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Ofensiva dos EUA contra o Irã já consome mais de 65 bilhões de dólares e pressiona a economia mundial

46 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Ofensiva dos EUA contra o Irã já consome mais de 65 bilhões de dólares e pressiona a economia mundial. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O custo acumulado da ofensiva dos Estados Unidos contra a República Islâmica do Irã já ultrapassou 65 bilhões de dólares, conforme registros da plataforma de acompanhamento […]

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Ilustração editorial sobre Ofensiva dos EUA contra o Irã já consome mais de 65 bilhões de dólares e pressiona a economia mundial. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O custo acumulado da ofensiva dos Estados Unidos contra a República Islâmica do Irã já ultrapassou 65 bilhões de dólares, conforme registros da plataforma de acompanhamento de despesas de guerra.

Segundo o Actualidad RT, os primeiros seis dias de bombardeios e patrulhas navais drenaram 11,3 bilhões de dólares do Tesouro norte-americano. Os dados foram compilados a partir de relatórios enviados pelo Pentágono ao Congresso dos Estados Unidos.

A plataforma indica que Washington gasta atualmente 11.574 dólares por segundo para manter as operações em andamento. Isso equivale a 41,6 milhões de dólares por hora e cerca de 1 bilhão de dólares por dia, sustentando porta-aviões, destróieres, aviões de combate e efetivos em terra.

O contador também aponta o impacto direto sobre a economia doméstica dos Estados Unidos: motoristas já desembolsaram 20,94 bilhões de dólares extras em gasolina e diesel. O valor adicional reflete a instabilidade provocada pelo confronto com a República Islâmica do Irã.

Fora das fronteiras americanas, o fechamento intermitente do estreito de Ormuz — corredor por onde passa um quinto do petróleo comercializado no planeta — pode adicionar até 1 trilhão de dólares aos custos energéticos globais. O cálculo foi elaborado pela organização 350.org com base em séries do Fundo Monetário Internacional.

Mesmo em um cenário de normalização rápida do tráfego marítimo, o estudo projeta um dano mínimo de 600 bilhões de dólares, sem contar efeitos em cadeia. Os impactos abrangem fertilizantes, alimentos, desemprego e ritmos de produção industrial em diversos países.

A explosão dos preços internacionais do petróleo e do gás castiga especialmente países em desenvolvimento que importam combustíveis de forma significativa. Enquanto isso, as grandes petroleiras sediadas fora do Golfo Pérsico colhem lucros recordes a cada trimestre.

Economistas observam que, se o conflito persistir no ritmo atual, o dispêndio bélico de Washington superará rapidamente a soma investida em programas federais de energia limpa. Essa dinâmica corrói qualquer perspectiva de avanço na transição ecológica nos Estados Unidos.

O risco logístico no estreito de Ormuz impulsiona governos de países em desenvolvimento a reforçarem estoques de energia de forma preventiva. Eles também firmam contratos de longo prazo e aceleram projetos de refino e petroquímica autônomos para reduzir dependências externas.

A magnitude dos gastos em poucos meses expõe a mudança de escala financeira na condução de conflitos modernos. Analistas destacam as consequências para a competitividade da indústria americana diante de juros elevados e déficit público crescente.


Leia também: EUA e Israel intensificam ataques ao Irã um mês após início da ofensiva


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Maura Santos

02/05/2026

65 bilhões de dólares e a thread cheia de gente discutindo ideologia enquanto o dinheiro vai pro ralo da guerra. Enquanto isso, aqui no Brasil a extrema-direita corta verba de cultura e transporte e ainda quer dar lição de gestão. Lembra do apagão que eles causaram? Pois é, 65 bi dava pra ter metrô em cada esquina e ainda sobrava pra fazer curadoria de arte de rua, mas preferem bancar mísseis.

Cecília Ramos

02/05/2026

Paula, você tocou no cerne da questão: 65 bilhões que poderiam matar a fome de milhões, mas preferem alimentar a máquina de guerra. Como cristã, vejo nisso uma afronta direta ao que Jesus ensinou sobre cuidar dos pobres e buscar a paz. O Estado tem sim o dever de redirecionar esses recursos para políticas sociais e ambientais, não para destruição.

Paula Santos

02/05/2026

65 bilhões de dólares é um número que assusta, mas o que me preocupa mesmo é a falta de diálogo e a escalada da violência. Como cristã, acredito que todo conflito armado é uma falência moral, e esse dinheiro todo poderia sim alimentar crianças, curar doentes e levar educação. Que Deus tenha misericórdia das lideranças envolvidas, porque a ganância e o poder estão cegando a humanidade para o que realmente importa.

