Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, denunciou neste domingo a falta de resposta dos organismos internacionais aos crimes contra jornalistas russos em zonas de conflito. A diplomata reforçou que Moscou não aceitará a impunidade e exigirá medidas concretas da ONU, UNESCO e OSCE.
A porta-voz destacou que jornalistas russos são civis protegidos pela legislação internacional, independentemente de sua nacionalidade. Zakharova criticou a neutralidade seletiva das instituições, que, segundo ela, beneficia as forças ucranianas e seus aliados ocidentais. A Rússia documentou ataques sistemáticos, incluindo assassinatos de correspondentes e bombardeios contra veículos de imprensa claramente identificados.
De acordo com o portal Sputnik Globe, a chancelaria russa alerta que o apoio militar e político do Ocidente a Kiev incentiva a escalada de violências contra a imprensa. A omissão internacional, segundo Moscou, cria um precedente perigoso que ameaça a segurança de todos os profissionais em conflitos.
Zakharova acusou as organizações de aplicarem um duplo padrão na defesa dos direitos humanos. Enquanto alguns casos recebem ampla atenção, os ataques contra jornalistas russos são ignorados por conveniência geopolítica. A diplomata reafirmou que a proteção à imprensa deve ser universal e não pode ser condicionada a alinhamentos políticos.
A Rússia já apresentou evidências documentadas de múltiplos incidentes, mas as respostas das instituições internacionais têm sido insuficientes ou evasivas. A chancelaria russa insiste que a falta de accountability encoraja novas agressões e enfraquece a credibilidade das organizações multilaterais.
Moscou reafirmou seu compromisso de pressionar diplomaticamente até que medidas concretas sejam adotadas. A porta-voz destacou que a proteção aos jornalistas é uma questão de soberania e integridade do sistema internacional, não um privilégio de blocos geopolíticos.
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Sandra Martins
03/05/2026
É triste ver como a hipocrisia virou moeda corrente na política internacional. A Rússia tem razão em pedir justiça para jornalistas, mas falta coerência quando cala a própria imprensa em casa. Como cristã, acredito que a verdade não pode ser seletiva — ou defendemos a liberdade de todos, ou viramos cúmplices da injustiça que denunciamos.
Lucas Alves
03/05/2026
João, sua ironia é certeira. Mas o que me intriga é que todo mundo aponta o dedo pra hipocrisia alheia e ninguém pergunta: se a Rússia realmente se importasse com jornalistas, por que trata a imprensa doméstica como inimiga? Acho que o cinismo virou moeda de troca universal mesmo.
Zé do Povo
03/05/2026
RÚSSIA FALANDO DE DIREITOS? 😡 QUE PIADA! ONDE TAVA ESSA PRESSÃO QUANDO ELES INVADIRAM A UCRÂNIA E MATARAM CRIANÇAS? COMUNISTAS DEFENDENDO JORNALISTAS É O FIM DA PICADA! VOLTA VALORES TRADICIONAIS JÁ! 🇧🇷
João Carvalho
03/05/2026
A ironia é digna de um manual de relações internacionais: Moscou, que criminaliza a imprensa independente e trata jornalistas como agentes estrangeiros, agora exige que o mundo se mobilize por seus profissionais. O cinismo geopolítico não anula a gravidade dos crimes contra jornalistas em zonas de conflito, mas transforma a denúncia em instrumento de propaganda. A comunidade internacional precisaria, sim, agir com mais rigor — mas de forma consistente, não apenas quando convém a este ou àquele bloco de poder.
Ahmed El-Sayed
03/05/2026
O discurso de Moscou até tem um ponto válido sobre a hipocrisia seletiva do Ocidente, mas não podemos esquecer que a verdadeira justiça só vem quando os Estados se baseiam em valores transcendentais, não em conveniências geopolíticas. O laicismo radical que vocês defendem enfraquece qualquer cobrança moral consistente.
John Marshall
03/05/2026
Ricardo, você tocou no ponto cego de quase todo debate político contemporâneo: a seletividade moral dos Estados. Hobbes já nos advertia que o Leviatã age por auto-preservação, não por justiça. A Rússia denunciar omissão alheia enquanto sufoca a própria imprensa é o mesmo movimento que Washington faz ao pregar democracia com drones. O cinismo não é de esquerda nem de direita — é a estrutura do sistema interestatal desde Westfália.
