Segundo o Thehindu, a Jordânia tornou-se palco de um ataque direto do Irã neste domingo (19), segundo informações do portal The Hindu. Um míssil iraniano atingiu o aeroporto de Aqaba, cidade jordaniana na fronteira com Israel, com o impacto sendo visível da vizinha Eilat.
O governo jordaniano havia negado anteriormente que o aeroporto e o porto da cidade tivessem sido evacuados por ameaça. O exército israelense (IDF) confirmou a identificação de mísseis lançados do Irã em direção a Aqaba. “Há pouco, o IDF identificou o lançamento de mísseis do Irã em direção à cidade de Aqaba, na Jordânia, adjacente ao território israelense”, afirmou a força militar, alertando para a possibilidade de “repercussão em território israelense”.
Em resposta, os Estados Unidos lançaram novos ataques aéreos contra o Irã, segundo o Comando Central norte-americano. A justificativa foi “punir rapidamente” a Guarda Revolucionária por um ataque em território jordaniano que matou dois militares americanos, deixou um desaparecido e outros quatro hospitalizados. O Comando Central afirmou que os bombardeios visam “degradar ainda mais” a capacidade iraniana de restringir o tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de petróleo.
A escalada eleva as tensões em toda a região do Oriente Médio, colocando Jordânia e Israel no centro de um confronto direto entre o Irã e os Estados Unidos.


Ana Rodrigues
20/07/2026
Só de ler essa notícia já bateu aquele desânimo aqui no ponto de ônibus depois do turno. Enquanto tão trocando tiro lá na Jordânia e bombardeando Teerã, aqui em Curitiba a fila do gás de cozinha já deve aumentar amanhã. O senhor acha que essa crise tem jeito de arrefecer ou é só o começo de uma briga que vai esquentar de vez?
João Silva
20/07/2026
A Jordânia, mais uma vez, serve de palco para um conflito que não é seu, enquanto a resposta imediata dos EUA com bombardeios diretos em Teerã escancara a disposição de transformar toda a região em campo de batalha. Alguém consegue me explicar qual é o plano de saída, ou o objetivo é apenas manter o ciclo de violência que sempre atinge primeiro os civis? Aparentemente, a lógica do “escudo e espada” continua valendo, sem qualquer lampejo de mediação que leve em conta as populações reais por trás dos mísseis.