João Silva

02/05/2026

Ricardo, o problema não é só a mídia corporativa tratar isso como “defesa da democracia” – é a esquerda liberal que ainda acredita que dá pra reformar o imperialismo. Enquanto a galera aqui debate livre mercado vs estado, o complexo industrial-militar americano segue drenando recursos que poderiam financiar educação pública de qualidade no mundo inteiro. Paulo Freire já alertava: não há neutralidade nesse jogo geopolítico.

Ricardo Almeida

02/05/2026

65 bilhões de dólares e a mídia corporativa ainda trata isso como “defesa da democracia”. Cadê a cobertura séria sobre os reais interesses por trás dessa escalada? Enquanto isso, o povo americano e iraniano pagam a conta.

Maria Clara Lopes

02/05/2026

65 bilhões e a thread já virou ringue entre ancap e estatista, cada um puxando a sardinha pro seu lado. A real é que esse dinheiro poderia financiar décadas de educação ou saúde pública em qualquer país, mas a lógica geopolítica segue girando em torno de petróleo e influência regional. Enquanto a esquerda critica o imperialismo e a direita defende a “liderança global”, quem paga a conta no fim do dia é o contribuinte comum e a economia mundial já fragilizada.

Evelyn Olavo

02/05/2026

Rick Ancap, livre mercado não existe em cenário de guerra porque guerra é a maior intervenção estatal que tem. Enquanto isso, 65 bilhões poderiam ter sido investidos em qualquer coisa útil, mas o complexo industrial-militar precisa de combustão constante. O engraçado é ver ancap repetindo mantra de austríaco enquanto o Estado queima dinheiro que nem papel.

    Lucas Gomes

    02/05/2026

    Evelyn, você acertou em cheio ao expor a hipocrisia ancap — mas o problema é ainda mais profundo: esses 65 bilhões não são apenas dinheiro queimado, são a materialização do extrativismo petrolífero que destrói biomas inteiros e comunidades tradicionais no Irã e em qualquer lugar onde o Ocidente impõe sua geopolítica do petróleo. Enquanto debatem livre mercado versus intervenção, a terra continua sendo loteada e os rios envenenados.

Rick Ancap

02/05/2026

65 bilhão de dólar em guerra e o povo ainda acha que Estado resolve alguma coisa. Se fosse livre mercado, isso tudo ia pro bolso de quem realmente produz.

Cláudio Ribeiro

02/05/2026

Mariana, você tem razão ao dizer que perdemos a noção do que 65 bilhões de dólares significam. Mas o problema não é apenas numérico: é estrutural. Esse montante revela como o complexo industrial-militar, na esteira do que o próprio Eisenhower já denunciava, opera como um verdadeiro Estado dentro do Estado, drenando recursos que poderiam financiar políticas públicas reais. Enquanto a mídia hegemônica naturaliza essa sangria como “defesa da democracia”, o que vemos é a reprodução de uma lógica imperial que Gramsci identificaria como hegemonia pelo consenso armado.

Mariana Costa

02/05/2026

65 bilhões de dólares é um número tão astronômico que a gente perde a noção do que significa. Ricardo, você levantou um ponto importante sobre a seletividade geopolítica, mas acho que a discussão vai além: enquanto a mídia trata isso como um jogo de xadrez entre potências, o cidadão comum sente no bolso o reflexo dessa escalada, seja no preço do combustível ou na inflação dos alimentos. Falta um olhar mais pé no chão sobre o custo humano real disso tudo.

Carlos Mendes

02/05/2026

65 bilhões de dólares em bombas e ninguém pergunta por que o petróleo iraniano não pode circular livremente sem sanções. Enquanto isso, o contribuinte americano financia guerra e o brasileiro paga gasolina nas alturas por causa desse circo geopolítico. Mas claro, a culpa é sempre do livre mercado, nunca do Estado armado até os dentes.

    Ricardo Almeida

    02/05/2026

    Carlos, você tocou no ponto cego do debate: ninguém pergunta por que o petróleo iraniano é sancionado enquanto o saudita, que financia o mesmo complexo militar, circula livremente. A culpa não é do livre mercado nem do Estado — é da seletividade geopolítica que decide quem pode vender e quem deve ser bombardeado.

