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Campanha de Lula dá largada com inflação baixa

A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, acumulou 4,44% nos 12 meses até janeiro de 2026, segundo o IBGE. É um patamar de inflação baixa para um país que já passou por várias crises inflacionárias. Algumas foram terríveis. Outras, apenas preocupantes. A comparação com janeiro de 2022 deixa isso mais nítido. Aquele também era […]

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Divulgação

A inflação oficial do país, medida pelo IPCA, acumulou 4,44% nos 12 meses até janeiro de 2026, segundo o IBGE.

É um patamar de inflação baixa para um país que já passou por várias crises inflacionárias. Algumas foram terríveis. Outras, apenas preocupantes.

A comparação com janeiro de 2022 deixa isso mais nítido. Aquele também era um ano eleitoral. Ele terminou com a derrota de Jair Bolsonaro. O acumulado do IPCA em 12 meses estava em 10,38%.

Aquele início de 2022 foi parte de um ciclo mais tenso. O IPCA em 12 meses chegou ao pico recente em abril de 2022: 12,13%. Depois, a inflação caiu até o piso de junho de 2023: 3,16%.

Mais adiante, houve um repique moderado. O índice anual voltou a subir e atingiu 5,53% em abril de 2025. Agora, em janeiro de 2026, está em 4,44%, ligeiramente abaixo de janeiro de 2025 (4,56%).

Supermercado mais leve, com alívio nas proteínas

A melhora mais palpável está dentro de casa. A alimentação no domicílio acumula 0,46% em 12 meses até janeiro. Em janeiro de 2022, esse mesmo recorte estava em 8,64%.

Os itens básicos ajudam a explicar o alívio. O arroz acumula queda de 27,30% em 12 meses. O feijão preto recua 28,94% no mesmo período.

Nas proteínas, há sinais claros de custo menor no comparativo anual. O frango inteiro está com -1,26% em 12 meses. O ovo de galinha acumula -1,54%.

Vale comparar com o cenário do último ano eleitoral presidencial. Em janeiro de 2022, o frango inteiro acumulava 18,96% em 12 meses. O ovo de galinha, 12,40%.

Entre os cortes bovinos, a inflação também perdeu força. A picanha acumula 1,36% em 12 meses. O acém, 2,70%. E não há queda nos cortes bovinos no acumulado até janeiro, mas as altas ficaram pequenas: a costela, por exemplo, está em 1,09%.

Se a ideia é achar uma carne “no negativo”, ela aparece fora do boi. A carne de porco acumula -0,83% em 12 meses.

Até o peixe popular entra nesse retrato. A tilápia acumula queda de 3,81% em 12 meses. É mais um item que ajuda a segurar o custo do prato.

No hortifruti, a volatilidade continua, mas com peso menor quando se olha o ano fechado. O tomate acumula 4,60% em 12 meses. A laranja-pera aparece com queda de 23,11%.

O café segue como exceção importante. O café moído acumula alta de 23,47% em 12 meses. Ainda é bem menos do que em janeiro de 2022 (56,87%), mas continua alto para um produto diário.

Cerveja, cafezinho e as contas que insistem em aparecer

Fora de casa, o ritmo é outro. A alimentação fora do domicílio acumula 6,84% em 12 meses. É uma taxa bem acima da comida feita em casa.

Aqui entram dois preços que todo mundo entende sem precisar de planilha. A cerveja fora do domicílio acumula 4,22% em 12 meses. O cafezinho fora do domicílio sobe 13,10%.

É o tipo de inflação que aparece no bar, no almoço do trabalho e no intervalo do café. E é justamente por isso que costuma render conversa — e sensação — mesmo quando o supermercado está comportado.

Nas contas, a luz segue como o ponto mais incômodo. A energia elétrica residencial acumula alta de 27,34% em 12 meses até janeiro de 2026. É um número muito parecido com janeiro de 2022 (27,02%).

Já combustíveis e gás mostram como o país saiu do ambiente mais pesado do último ciclo eleitoral. A gasolina acumula 3,32% em 12 meses, o diesel fica em 0,32%, e o gás de botijão em 2,05%. Em janeiro de 2022, eram 42,71% na gasolina, 45,72% no diesel e 31,78% no botijão.

No conjunto, um IPCA anual na casa de 4% tende a ser um dado politicamente favorável. Inflação baixa costuma ajudar a avaliação de governos. Em ano eleitoral, isso tende a favorecer a aprovação e a reeleição de Lula.

Mas o voto no Brasil não é decidido só pela economia. Questões ideológicas, identidades políticas e valores hoje fazem muita diferença. Ainda assim, a atmosfera fica mais leve quando a inflação está baixa. E isso costuma abrir espaço para o governo se articular, costurar alianças e montar estratégias com menos desgaste no tema do custo de vida.

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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Tiago Silva

10/02/2026 - 22h31

“Questões ideológicas, identidades políticas e valores hoje fazem muita diferença.”

Inclusive fazem mais diferença que questões racionais (como inflação controlada, menos gente passando fome ou menos desmatamentos)… ocorre que os defensores desse governo precisam de munição:

– Fim da jornada 6×1, mas que seja 5×2 em 40 horas por semana

– Taxa Selic de um dígito

– Federalizar a Educação do Ensino Médio com Tempo Integral

– Mais Universidades Públicas (principalmente com mais vagas para Medicina, Odonto, Engenharia e outros cursos que ainda insistem em ter concorrências absurdas de em algumas universidades públicas terem mais de 300 candidatos por vaga… além de que essas Universidades Públicas estejam onde se mais precisa e com Hospitais Universitários)… e se possível também a criação de Empresas Públicas associadas a Universidades Públicas e que fossem especializadas em Tecnologias Estratégicas como Drones, Baterias de Energia, Placas de Energia Solar, Medicamentos, etc.

– Acabar com essa Pejotização que desidrata a Previdência

– Ter mais operações como a Carbono Oculto e que esses valores sejam revertidos para mais investimentos públicos em Saúde e Educação.

– Acabar com a farra das remunerações de Juízes, Promotores e Advogados Públicos acima do Teto Remuneratório,

– E acabar com as Emendas Impositivas… além de se afastar o máximo possível do Centrão/Direitão

Fanta

10/02/2026 - 21h30

Segundo o IBGE….Kkkkkkkkk

Saulo

10/02/2026 - 21h29

Inflação baixa é 1 ou 2%.

Dito isso qualquer pessoa mentalmente normodotada (ou que não seja paga com o dinheiro de quem trabalha para fazer o papel de palhaço do governo) percebe que é bem maior que a oficial, quem tem comércio principalmente pois sabe como ninguém mais o quanto ele mesmo teve que subir os preços dos próprios produtos.

Da pandemia pra cá a inflação chega a 50% para quase tudo.

O resto são imbecilidades para idiotas crônicos…materia prima que não falta no Brasil.


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