Enquanto Washington intensifica bombardeios contra instalações civis no Irã, Nova Délhi age para proteger seus nacionais, expondo o custo humano da escalada militar patrocinada pelos Estados Unidos no Oriente Médio.
A Índia aconselhou no domingo (19 de julho de 2026) que seus cidadãos adiem viagens ao Irã até que a situação de segurança melhore, segundo o The Hindu. A embaixada indiana em Teerã também pediu que os nacionais já no país considerem deixá-lo pelos voos comerciais disponíveis, diante do aumento da instabilidade e dos conflitos na região.
Em um comunicado revisado, a missão diplomática destacou que "os dias recentes registraram um aumento nos níveis de instabilidade e conflito no Irã", o que exige cautela redobrada dos indianos. "Cidadãos indianos que pretendam viajar ao Irã por qualquer motivo devem adiar a viagem por enquanto, até que o ambiente de segurança melhore", afirmou o órgão.
Aqueles que optarem por permanecer no país foram orientados a exercer o "mais alto nível possível de cautela". A embaixada recomendou ainda que evitem locais com maior atividade militar, especialmente ao longo da costa sul do Irã, e que sigam as instruções das autoridades locais.
O alerta ocorre em meio a uma escalada de tensões que inclui ataques dos Estados Unidos contra pontes, usinas de dessalinização e instalações elétricas iranianas nos últimos dias, conforme relatado pelo jornal indiano. Em resposta, Teerã atingiu países aliados de Washington em toda a Ásia Ocidental, ampliando o raio do conflito.
A Índia pediu que todos os seus cidadãos no Irã que ainda não se registraram na embaixada o façam imediatamente e monitorem regularmente o site e as redes sociais da missão. A orientação segue o padrão de alertas semelhantes emitidos por Nova Délhi em períodos anteriores de conflito elevado no Oriente Médio.