PsiQuantum planeja computador quântico útil com luz

Ilustração editorial sobre Psiquantum planeja computador quântico útil com luz. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

A promessa de um computador quântico verdadeiramente útil pode estar mais perto da realidade, e ela vem de uma abordagem inusitada: a luz. De acordo com reportagem publicada em 15 de julho de 2026 pelo MIT Technology Review, a startup PsiQuantum, fundada em 2016 por quatro físicos de universidades britânicas, planeja construir uma máquina massiva capaz de processar informações usando partículas de luz , os fótons.

O projeto é descrito como uma sala que lembra a mistura de um data center com uma fábrica de sorvetes. Cerca de cem gabinetes de aço inoxidável abrigarão centenas de chips, por onde milhares de fótons percorrerão um labirinto de interruptores ópticos e divisores de feixe. Cada fóton precisa ser contabilizado, pois medir precisamente seu destino final permitirá responder a perguntas que os computadores atuais levariam milhões de anos para resolver.

A máquina, como descrita, ainda não existe. Mas a PsiQuantum aposta que será a primeira a entregar um sistema quântico de fato funcional, em um campo concorrido por rivais com orçamentos igualmente astronômicos e visões igualmente ambiciosas. A diferença estaria na aposta em fótons, em vez dos tradicionais qubits supercondutores ou íons aprisionados.

Enquanto a PsiQuantum persegue o Santo Graal da computação, na Noruega outro feito monumental toma forma debaixo d'água. O mesmo veículo acompanhou o repórter Niall Firth em uma visita ao túnel rodoviário submarino mais longo e profundo do mundo, a 300 metros sob o mar do Norte, nos fiordes noruegueses.

Com 26,7 quilômetros de extensão e profundidade máxima de 390 metros abaixo do nível do mar, o túnel é uma obra-prima da engenharia. Firth descreveu a sensação de estar a milhares de metros de profundidade, pressionado por milhões de toneladas de água salgada, em um ambiente escuro e úmido com cheiro estranho. A experiência serviu para reafirmar que, mesmo em tempos de ceticismo, a engenharia ambiciosa ainda é possível.

Ambos os projetos simbolizam uma mesma mensagem: a inovação tecnológica e a capacidade humana de superar limites físicos e teóricos seguem em marcha. Enquanto a PsiQuantum tenta domar a mecânica quântica, a Noruega prova que ainda sabemos construir coisas grandiosas , seja no mundo dos átomos ou no fundo do mar.

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