Ana Rodrigues

02/05/2026

Pô, 65 bilhões de dólares é um absurdo. Só de pensar que isso é mais que o orçamento de anos do nosso SUS, dá uma agonia. E quem vai pagar o pato no fim? O povo, com gasolina e comida mais cara, enquanto os motoristas de app como eu seguram a barra.

Zé Trovãozinho

02/05/2026

Zé do Povo, você acha mesmo que o Bolsonaro ia cortar gasto com guerra? Ele que queria vender as joias e comprar caça americano usado. 65 bilhões de dólares é o que o Tio Sam torra em alguns meses de bombardeio, e o Brasil nem tem exército pra isso. Enquanto isso, a fome aqui só aumenta e o povo ainda cai nesse papo de “comunismo”.

Marina Silva

02/05/2026

65 bilhões que dariam pra zerar a fome no planeta e os caras preferem bancar bombardeio. Mas claro, o problema é o PT, né, Zé?

Samara Oliveira

02/05/2026

65 bilhões de dólares que poderiam alimentar crianças, financiar hospitais e construir escolas. Enquanto isso, tem gente aqui defendendo gastança bélica em nome de “pátria” ou “ideologia”. Jesus multiplicou pães, não bombas. Que tristeza ver tanta energia e dinheiro sendo usados pra destruir ao invés de cuidar da criação de Deus.

Augusto Silva

02/05/2026

Zé do Povo, querido, se o Bolsonaro voltasse a primeira coisa que ele faria era vender a Petrobras e dar desconto pra compra de caça americano, igual fez com os blindados casca-grossa da Covid. 65 bilhões é o que os EUA torram em alguns meses de guerra; o Brasil inteiro gastou menos que isso no auxílio emergencial que salvou 70 milhões de pessoas. Mas claro, pra quem acha que “comunismo” é quando o Estado gasta com saúde e não com bombas, qualquer número parece ladroagem.

Zé do Povo

02/05/2026

65 BILHÕES DE DÓLARES EM GUERRA E O BRASIL AINDA FINANCIA ESSA PORCARIA COM IMPOSTO! 😡 VOLTA, BOLSONARO, PRA ACABAR COM ESSA LADOEIRA COMUNISTA!

    Julia Andrade

    02/05/2026

    Zé do Povo, entendo sua indignação com o montante absurdo de 65 bilhões de dólares sendo queimado em guerra. É realmente revoltante pensar no que esse dinheiro poderia fazer em saúde, educação e infraestrutura aqui e no mundo. Mas preciso fazer um contraponto: a ideia de que o Brasil financia essa guerra com impostos é verdadeira, mas a saída não é um salvador da pátria que promete acabar com a “ladroeira comunista”. O problema é estrutural, não de governo A ou B.

    O capitalismo tardio em que vivemos transformou a guerra em negócio. O complexo militar-industrial dos EUA não é de esquerda nem de direita — é de lucro. Tanto democratas quanto republicanos alimentam essa máquina porque ela movimenta ações na bolsa, gera lobby e mantém a hegemonia global. O Bolsonaro que você pede de volta, aliás, durante seu governo manteve relações estreitas com essa lógica: vendeu bases de Alcântara para lançamentos comerciais dos EUA, aproximou o Brasil da OTAN e flertou com uma presença militar estrangeira na Amazônia. Não é exatamente o anti-imperialista que a gente precisa.

    A “ladroeira comunista” que você menciona é um espantalho retórico que desvia o foco do verdadeiro problema: a financeirização da vida. Enquanto 65 bilhões vão para bombas, o mercado financeiro especula com alimentos e energia, e quem paga a conta é o povo — seja no Brasil, no Irã ou nos EUA. O que precisamos é de uma política externa soberana, que não se alinhe automaticamente a nenhum império, e de um modelo econômico que priorize vidas humanas, não margens de lucro. O “volta, Bolsonaro” não resolve isso; só troca a máscara do mesmo sistema.

Paulo Rocha

01/05/2026

65 bilhões de dólares em guerra e essa turma do “Faz o L” aí achando que o problema é o capitalismo. O problema é o marxismo cultural que infiltrou os EUA e agora eles tão pagando o pato. Brasil pra brasileiros, sem essa de financiar guerra dos outros. Vai pra Cuba, Silvia, ver se lá tem SUS pra você gastar.

