Trump ameaça Irã com retaliação por ataques no Estreito de Ormuz

Ilustração editorial sobre Trump ameaça Irã com retaliação por ataques no Estreito de Ormuz. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Trump anunciou retaliação contra infraestrutura iraniana por ataques a navios em Ormuz, enquanto admite falta de evidências de enriquecimento nuclear.

Segundo o DROPSITENEWS, donald Trump anunciou nesta terça-feira que os Estados Unidos retaliarão ataques a navios no Estreito de Ormuz com ações contra a infraestrutura iraniana.

A ameaça foi publicada no Truth Social e se aplica a ataques com "mísseis, foguetes, drones ou qualquer outro dispositivo ou arma". Os alvos poderão incluir infraestrutura "localizada próxima ou na capital Teerã".

Apesar da retórica agressiva, Trump admitiu a jornalistas na Casa Branca não ter evidências de que o Irã tenha iniciado enriquecimento nuclear na instalação subterrânea conhecida como Pickaxe Mountain, na montanha Kolang Kouh. Ainda assim, afirmou que os EUA "provavelmente atacarão essa área em breve".

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, classificou a obsessão americana com o local como "um pretexto fabricado para agressão, destruição e sabotagem". O Comando Militar Central iraniano advertiu que qualquer ataque a sítios nucleares desencadeará "ataques poderosos" contra interesses, aliados e apoiadores dos EUA em toda a região.

Os bombardeios americanos atingiram 11 províncias iranianas na última noite, incluindo Bushehr, onde fica a única usina nuclear do país. Um míssil atingiu uma subestação elétrica próxima à instalação, cortando temporariamente a energia de uma vila vizinha, sem causar vítimas, segundo autoridades locais. Explosões foram ouvidas pela primeira vez em Tabriz, no nordeste, e em Baneh, no Curdistão iraniano.

Segundo o Drop Site News, Estados Unidos e Arábia Saudita teriam chegado a um acordo nuclear em meio ao agravamento da crise energética regional. O Kuwait já raciona eletricidade, a Agência Internacional de Energia alerta para o aperto nos mercados de combustíveis, e o secretário de Defesa Pete Hegseth estimou o custo da situação em US$ 37,5 bilhões em depoimento ao Congresso.

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