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Dólar cai abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos

0 Comentários🗣️🔥 O dólar comercial encerrou o pregão de segunda-feira cotado a R$ 4,997, com recuo de 0,29 por cento ante o real. A moeda americana fechou abaixo do patamar de R$ 5,00 pela primeira vez desde 27 de março de 2024, quando havia terminado o dia próximo de R$ 4,98. Na mesma sessão, o […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 14/04/2026 12:11

O dólar comercial encerrou o pregão de segunda-feira cotado a R$ 4,997, com recuo de 0,29 por cento ante o real.

A moeda americana fechou abaixo do patamar de R$ 5,00 pela primeira vez desde 27 de março de 2024, quando havia terminado o dia próximo de R$ 4,98.

Na mesma sessão, o Ibovespa renovou o recorde histórico e fechou aos 198.001 pontos, sustentado pelo desempenho de ações ligadas a commodities de mineração e petróleo, além da entrada robusta de capital estrangeiro.

O movimento cambial acompanhou a queda registrada pelo índice DXY, referência global para o desempenho do dólar frente a outras divisas fortes.

No ambiente doméstico, o diferencial elevado de juros, o cenário positivo para os preços das commodities e o fluxo contínuo de recursos externos contribuíram para fortalecer o real.

Conforme reportou o portal Gazeta Brasil, esses elementos combinados explicam a trajetória recente da cotação.

As projeções coletadas pelo Banco Central junto a analistas de mercado sofreram ajustes moderados.

A estimativa para o dólar no encerramento de 2026 foi revisada de R$ 5,40 para R$ 5,37, enquanto para 2027 a previsão passou a R$ 5,40.

Em sentido oposto, a expectativa para o IPCA neste ano subiu de 4,36 por cento para 4,71 por cento, superando o teto de 4,50 por cento previsto no arcabouço fiscal.

O dado sinaliza pressão sobre os preços mesmo com o câmbio mais favorável.

O contexto internacional permanece volátil. As tensões no Oriente Médio provocaram alta superior a 4 por cento no barril do petróleo Brent, que se aproximou de US$ 100, enquanto o WTI também avançou com força.

Essa elevação nos preços das commodities energéticas ajudou a sustentar as ações do setor na bolsa, embora introduza riscos de repasse inflacionário no médio prazo.

Do ponto de vista histórico, o real não registrava fechamento do dólar abaixo de R$ 5,00 de maneira consistente desde o primeiro trimestre de 2024.

O intervalo entre março de 2024 e abril de 2026 foi marcado por oscilações influenciadas pela política monetária das principais economias, pelo ritmo de crescimento global e pelos fluxos de capitais.

A configuração atual revela resiliência dos ativos locais apoiada em fundamentos internos, mas mantém sob vigilância a evolução da inflação e o equilíbrio fiscal.

A valorização do real traz consequências diretas para diferentes setores da economia. Importadores ganham margem de alívio nos custos, enquanto exportadores de commodities ajustam cálculos de rentabilidade.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central deve continuar avaliando o balanço entre câmbio apreciado, inflação acima da meta e necessidade de manter a atratividade dos juros para preservar o fluxo externo.

Analistas destacam que o patamar atual do dólar não elimina incertezas estruturais, mas indica momento de força para a moeda nacional.

Participantes do mercado acompanham os próximos indicadores de preços e a reação dos investidores estrangeiros nas sessões seguintes.

O desempenho simultâneo de câmbio e bolsa demonstra capacidade de absorção de choques externos, mas reforça a importância de disciplina fiscal e de comunicação clara sobre a trajetória da inflação para evitar reversões abruptas.

O real abaixo de R$ 5,00 contra o dólar representa marco relevante, mas sua sustentação dependerá da consistência dos fatores que o impulsionaram.

Com informações de cartacapital.com.br.


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