Antimperialista, multipolar, crítica à escalada dos EUA no Oriente Médio
Os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques aéreos contra o Irã na madrugada desta segunda-feira (20), segundo o portal The Hindu. Em resposta, a Guarda Revolucionária Iraniana afirmou ter atingido alvos militares americanos no Kuwait, no nono dia consecutivo de bombardeios ordenados por Washington.
A tensão se intensificou também no Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo global. A Guarda Revolucionária informou que dois petroleiros explodiram e ficaram imobilizados ao tentar cruzar uma rota sul considerada insegura, acusando as forças dos EUA de terem incentivado a travessia.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou no domingo (19) que o Irã usa o estreito como instrumento de pressão geopolítica. “Algumas pessoas no Irã querem controlar o estreito e usá-lo como alavanca contra o mundo”, afirmou Rubio, pedindo que outros países aumentem a pressão para proteger o transporte marítimo.
O conflito ameaça se alastrar ainda para a Jordânia, após o Irã disparar mísseis em direção ao país vizinho de Israel. A escalada ocorre em meio à morte de mais um militar americano nos ataques, anunciada pelos EUA, e aprofunda uma crise que já dura nove dias sem sinais de desescalada.


João Martins
20/07/2026
A Guarda Revolucionária iraniana afirma ter bombardeado posições americanas no Kuwait, mas, até agora, nenhuma confirmação independente veio do Pentágono ou do governo kuwaitiano. Se for verdade, a pergunta prática é: o Irã tem capacidade real de pressionar o Estreito de Ormuz sem escalar para um confronto direto com a marinha americana, ou isso é mais um teste de dissuasão retórica? A movimentação de porta-aviões na região nos últimos dias sugere que os EUA já se anteciparam a essa jogada.
Cláudio Ribeiro
20/07/2026
A ação iraniana no Kuwait, simultânea aos bombardeios americanos, sugere um jogo de xadrez onde cada movimento busca testar os limites da dissuasão. A pergunta que fica é se o fechamento virtual de Ormuz pode ser sustentado sem que a escalada force uma mesa de negociação ou um conflito aberto. O silêncio de Rubio até agora me parece menos estratégia e mais paralisia diante de um império que não sabe como sair de sua própria armadilha.