    Maria Aparecida

    01/05/2026

    Paulo, você fala em “Brasil pra brasileiros”, mas esquece que o próprio Jesus mandou amar o estrangeiro e cuidar do órfão e da viúva. Esse dinheiro todo em guerra não é culpa do “marxismo cultural”, é escolha política de quem prefere lucrar com destruição em vez de financiar vida. Enquanto isso, o SUS que você zomba salva brasileiro pobre todo dia — e古巴 tem saúde sim, melhor que a dos EUA.

Carlos Meirelles

01/05/2026

65 bilhões de dólares em intervencionismo inútil que poderia estar girando a economia real, gerando emprego e renda. Enquanto isso, o contribuinte americano financia guerra e aqui no Brasil a turma do gasto público quer aumentar imposto. Liberdade econômica e paz de mercado, é o que falta.

Padre Antônio Rocha

01/05/2026

65 bilhões de dólares em guerra e o mundo ainda se surpreende com a crise moral? Enquanto isso, a família tradicional é atacada dentro de casa com essa tal “ideologia de gênero” e ninguém gasta um centavo pra defender os valores cristãos. O problema não é só econômico, é espiritual.

    Mateus Silva

    01/05/2026

    Padre Antônio, a crise moral que o senhor aponta é real, mas ela não nasce da “ideologia de gênero” — ela é filha legítima do capitalismo tardio, que transforma tudo em mercadoria, inclusive os corpos e as relações. Enquanto gastamos 65 bilhões em bombas, o que está em jogo não é a família, mas a lógica que prefere destruir vidas a garantir dignidade para todos.

Silvia D.

01/05/2026

65 bilhões de dólares que poderiam financiar pesquisa, vacinação em massa no mundo inteiro e fortalecer o SUS, mas preferem gastar com bombas. Enquanto isso, o negacionismo climático e a desinformação avançam, e a ciência fica com as migalhas. É revoltante ver o quanto o complexo militar-industrial suga recursos que salvariam vidas de verdade.

Maria Silva

01/05/2026

65 bilhões de dólares e o contribuinte americano que se vire pra pagar a conta, enquanto aqui no Brasil o governo fica de mimimi com reforma tributária e não resolve nada. Esse dinheiro todo dava pra comprar um monte de trator e plantar soja no Mato Grosso, mas preferem gastar em guerra que não acaba nunca. O Capitão Tavares tem razão: se fosse pra defender o Brasil, tava quieto, mas é sempre pra encher o bolso de fabricante de arma.

    Ana Karine Xavante

    01/05/2026

    Maria Silva, eu sou do Mato Grosso também, e te entendo quando você fala em trator e soja. Só que essa sua comparação me provoca uma inquietação que preciso compartilhar com você e com todo mundo aqui na thread. Esse dinheiro dos 65 bilhões de dólares, se fosse realocado para o Brasil, não iria parar na mão do pequeno agricultor ou do índio que nem eu. Ele iria para o mesmo destino: encher o bolso de grandes corporações, só que agora do agronegócio, que desmata o Cerrado, envenena os rios com agrotóxico e expulsa os povos originários das suas terras. A guerra dos EUA contra o Irã e a guerra do agronegócio contra a floresta são duas faces da mesma moeda do capitalismo predatório. Ambas tratam território e vida como mercadoria.

    Você diz que o contribuinte americano que se vire, e concordo que o povo estadunidense é refém desse sistema. Mas aqui no Brasil, a gente também paga a conta de outra forma. Cada hectare de soja plantado no Mato Grosso com subsídio fiscal, cada litro de veneno que a gente respira no ar das nossas aldeias e cidades, cada conflito agrário que termina em morte de liderança indígena ou sem-terra — isso também é uma guerra. Só que é uma guerra silenciosa, que não aparece no noticiário internacional com cifras bilionárias, mas que consome o futuro do planeta e a dignidade dos nossos povos. O Capitão Tavares fala em Forças Armadas brasileiras com mais verba e “liberdade de ação”, mas eu pergunto: liberdade para agir contra quem? Contra os mesmos povos indígenas que lutam para proteger o que resta de floresta em pé?

    A questão não é simplesmente trocar o destino do gasto militar americano por trator brasileiro. A questão é desmontar a lógica que transforma tudo em negócio — seja bombardeio, seja monocultura. Enquanto a gente ficar nessa disputa de “quem merece mais a migalha do império”, os verdadeiros donos do poder, sejam eles a indústria bélica dos EUA ou o lobby do agro no Congresso Nacional, continuam rindo à toa. O que a gente precisa é de um projeto de país que priorize a vida, a reforma agrária popular, a demarcação de terras indígenas e a soberania alimentar, não a substituição de um explorador por outro.

