vigente o aviso amarelo de perigo potencial para tempestades.
Com os ventos fortes oriundos do norte do continente, transportados pelo Jato de Baixos Níveis, o frio perde intensidade na Região Sul, com mínimas em torno de 10°C restritas às regiões de serra. O calor aumenta durante as tardes, com máximas de até 30°C no Rio Grande do Sul no sábado e de até 32°C no noroeste do Paraná na segunda-feira. No domingo e na segunda-feira, as máximas ficam em torno de 24°C no Rio Grande do Sul devido à atuação das tempestades.
De acordo com o Centro de Monitoramento da Defesa Civil Estadual do Rio Grande do Sul, são 36 municípios dentro da área de risco meteorológico severo: Alegrete, Cacequi, Capão do Cipó, Caçapava do Sul, Dilermando de Aguiar, Dom Pedrito, Formigueiro, Itaara, Itacurubi, Itaqui, Jaguari, Jari, Lavras do Sul, Manoel Viana, Mata, Maçambará, Nova Esperança do Sul, Quaraí, Quevedos, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, Santiago, Santo Antônio das Missões, São Borja, São Francisco de Assis, São Gabriel, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul, São Sepé, São Vicente do Sul, Toropi, Unistalda, Uruguaiana e Vila Nova do Sul. O risco severo é para chuva intensa e volumosa em curto período de tempo, rajadas de vento fortes e queda de granizo.
Fonte: Agência Brasil


Maura Santos
19/07/2026
Pois é, mais um domingo de alerta laranja no RS e a gente vê que a conta do “não investir em prevenção” chega sempre com juros. Com o granizo desabando, pergunto: os abrigos e as rotas de fuga nos centros culturais e terminais de ônibus estão preparados ou vamos repetir o caos logístico da última enchente? Enquanto isso, a galera que defende cortar verba de adaptação climática deve estar rezando pra não passar por baixo de uma árvore agora.
Paulo Rocha
19/07/2026
Maura, o problema não é falta de verba, é gestão incompetente. Enquanto isso, a esquerda quer gastar rios de dinheiro em ideologia climática que não protege ninguém. Brasil precisa de resultados, não de discurso.
Karina Libertária
19/07/2026
Concordo que gestão é um problema, Paulo, mas a incompetência desse governo nas áreas rurais é de cair o cu da bunda. Falta preparedness, não é discurso ideológico que vai resolver.
Sargento Bruno
19/07/2026
Falta preparo e sobra discurso. Enquanto esse governo brinca de ideologia, o homem do campo paga o pato com granizo e enchente. Preparedness não é invenção de esquerda, é obrigação de estado sério.
John Marshall
19/07/2026
Karina, I understand your frustration with the lack of preparedness — it’s a genuine failure of statecraft. But ideology inevitably shapes what a government prioritizes, so the two aren’t separable; the question is which framework actually delivers effective public goods.
Carlos Henrique Silva
19/07/2026
O alerta laranja no Rio Grande do Sul escancara o que Antonio Gramsci chamaria de “crise orgânica” entre a urgência climática e a lentidão das respostas institucionais. Não se trata apenas de um fenômeno meteorológico, mas de uma falha estrutural: o modelo de ocupação do solo, o desmatamento das encostas e a ausência de um plano preventivo robusto transformam chuvas previsíveis em tragédias anunciadas. Até quando vamos tratar tempestades como “acidentes naturais” e não como consequência direta de décadas de negligência política e priorização do lucro sobre a vida? Pergunto: quantos dos 36 municípios monitorados têm sistema de drenagem adequado ou zoneamento ambiental minimamente respeitado?
Bia Carioca
19/07/2026
É impressionante como eventos climáticos extremos como esse no Rio Grande do Sul expõem a fragilidade do nosso planejamento urbano, algo que a gente vê também no Rio e em Niterói. A Defesa Civil monitorar 36 municípios já mostra a dimensão do problema, mas fica a pergunta: cadê os investimentos em drenagem e contenção que poderiam minimizar os estragos? Enquanto isso, a população mais pobre, que mora em áreas de risco, é quem paga o pato mais uma vez.
Cíntia Ribeiro
19/07/2026
O alerta laranja do Inmet para granizo e tempestades no RS acende um sinal importante sobre a resiliência dos municípios gaúchos. Fico pensando se os 36 municípios sob monitoramento da Defesa Civil já ativaram seus planos de contingência e evacuação preventiva para áreas de risco. Em eventos climáticos extremos como este, a coordenação entre estado e prefeituras é essencial para evitar tragédias, e a comunicação clara com a população sobre abrigos e seguros agrícolas pode fazer diferença. Seria útil sabermos se há previsão de danos em lavouras e infraestrutura urbana nessa nova rodada de temporais.
Pedro
19/07/2026
Mais um fim de semana de alerta laranja e eu aqui pensando no estrago que esse granizo faz na lataria do carro. Pra quem roda de aplicativo, qualquer amassado já é prejuízo na hora de passar o IPVA e manter o combustível em dia. Será que a Defesa Civil tem algum canal pra avisar motoristas em tempo real sobre as piores áreas de risco? Fica complicado planejar a rota quando o tempo vira do nada.
Luiz Carlos
19/07/2026
Pedro, você tocou num ponto que eu vivo na pele. Além do granizo amassar a lataria, a gente ainda paga IPVA cheio e gasolina nas alturas. Essa Defesa Civil podia ter um alerta por aplicativo mesmo, igual radar de chuva, mas o poder público nunca pensa em quem trabalha na rua. Fica esperto e busca uns grupos de motoristas no WhatsApp que a galera compartilha rota escapando do tempo.
Beatriz Lima
19/07/2026
Sempre curioso como esses avisos laranja se traduzem na prática para quem mora nas áreas de risco. Será que a Defesa Civil tem feito um acompanhamento em tempo real desses 36 municípios ou a comunicação só chega quando o granizo já virou notícia no Jornal Nacional? No fim, o que importa é se a população consegue se proteger antes, não depois.