Rússia fica para trás em tecnologia de foguete reutilizável diante do avanço chinês e americano

Ilustração editorial sobre Rússia patinando em foguete reutilizável diante da concorrência global. (Ilustração: Cafezinho / Wan 2.6)

Segundo o Arstechnica, seis anos depois de a Roscosmos revelar planos de construir um foguete reutilizável para rivalizar com o Falcon 9 da SpaceX, o projeto russo Amur-LNG ainda não saiu do papel. Em entrevista recente ao portal RBC, o vice-diretor-geral de programas de foguetes da agência espacial russa, Dmitry Baranov, afirmou que o esforço atual se concentra no desenvolvimento de um “demonstrador” do primeiro estágio do veículo, conforme noticiou o Ars Technica no dia 17 de julho.

Concebido como a resposta russa ao domínio da SpaceX, o Amur-LNG foi anunciado em 2020 com especificações ambiciosas: primeiro estágio reutilizável, motores movidos a metano e capacidade de levar 10,5 toneladas à órbita baixa da Terra em modo reutilizável. Na ocasião, autoridades russas previram a estreia do foguete para 2026 , prazo que se esgota agora.

Enquanto a Rússia ainda busca validar a tecnologia básica, outros países avançam rapidamente. A China realizou no mês passado a primeira missão orbital com recuperação segura do propulsor, e empresas privadas japonesas como a Honda já testam reutilização vertical. Nos Estados Unidos, a SpaceX lança e pousa foguetes a cada poucos dias, enquanto Blue Origin, Stoke Space e Rocket Lab acumulam progressos concretos rumo a sistemas total ou parcialmente reutilizáveis.

Para uma nação que protagonizou o primeiro lançamento orbital da história, há quase sete décadas, o ritmo atual do programa Amur revela um contraste incômodo. A declaração de Baranov, sem oferecer novas datas ou marcos, sinaliza que o foguete russo ainda está longe de decolar.

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