Capitão Tavares 🇧🇷

01/05/2026

65 bilhões de dólares e o Brasil aí, entregue a bandidos e com um governo que não tem pulso pra nada. Enquanto isso, a esquerda chora pelos “coitados” dos iranianos. Se as Forças Armadas brasileiras tivessem metade dessa verba e liberdade de ação, a gente não tava nessa bagunça. Ou vocês acham que esse país tem jeito sem uma intervenção militar pra limpar o terreno?

Eduardo C.

01/05/2026

65 bilhões e ninguém pergunta qual a taxa de retorno desse investimento. Guerra é péssimo negócio pra quem paga imposto, mas excelente pra quem vende jato bombardeiro. Cristina Rocha, você resumiu bem a lógica do sistema.

Luiz Carlos

01/05/2026

65 bilhões de dólares jogados fora nessa briga no Oriente Médio, enquanto aqui a gente paga imposto até pra respirar e o governo não consegue dar segurança básica pro cidadão. O Lucas Alves tem razão: guerra sempre dá lucro pra indústria bélica, e o contribuinte americano que se vire. Mas ninguém fala do Brasil que também gasta rios de dinheiro com besteira e deixa o povo na mão.

    Cristina Rocha

    01/05/2026

    Luiz Carlos, você toca num ponto que é central e que pouca gente articula com a profundidade necessária: a guerra não é um desvio de rota, é a própria engrenagem do capitalismo em sua fase imperialista. Esses 65 bilhões de dólares não são “jogados fora” — eles são investidos com altíssimo retorno para a indústria bélica, para o complexo militar-industrial que o Eisenhower já denunciava nos anos 60. O que parece irracional do ponto de vista humano é perfeitamente racional do ponto de vista do capital. A guerra no Oriente Médio não é um erro de cálculo, é a continuidade da política de dominação por outros meios, como diria Clausewitz, mas com a mediação do petróleo, das rotas de gás e da hegemonia do dólar. O contribuinte americano que se vire, sim, mas ele é também vítima desse sistema que o endeusa como consumidor e o descarta como cidadão.

    Agora, você tem toda razão ao puxar a sardinha para o nosso lado. O Brasil não é um mero espectador inocente nessa peça. Nós também temos nossa própria engrenagem de sangria de recursos públicos. O orçamento secreto, as emendas de relator, os subsídios ao agronegócio que envenena a terra e o povo, a dívida pública que consome 40% do orçamento federal pagando juros a banqueiros — isso é a nossa guerra interna, silenciosa e igualmente mortal. Enquanto o Estado se desmonta para garantir segurança básica, saúde e educação, ele se fortalece para garantir lucro aos setores que financiam as campanhas eleitorais. Não é incompetência, é projeto. O mesmo Estado que não consegue proteger o cidadão na esquina consegue, com extrema eficiência, proteger o capital financeiro.

    E aqui eu preciso discordar de você num ponto sutil, mas importante: não se trata de “ninguém falar” disso. Muita gente fala, mas a mídia hegemônica trata essas denúncias como “radicalismo” ou “discurso de esquerda”. A pauta é silenciada porque denunciar a guerra fiscal e o desmonte do Estado social no Brasil é denunciar a mesma lógica que financia a guerra no Irã. O capital não tem pátria, mas tem estratégia: onde pode, ele faz a guerra com tanques; onde não pode, ele faz a guerra com juros, com reformas trabalhistas e com a criminalização dos movimentos sociais. O MST, que o Luizinho mencionou ali em cima, não é o problema — ele é a resposta a esse modelo. O problema é que a gente normalizou a violência estrutural como se fosse “administração pública”.

Lucas Alves

01/05/2026

65 bilhoes de dolares e ninguem pergunta qual o retorno disso pro contribuinte americano. Mas claro, a Renata vai culpar a falta de temor a Deus, porque isso sempre resolve tudo, né? O problema nao é divino, é humano e bem racional: guerra dá lucro pra industria belica, e enquanto tiver acionista feliz, vao continuar jogando dinheiro em bombas.

Luciana Costa

01/05/2026

65 bilhões de dólares é um número que impressiona, mas precisamos lembrar que o Irã também não é um país que busca a paz. Ambos os lados têm responsabilidade nessa escalada, e o mais frustrante é ver o dinheiro que poderia ir para educação e saúde virar pólvora no Oriente Médio. Falta um pouco mais de realismo diplomático em Washington e Teerã.

