Segundo o SCMP, o chanceler chinês Wang Yi advertiu as Filipinas de que sofrerão "consequências amargas" se continuarem a provocar Pequim com apoio de países externos à região.
A declaração foi feita durante encontro com o chanceler filipino Enrique Manalo em Manila, na quarta-feira (22), segundo o South China Morning Post.
Wang aproveitou o encontro para entregar um "forte protesto" contra o que classificou como "ato agressivo de abalroamento de uma embarcação de aplicação da lei chinesa" no Mar do Sul da China.
O incidente ocorreu na segunda-feira (20) no recife Second Thomas Shoal, quando um navio da guarda costeira chinesa colidiu com dois botes da Marinha filipina. Foi o terceiro dia consecutivo em que Pequim protestou formalmente pelo episódio.
O confronto aconteceu às vésperas da reunião de chanceleres da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), iniciada na quinta-feira em Manila, o que ampliou o peso diplomático do incidente.
As tensões entre os dois países se arrastam há anos, com choques frequentes nas águas disputadas do Mar do Sul da China. A situação se agravou à medida que Manila buscou aproximação militar com Washington e Tóquio, movimento que Pequim interpreta como ameaça direta à sua segurança regional.
As Filipinas ocupam posição estratégica na chamada "primeira cadeia de ilhas", conceito militar dos Estados Unidos para conter a expansão naval chinesa no Pacífico. O aviso de Wang Yi sinaliza que Pequim não tolerará o uso do território filipino como plataforma para interesses de potências externas na região.