A OpenAI construiu um "super-hacker" de inteligência artificial chamado GPT-Red, um modelo de linguagem (LLM) projetado para atuar como sparring partner na segurança cibernética. A ferramenta automatiza testes de segurança conhecidos como red-teaming, tradicionalmente feitos por equipes humanas, com o objetivo de encontrar o maior número possível de formas de invadir ou sequestrar sistemas, segundo informações obtidas com exclusividade pelo MIT Technology Review.
Paralelamente, o mercado de bombas de calor nos Estados Unidos vive um boom silencioso. Apesar do fim de um importante crédito fiscal para o setor, as vendas desses aparelhos elétricos de aquecimento dobraram nos últimos 15 anos, de acordo com um novo relatório. No primeiro trimestre de 2026, as bombas de calor já superaram os fornos a gás natural em 32% nas vendas, um indicador de que a transição energética avança mesmo sem subsídios diretos.
A semana também trouxe movimentações no setor de energia para IA. Elon Musk adquiriu discretamente, em maio, a empresa de turbinas a gás APR Energy por US$ 1 bilhão, conforme revelou um arquivamento na FTC. A aquisição, que deve alimentar os data centers que processam o chatbot Grok, escancara a dependência da expansão da inteligência artificial em fontes fósseis.
No campo dos modelos abertos, a startup Thinking Machines , fundada pela ex-CTO da OpenAI, Mira Murati , lançou o Inkling, um modelo de pesos abertos que se apresenta como alternativa americana aos modelos open source chineses. Enquanto isso, a Europa enfrenta um recuo em suas ambições de independência tecnológica: manufatura e pesquisa avançam, mas o financiamento continua sendo um gargalo, segundo o New York Times.
A confiança em robôs também emerge como dilema. A empresa Prosper desenvolve o humanóide Alfie para tarefas domésticas e hospitalares, mas seu fundador, Shariq Hashme, aponta a construção de um caráter detalhado como prioridade máxima para conquistar aceitação pública. No entanto, a dependência de operadores humanos remotos levanta questões sobre privacidade e trabalho.
Enquanto isso, a governadora de Nova York, Kathy Hochul, defendeu a moratória estadual sobre novos data centers: “Nós apertamos o pausa porque as comunidades que alimentam a IA deveriam compartilhar seu sucesso. Talvez isso seja um conceito novo em Washington”, respondeu ela às críticas do presidente Donald Trump. A frase resume o tensionamento entre expansão tecnológica e justiça social.