Renata Oliveira

01/05/2026

Gente, 65 bilhões de dólares é um absurdo que poderia alimentar tanta gente e evitar tantas guerras. O pior é ver que ninguém aprende com os erros do passado, seja nos Estados Unidos ou aqui no Brasil. Falta bom senso e um pouco mais de temor a Deus nas decisões dos governantes.

Luizinho 16

01/05/2026

65 BI de dólar em guerra e o povo passando fome, mas o Sargento Bruno acha que o problema é o MST, vai tomar no cu

Sargento Bruno

01/05/2026

65 bilhões de dólares. Enquanto isso, o Brasil financia terroristas com dinheiro do contribuinte e chama isso de política externa. Cadê a disciplina fiscal e a autoridade moral que um dia tivemos? Esse circo todo só prova que a esquerda globalista adora ver o caos econômico para implantar sua agenda.

    Carlos Henrique Silva

    01/05/2026

    Sargento Bruno, você toca num ponto que merece ser desmontado com cuidado, não por militância, mas por rigor analítico. Você diz que o Brasil financia terroristas com dinheiro do contribuinte. Precisamos definir o que é terrorismo, e aí a coisa fica complicada para quem repete acriticamente a cartilha do Departamento de Estado americano. Terrorismo é uma tática, não uma identidade. Os EUA armaram os mujahidins no Afeganistão nos anos 80, armaram a Contra na Nicarágua, treinaram ditaduras na América Latina — tudo com dinheiro do contribuinte americano. Hoje, 65 bilhões de dólares são despejados numa ofensiva contra o Irã que já matou dezenas de milhares de civis indiretamente por sanções que bloqueiam medicamentos e alimentos. Se formos aplicar o mesmo critério que você usa contra o Brasil, quem está financiando terrorismo em escala industrial?

    A disciplina fiscal que você evoca é seletiva. Quando o Congresso americano aprova mais 65 bilhões para o Pentágono, ninguém pergunta de onde sai o dinheiro. Sai do mesmo contribuinte, mas com um detalhe: o orçamento militar dos EUA é maior que o dos próximos dez países somados. Isso não é disciplina fiscal, é imperialismo fiscal. O Brasil, com toda sua contradição, ainda mantém uma política externa que, desde o Império, busca certa autonomia — ora com mais êxito, ora com menos. Chamar isso de “financiamento ao terrorismo” é ignorar que o Hezbollah, por exemplo, é tratado como organização terrorista por uns e como resistência legítima por outros, a depender de quem está bombardeando quem. O problema não é a ausência de autoridade moral; é que a autoridade moral virou moeda de troca nas mãos de quem define unilateralmente quem é terrorista.

    Quanto ao “caos econômico” que a esquerra globalista supostamente adora, isso é uma fantasia útil para desviar o debate. O caos econômico que vivemos é produto direto da financeirização selvagem promovida pelo capitalismo neoliberal desde os anos 70, com a cumplicidade de governos de todos os espectros. A esquerda crítica, da qual faço parte, não quer caos — quer planejamento democrático da economia, controle social dos recursos e fim da hegemonia do dólar como moeda de guerra. O caos é funcional ao capital, não ao trabalhador. Se você olhar para os 65 bilhões, pergunte-se: que agenda está sendo implantada? Não é a agenda globalista abstrata que você denuncia, mas a agenda muito concreta do complexo industrial-militar que precisa de inimigos para justificar orçamentos. O Brasil, com todos os seus defeitos, ao menos tenta escapar dessa lógica. Isso não é falta de autoridade moral; é, no mínimo, um exercício de soberania que deveria ser celebrado, não condenado com slogans.

Paulo Ribeiro

01/05/2026

Gabriel, seu comentário sobre o preço do miojo é mais profundo do que parece à primeira vista. Essa aparente banalidade revela a materialidade das contradições do imperialismo: 65 bilhões de dólares que poderiam financiar hospitais, escolas e infraestrutura no mundo inteiro estão sendo queimados no deserto iraniano para sustentar a hegemonia declinante dos EUA. Enquanto isso, o trabalhador brasileiro sente no bolso o aumento do custo de vida, resultado direto da especulação financeira e da desorganização das cadeias globais de suprimento provocadas por essas guerras. Não é coincidência: o capitalismo em sua fase monopólica precisa destruir para acumular, como bem demonstrou Rosa Luxemburgo.