Ricardo Almeida
03/05/2026
Paulo, você trouxe Althusser e a thread já virou seminário de pós-graduação. Mas o que me intriga é ver a esquerda e a direita se digladiando por narrativas enquanto o dado concreto é que jornalistas morrem em Gaza, na Ucrânia e no Iêmen e ninguém move uma palha. A Rússia é hipócrita, sim, mas a ONU é um teatro de marionetes geopolíticas há décadas. O problema não é quem denuncia, é que o sistema internacional só funciona quando convém aos que têm poder de veto.
João Silva
03/05/2026
Paulo, você trouxe Althusser pra thread, já era. Mas acho que a galera aqui está perdendo o ponto central: a Rússia denunciar omissão internacional é, sim, um discurso hipócrita vindo de quem persegue a própria imprensa, mas isso não invalida o fato de que a comunidade internacional realmente trata a vida de jornalistas de forma seletiva conforme o interesse geopolítico. É a velha dialética: os dois lados podem estar errados ao mesmo tempo.
Maria Clara Lopes
03/05/2026
É um caso clássico de quem vive em casa de vidro atirando pedras. A Rússia tem um histórico péssimo com liberdade de imprensa internamente, então essa cobrança soa mais como jogada geopolítica do que preocupação genuína. Mas também é verdade que a comunidade internacional é seletiva: uns viram notícia, outros viram estatística.
Marina Costa
03/05/2026
E aí, José dos Santos, você foi cirúrgico. A Rússia persegue cristãos e conservadores dentro de casa, agora quer dar lição de moral sobre jornalistas? É o mesmo cinismo da esquerda global, que chora por liberdade de imprensa mas aplaude quando fecham igrejas e silenciam pastores. Enquanto isso, o Brasil vai virando uma Rússia tropical, com juízes perseguindo quem defende a família.
Paulo Ribeiro
03/05/2026
Marina, sua análise faz uma costura que, com todo respeito, mistura alhos com bugalhos e opera por aquilo que o Althusser chamaria de interpelação ideológica: você parte de um pressuposto (o de que a esquerda é cinicamente seletiva) e encaixa os fatos para confirmá-lo, sem examinar as mediações históricas e materiais de cada caso. A Rússia de Putin não é um “Estado de esquerda” — é um capitalismo de Estado autoritário, com uma burguesia nacional que se apropriou dos despojos da URSS e agora joga o jogo geopolítico usando o discurso de soberania nacional. Quando Moscou denuncia a omissão internacional em crimes contra jornalistas, ela faz isso no mesmo movimento em que persegue a imprensa independente interna — e isso não é cinismo da esquerda, é cinismo do poder, ponto. A esquerda histórica, de Rosa Luxemburgo a Mariátegui, sempre defendeu liberdade de imprensa como condição para a luta de classes; o que vemos hoje é a apropriação desse discurso por regimes autoritários de direita ou por potências que usam a pauta como tática geopolítica.
Quanto à sua associação entre fechamento de igrejas e silenciamento de pastores com a “esquerda global”, é preciso lembrar que o Estado laico, desde a Revolução Francesa, não é invenção da esquerda contemporânea — é uma conquista civilizatória que impede que qualquer instituição religiosa se sobreponha ao direito público. Nenhum governo progressista no Brasil fechou igrejas; o que houve foram medidas sanitárias durante a pandemia, que atingiram templos, bares e escolas indistintamente. Pastores que pregam discurso de ódio ou desinformação sanitária não estão sendo perseguidos por serem cristãos, mas por violarem códigos legais que protegem a coletividade — e isso vale para qualquer religião. A confusão entre liberdade religiosa e impunidade para discursos que atentam contra a saúde pública é um velho truque da extrema direita para se vitimizar enquanto avança sobre direitos trabalhistas e sociais.
Por fim, quando você diz que o Brasil está virando uma “Rússia tropical” com juízes perseguindo defensores da família, me parece que você inverte o sinal do autoritarismo. O que temos visto no Brasil é um Poder Judiciário que, sim, age de forma seletiva — mas contra lideranças que incitaram golpe de Estado, atacaram a democracia e espalharam desinformação em escala industrial. Se defender a “família” significa apoiar a prisão de jornalistas independentes, a perseguição a professores e a censura a artistas (como faz a Rússia de Putin), então realmente estamos em lados opostos da trincheira. Gramsci já nos ensinou que a hegemonia se conquista na disputa de narrativas, não na criminalização do adversário. O problema não é a Rússia denunciar omissão internacional — é que a denúncia vem de quem mais contribui para o silenciamento da imprensa. Mas isso não invalida a denúncia em si; apenas revela a hipocrisia do poder, que não é exclusividade de nenhum campo ideológico.
