Segundo o SCMP, a China apertou as regras para agências de classificação de risco que atuam no mercado de títulos panda, nome dado aos papéis em yuan emitidos por estrangeiros no mercado doméstico chinês.
A Associação Nacional de Investidores Institucionais do Mercado Financeiro, entidade autorreguladora subordinada ao banco central chinês, publicou uma circular na terça-feira (22) com prazo e condições claras.
O prazo é rígido: a partir de 1º de agosto, relatórios de rating sem mapeamento para escalas internacionais não serão aceitos para registro de novas emissões.
Pela nova regra, as agências precisam aderir aos princípios de independência, objetividade e prudência em suas avaliações. Também devem divulgar abertamente suas definições de rating e apresentar correspondência clara entre suas categorias e os padrões internacionalmente reconhecidos.
A medida visa elevar a transparência e a credibilidade de uma classe de ativos que registrou aumento de interesse de investidores soberanos e institucionais neste ano, segundo o South China Morning Post. Agências que não se adaptarem ficam simplesmente excluídas do mercado.
Pequim considera os títulos panda uma ferramenta estratégica para impulsionar a internacionalização do yuan e reduzir a dependência global do dólar. A reforma sinaliza disposição de oferecer instrumentos mais alinhados às práticas globais para atrair capital estrangeiro.