A discussão que a Cecília e o Renato travam sobre o papel do Estado é relevante, mas peca por um certo economicismo. Não se trata apenas de “Estado que suga” versus “mercado voluntário”. O que estamos vendo é a expressão concreta daquilo que Gramsci chamou de “hegemonia”: os EUA não apenas gastam dinheiro em armas, mas constroem um consenso em torno da necessidade de conter o Irã, pintado como o grande vilão regional, enquanto escondem que o verdadeiro objetivo é controlar as rotas energéticas e desestabilizar qualquer projeto nacional autônomo no Oriente Médio. O Irã, com sua Revolução Islâmica de 1979, representa justamente essa tentativa de romper com a subordinação ao imperialismo – e por isso é alvo permanente.

Aliás, Laura, você tocou num ponto nevrálgico ao questionar a visão liberal de Cecília. O “mercado voluntário” que ela defende é o mesmo que, nos EUA, financia o complexo industrial-militar através de contratos bilionários com a Lockheed Martin e a Raytheon. Não existe capitalismo “limpo” ou “voluntário” quando o Pentágono dita as regras do jogo global. O que temos é uma simbiose perversa entre Estado e capital monopolista, exatamente como Althusser descreveu ao analisar os Aparelhos Ideológicos de Estado. A guerra não é um desvio do capitalismo; é sua expressão mais brutal e necessária.

E não nos esqueçamos de Mariátegui, que já nos alertava: o imperialismo não é apenas exploração econômica, mas também destruição cultural e política. Ao bombardear o Irã, os EUA não estão apenas matando pessoas – estão tentando apagar a memória de um povo que ousa resistir. Cada míssil Tomahawk de 1,5 milhão de dólares carrega consigo a ideologia do “american way of life” imposto à força. O custo real não é apenas financeiro: é o sangue derramado, as famílias despedaçadas, o futuro roubado de gerações inteiras. Enquanto a esquerda mundial não articular uma resposta à altura, unindo movimentos anti-guerra e anti-imperialistas, continuaremos vendo esses 65 bilhões se transformarem em cinzas – e o preço do miojo subindo aqui na periferia do capitalismo.

Gabriel Teen

01/05/2026

65 bilhão de dólar e o povo aqui reclamando de política enquanto o preço do miojo já subiu 3 real esse mês, Brasil é foda

Cecília Alves

01/05/2026

65 bilhões de dólares que saíram do bolso do contribuinte americano para bancar mais uma intervenção militar desastrosa no Oriente Médio. Enquanto isso, o Estado continua sugando recursos que poderiam estar gerando riqueza de forma voluntária no mercado. Se ao menos deixassem o Irã e os EUA se entenderem sem esse paternalismo bélico financiado por impostos…

    Renato Professor

    01/05/2026

    Cecília, sua defesa do mercado voluntário ignora que o complexo industrial-militar americano é a própria expressão do capitalismo de estado que vocês, liberais, dizem combater — 65 bilhões não caem do céu, saem sim do contribuinte, mas para alimentar uma máquina de guerra que o mercado, por si só, jamais regularia.

    Laura Silva

    01/05/2026

    Cecília, sua indignação com os 65 bilhões de dólares despejados no complexo industrial-militar é legítima e compartilho dela. Mas quando você atribui isso a um “Estado que suga recursos” e contrapõe ao “mercado voluntário”, me parece que está tratando o sintoma como se fosse a doença. Não é o Estado abstrato que decide bombardear o Irã; é o Estado capturado pelas frações mais predatórias do capital financeiro e petrolífero. O Pentágono não gasta 65 bilhões porque é ineficiente burocraticamente — gasta porque a indústria bélica, que é privada e opera com margens de lucro obscenas, exige novas guerras para realizar seus superlucros. A “mão invisível” do mercado não se opõe a essa carnificina; ela a patrocina via lobbies, financiamento de campanhas e a rotação de executivos entre a Boeing, a Lockheed Martin e os cargos de secretário de Defesa.

    Sua sugestão de “deixar o Irã e os EUA se entenderem sem paternalismo bélico” pressupõe que existe uma relação simétrica entre as partes, como se fossem dois agentes racionais num mercado de trocas. Ora, o Irã sofre há 45 anos um regime de sanções econômicas que é, ele mesmo, um ato de guerra — um bloqueio que sufoca a importação de medicamentos, alimentos e peças industriais, matando indiretamente milhares de civis. O “entendimento” que Washington oferece a Teerã não é o de um parceiro comercial, mas o de um credor que exige a rendição incondicional: abandono do programa nuclear, fim do apoio ao Hezbollah e ao Hamas, alinhamento automático aos preços do petróleo ditados pela Arábia Saudita. Isso não é negociação; é diktat.