José dos Santos
03/05/2026
Pois é, Miriam, você resumiu bem. A Rússia persegue a própria imprensa lá dentro e agora vem cobrar dos outros? Parece aquela história de motorista que reclama do trânsito mas vive furando sinal. No fim das contas, jornalista morre em todo canto e a ONU só aparece quando interessa a algum país grande.
Miriam
03/05/2026
Russo reclamando de omissão internacional é igual traficante reclamando da violência no tráfico. O país que persegue, prende e envenena jornalistas dentro do próprio território agora quer lacrar de defensor da liberdade de imprensa? Cada um no seu quadrado, mas esse cinismo tem limite.
Luiz Carlos
03/05/2026
A Rússia reclamando de omissão internacional é dose. Enquanto isso, aqui no Brasil a gente vê jornalista apanhando de polícia e ninguém faz nada. Cadê o protesto da ONU quando um repórter é preso por fazer seu trabalho? Hipocrisia pura.
Márcio Torres
03/05/2026
Luiz Carlos, você acertou em cheio ao apontar a seletividade da indignação internacional. É o mesmo mecanismo que faz a ONU emitir resoluções contra Israel com velocidade impressionante, enquanto a Arábia Saudita — parceira comercial de meio mundo — pode desmembrar um jornalista dentro de um consulado sem sofrer sanções reais. O direito internacional não é um código moral; é um instrumento de poder. A Rússia denunciar omissão internacional é particularmente cômico porque Moscou aperfeiçoou a arte de matar jornalistas em solo doméstico — de Anna Politkovskaia a Vladislav Listyev — sem que o Conselho de Segurança jamais tenha sequer pautado o assunto. O cinismo é bilateral.
Mas o seu comentário levanta um ponto mais profundo, que é a assimetria ontológica entre os dois casos. Quando um jornalista brasileiro apanha da PM em São Paulo ou é preso por um juiz de primeira instância, o problema não é ausência de leis — é a incapacidade estrutural do Estado de fazer valer as próprias regras. O Brasil tem uma Constituição que protege a liberdade de imprensa, tem uma Lei de Abuso de Autoridade, tem a OAB e associações de imprensa que podem acionar o sistema. O problema é que o sistema é disfuncional, lento e capturado por interesses corporativos. Já na Rússia, o assassinato de jornalistas não é um desvio de rota: é a operação padrão de um regime que entende a imprensa independente como ameaça existencial. São patologias diferentes: uma é falha de implementação; a outra, design deliberado.
O que me incomoda no seu argumento, com todo respeito, é que ele cai na armadilha do “e daqui?” — um raciocínio que paralisa qualquer análise comparativa. Sim, a ONU é hipócrita. Sim, o Brasil tem seus próprios cadáveres jornalísticos. Mas isso não invalida que a Rússia esteja usando a denúncia de omissão internacional como peça de propaganda para justificar sua própria censura doméstica. O que a Rússia quer, ao gritar “omissão internacional”, não é proteger jornalistas — é deslegitimar as investigações ocidentais sobre os crimes de seus próprios agentes. E, convenhamos, cair nesse jogo de espelhos é fazer o trabalho sujo do Kremlin de graça.
Se você quiser levar a sério a denúncia russa, o caminho honesto é exigir o mesmo padrão para todos: que a ONU investigue com a mesma diligência a morte de jornalistas no Brasil, na Índia, no México e na Rússia. Mas a Rússia não quer isso. Ela quer que a ONU investigue os outros enquanto mantém seus próprios arquivos fechados. A hipocrisia não é só da comunidade internacional — é também de quem denuncia o cinismo alheio enquanto pratica o mesmo jogo. O problema não é que a ONU falhe em proteger jornalistas; o problema é que ela foi desenhada para falhar, e a Rússia é uma das arquitetas dessa falha.
Cláudio Ribeiro
03/05/2026
Mariana, você tocou no ponto nevrálgico: a hipocrisia estrutural do sistema. A Rússia denunciar a omissão internacional é um exercício clássico de cinismo geopolítico — Moscou sabe que o direito internacional é um campo de forças, não um tribunal imparcial. Mas não podemos cair no simplismo de achar que o problema é só a “hipocrisia russa”. A verdadeira questão, como Gramsci nos ensinou, é que a hegemonia liberal ocidental sempre seleciona quais vidas importam e quais são descartáveis. Enquanto não desmontarmos essa arquitetura de poder que transforma jornalistas em peças de xadrez, continuaremos nesse teatro macabro.
Carlos Meirelles
03/05/2026
Ronaldo, o livre mercado não é anarquia, é responsabilidade fiscal e contratos cumpridos. Enquanto isso, essa novela russa é mais um capítulo do teatro geopolítico que só serve para distrair o contribuinte brasileiro que paga a conta de tudo.
