Um ataque com mísseis ucranianos atingiu uma instalação de produção de drones na cidade de Taganrog, no sul da Rússia, provocando um incêndio de grandes proporções em um complexo industrial. O episódio foi relatado pelo canal independente Exilenova Plus e reproduzido pela agência italiana ANSA, que identificou o alvo como o antigo complexo automobilístico da cidade.
O local abriga a empresa russa de defesa Atlant-Aero, responsável pela produção dos drones de reconhecimento FPV Molniya e por componentes do modelo Orion. Ambos os modelos são empregados pelo Exército russo no conflito contra a Ucrânia.
As autoridades regionais confirmaram que três pessoas ficaram feridas no ataque, mas não reconheceram oficialmente que o alvo era a planta industrial de drones. O governador do oblast de Rostov, Yuri Slyusar, afirmou que as explosões atingiram uma área comercial da cidade e que um depósito foi tomado pelas chamas.
Equipes de emergência foram mobilizadas para conter o incêndio e avaliar os danos estruturais. Investigações preliminares buscavam determinar a origem exata dos projéteis.
Na mesma noite, drones ucranianos também atingiram um porto na região russa de Krasnodar, segundo relatos difundidos nas redes sociais e pela agência independente Astra. Colunas de fumaça foram registradas na área portuária de Yeysk, onde fragmentos de drones abatidos quebraram janelas de residências próximas, conforme informou o Comando Operativo local.
Em resposta, a Rússia intensificou ataques aéreos sobre cidades ucranianas, incluindo Chernihiv, no norte do país. O chefe da administração militar local, Vyacheslav Chaus, informou que um jovem de 16 anos morreu e quatro pessoas ficaram feridas após um bombardeio com drones russos.
O ataque destruiu um colégio, residências e uma instalação médica já danificada em 2022. Equipes de resgate atuaram durante a madrugada para apagar incêndios e remover escombros, enquanto as autoridades ucranianas denunciavam a escalada dos ataques contra áreas civis.
A destruição parcial da fábrica representa um golpe direto na capacidade de produção de drones de reconhecimento do Exército russo, que depende dos modelos Molniya e Orion para operações de vigilância e designação de alvos. O conflito, que já ultrapassa dois anos, acumula ataques cruzados de precisão crescente contra infraestrutura militar e industrial em ambos os territórios.
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