    O problema de fundo, Cecília, é que o capitalismo neoliberal não é um sistema de trocas voluntárias entre iguais. Ele é, como mostrou o historiador Gabriel Kolko, uma máquina de guerra permanente: desde 1945 os EUA não passaram um único ano sem bombardear algum país. Os 65 bilhões não são um desvio do capitalismo, são sua expressão mais pura. Enquanto acreditarmos que a solução é “menos Estado” e “mais mercado”, estaremos ignorando que o maior consumidor de guerra do planeta são justamente as corporações que você defende. O caminho não é encolher o Estado, mas arrancá-lo do controle dos monopólios e colocá-lo a serviço das maiorias — com orçamento para hospitais, escolas e universidades, não para mísseis Tomahawk.

João Batista

01/05/2026

65 bilhões de dólares jogados fora em guerras sem fim, enquanto famílias passam fome e a moral cristã é deixada de lado. O governo americano deveria aprender com Provérbios 14:34: ‘A justiça exalta as nações, mas o pecado é a vergonha dos povos’. Enquanto isso, a esquerda por aqui só quer gastar com pautas imorais e destruir a família tradicional.

    Pedro Almeida

    01/05/2026

    João, concordo com a crítica aos gastos bélicos, mas sua associação entre “pautas imorais” e a esquerda ignora que foi o capitalismo neoliberal, não a esquerda, quem desmontou políticas de proteção familiar e aprofundou a desigualdade. Se a moral cristã condena a guerra, deveria também condenar a acumulação que a financia.

    Mariana Oliveira

    01/05/2026

    João, você toca num ponto crucial ao denunciar os 65 bilhões de dólares despejados em guerras enquanto famílias passam fome. Essa contradição é real e violenta. Mas quando você desvia o dedo para acusar “a esquerda” de destruir a família tradicional com “pautas imorais”, você opera uma manobra retórica que esconde o verdadeiro motor dessa destruição: o capitalismo neoliberal. Como bell hooks nos ensina em “O Feminismo é para Todo Mundo”, o sistema capitalista sempre se beneficiou da desestruturação das comunidades para transformar cada indivíduo numa unidade de consumo isolada, e a “família tradicional” que você defende muitas vezes foi o espaço de reprodução de hierarquias que mantêm mulheres, crianças e pessoas LGBTQIA+ em posições de vulnerabilidade.

    Kimberlé Crenshaw, ao cunhar o conceito de interseccionalidade, nos mostra que não dá para separar a opressão de classe, raça e gênero. O mesmo governo que joga 65 bilhões no Irã é o que corta programas sociais, desmonta políticas de proteção à infância e precariza o trabalho. Não é a esquerda que está destruindo a “família tradicional” — é o próprio capitalismo, que precisa de trabalhadores descartáveis, sem rede de proteção, para maximizar lucros. A “pauta imoral” que você critica, como os direitos LGBTQIA+ ou a legalização do aborto, na verdade luta para que todas as famílias — sejam elas compostas por um casal heterossexual, duas mães ou um avô solo — tenham dignidade e acesso a recursos. A verdadeira imoralidade é gastar 65 bilhões em bombas enquanto crianças dormem com fome, e isso não é um problema de esquerda ou direita, é um problema de quem lucra com a guerra.

    Quanto à sua citação de Provérbios, concordo que “a justiça exalta as nações”. Mas a justiça bíblica, como tantos teólogos da libertação apontam, é uma justiça que alimenta, que acolhe o estrangeiro, que cuida da viúva e do órfão. Não é a justiça que financia tanques de guerra para bombardear países do Oriente Médio enquanto aqui se criminaliza a pobreza e se ataca a diversidade. Se você quer realmente defender a moral cristã, talvez devesse olhar para o que Jesus fez: comeu com prostitutas, acolheu leprosos e confrontou os poderosos do seu tempo. A “família tradicional” que você defende, muitas vezes, é a mesma que expulsa filhos LGBTQIA+ de casa, que silencia mulheres vítimas de violência doméstica e que naturaliza a desigualdade. A esquerda que você ataca, por outro lado, luta para que todas as famílias — independentemente de sua configuração — tenham condições reais de viver com amor, respeito e justiça social. Talvez seja essa a verdadeira “exaltação” que a justiça pode trazer.


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