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China turbina revolução digital na indústria e 90% das grandes empresas já modernizaram operações

A digitalização do setor manufatureiro chinês entrou em fase de adoção em larga escala, com a maioria das grandes empresas industriais já tendo implementado modernizações tecnológicas em seus processos produtivos. Os dados constam em relatório divulgado pela Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação, que indica uma expansão significativa da transformação digital e sinaliza […]

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(Xinhua/Chen Cheng)

A digitalização do setor manufatureiro chinês entrou em fase de adoção em larga escala, com a maioria das grandes empresas industriais já tendo implementado modernizações tecnológicas em seus processos produtivos. Os dados constam em relatório divulgado pela Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação, que indica uma expansão significativa da transformação digital e sinaliza a consolidação dessa agenda como eixo central da política industrial do país.

Segundo o levantamento, até dezembro de 2025, 89,6% das grandes companhias industriais chinesas haviam concluído readaptações digitais em suas operações. O índice reflete uma mudança estrutural, na qual a digitalização deixa de ser um diferencial competitivo isolado e passa a caracterizar o padrão dominante no setor produtivo nacional.

Os setores com maior velocidade de adoção tecnológica foram os segmentos automotivo, de construção naval e de fabricação de equipamentos de informação eletrônica. Nessas áreas, as taxas de atualização digital alcançaram 94,4%, 94,2% e 93,9%, respectivamente. O desempenho indica que indústrias com cadeias produtivas complexas e alto nível de integração tecnológica tendem a liderar o processo de modernização.

Especialistas avaliam que a digitalização industrial tornou-se um componente estratégico para elevar eficiência produtiva, reduzir custos operacionais e aumentar a resiliência diante de choques externos. A engenheira Jiao Beibei, integrante da academia responsável pelo estudo, afirmou que a transformação digital passou a funcionar como um dos principais vetores de produtividade, sustentabilidade e competitividade industrial no país.

O relatório destaca que tecnologias digitais — como automação avançada, análise de dados, inteligência artificial e integração de sistemas — vêm sendo incorporadas em ritmo acelerado ao parque industrial chinês. Esse movimento permite maior precisão na gestão de processos, melhor controle de qualidade e redução do desperdício de recursos, fatores considerados essenciais para a transição para modelos produtivos de menor impacto ambiental.

Além dos ganhos operacionais, a digitalização também contribui para a estabilidade da produção e para a capacidade de resposta a mudanças de demanda. Sistemas integrados possibilitam ajustes rápidos em linhas de fabricação, reduzindo interrupções e ampliando a flexibilidade industrial.

Apesar do avanço, o documento aponta que a China pretende intensificar ainda mais a adoção tecnológica no setor manufatureiro. A recomendação central é que a transformação digital seja alinhada simultaneamente às necessidades práticas das empresas e às metas estratégicas nacionais de modernização industrial.

Entre as medidas sugeridas estão o fortalecimento da infraestrutura tecnológica, a padronização de sistemas digitais e o aprimoramento do ambiente regulatório para facilitar a implementação de novas soluções. O relatório também ressalta a importância de ampliar investimentos em pesquisa e desenvolvimento e de estimular a cooperação entre empresas, centros acadêmicos e instituições governamentais.

Analistas interpretam o avanço como parte de uma estratégia mais ampla do país para consolidar liderança global em manufatura de alto valor agregado. A digitalização é vista como ferramenta para elevar o nível tecnológico das exportações, reduzir dependências externas e fortalecer cadeias produtivas nacionais.

A adoção em escala indica ainda que a transformação digital deixou de ser restrita a grandes conglomerados tecnológicos e passou a atingir diversos segmentos industriais, incluindo setores tradicionais. Esse processo sugere uma reorganização estrutural do modelo produtivo, com maior integração entre tecnologia da informação e manufatura.

Com a expansão das atualizações digitais, a China reforça sua estratégia de combinar crescimento econômico com modernização tecnológica e sustentabilidade produtiva. O relatório conclui que a continuidade desse processo dependerá de políticas coordenadas que incentivem inovação, capacitação profissional e integração entre diferentes níveis da cadeia industrial.

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