Segundo o REVISTAFORUM, o publicitário Thiago Miranda, investigado pela Polícia Federal por montar uma rede paga de influenciadores para atacar o Banco Central e defender o Banco Master, virou o novo foco de tensão na pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.
Segundo a coluna de Bela Megale, no jornal O Globo, Miranda tem sinalizado a aliados que, se "cair", levará autoridades do meio político consigo.
No entorno do senador, a avaliação é de que o recado tem destinatário certo: o próprio Flávio.
Miranda foi alvo de operação da PF no dia 9 de julho e é apontado como o responsável por apresentar o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no final de 2024. As investigações indicam que ele intermediou pagamentos de Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos supostamente usado para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.
A apuração da PF também investiga se Miranda coordenou uma rede de influenciadores pagos para produzir conteúdo favorável ao Master e hostil ao Banco Central. O escopo inclui ainda um grupo voltado à intimidação de jornalistas, ao monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas.
Em depoimento à PF em março, Miranda negou ter contratado influenciadores para atacar autoridades ou órgãos de Estado, afirmando que seu trabalho era de "reconstrução reputacional da imagem" de Vorcaro. Sua defesa também negou irregularidades, declarando em nota que o publicitário "sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade".
No dia 13 de julho, Miranda encerrou as atividades de sua agência de publicidade, justificando a decisão como um ponto final para "viver um novo momento pessoal". Dois dias antes, o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça havia determinado a apreensão do passaporte do publicitário e proibido sua saída do país sob pena de prisão preventiva, atendendo a pedido da PF, que apontou risco concreto de fuga.