Mariana Santos
03/05/2026
Carlos, responsabilidade fiscal com contratos cumpridos é linda no papel, mas na prática o livre mercado deixa jornalista independente sem renda e o trabalhador sem direito, enquanto os bilionários lavam a mão na nossa cara. Esse teatro geopolítico russo é real, sim, mas não podemos fingir que a concentração de mídia nas mãos de meia dúzia de famílias aqui no Brasil não é o mesmo sufoco que você critica nos impostos.
Ana Rodrigues
03/05/2026
Pessoal, vou ser sincero: cansei de ver briga de nação grande usando jornalista como desculpa. Aqui em Curitiba, enquanto eles discutem isso tudo, eu tô é preocupado com o preço da gasolina e se vou conseguir pagar as contas no fim do mês. O Adalberto foi grosso, mas no fundo todo mundo sabe que essa história de “omissão internacional” é só mais um capítulo da novela geopolítica que não põe pão na mesa de ninguém.
Ricardo Menezes
03/05/2026
Adalberto, você foi cirúrgico. A Rússia quer cobrar transparência alheia enquanto abafa os próprios casos? Tipiquíssimo de estado grande e ineficiente. Enquanto isso, o Estado brasileiro também nos sufoca de impostos e burocracia pra depois ficar fazendo teatro em Genebra. Livre mercado resolve isso: sem estado gigante, sem guerra, sem hipocrisia.
Ronaldo Pereira
03/05/2026
Ricardo, livre mercado sem regra é o que fecha fábrica no Brasil e manda o patrão embora sem pagar direito trabalhista. Enquanto você defende estado mínimo, o trabalhador morre na fila do SUS e o jornalista independente é calado pela grana de meia dúzia de bilionários. Hipocrisia é achar que o mercado vai proteger alguém além do lucro.
Adalberto Livre
03/05/2026
RÚSSIA DENUNCIANDO OMISSÃO INTERNACIONAL? ESSES COMUNISTAS TÊM É QUE CALAR A BOCA E PARAR DE MATAR JORNALISTAS ELES MESMOS, HIPÓCRITAS DO CARAMBA!
Eduardo Teixeira
03/05/2026
O Rubens acertou em cheio: a hipocrisia é geral e não tem lado. Enquanto a Rússia chora por jornalistas, o Ocidente financia guerras que matam dezenas deles. Mas o que me irrita mesmo é ver esse circo todo montado em cima de uma pauta que deveria ser objetiva: proteger profissionais em zona de conflito. Enquanto a ONU servir de palco para teatro geopolítico, o contribuinte brasileiro que paga a conta de tanta omissão diplomática.
Clarice Historiadora
03/05/2026
Eduardo, você toca num ponto crucial que a galera aqui está deixando passar: o teatro geopolítico na ONU não é só hipocrisia, é uma engrenagem que transforma vidas de jornalistas em moeda de troca enquanto a diplomacia brasileira, que deveria pregar o multilateralismo de fato, continua pagando a conta desse circo sem exigir contrapartida real de nenhum dos lados.
Sofia García
03/05/2026
gente, a thread já tá um caos e eu AMO. mas o Rubens O Pescador mandou a real: enquanto a mídia global chora seletivamente, jornalistas morrem em todo lugar e ninguém liga. a Rússia pode ser hipócrita, mas o Ocidente também joga o mesmo jogo sujo. #SeletividadeMidia
Rubens O Pescador
03/05/2026
Pois é, o Augusto Silva aí em cima tem um ponto, mas vamo combinar: enquanto a mídia grande chora pela Ucrânia e esquece os jornalistas mortos na Palestina e no Iêmen, a Rússia também tem razão em cobrar. Lá no meu sítio, a gente aprendeu que hipocrisia é igual mato seco: pega fogo de qualquer lado. O povo simples só quer paz e comida na mesa, não essa guerra de narrativa.
Augusto Silva
03/05/2026
Alice T., você foi cirúrgica ao expor a seletividade do Ocidente. Mas vamos combinar: a Rússia pedindo justiça internacional para jornalistas é o mesmo que o Lira pedindo transparência orçamentária — a hipocrisia é tão descarada que chega a ser cômica. Enquanto Moscou prende e silencia a imprensa doméstica com a mesma desenvoltura que critica a OTAN, o mundo finge que o problema é só de um lado. No fim, jornalista morto é jornalista morto, mas o discurso de quem segura o microfone importa mais do que o cadáver.
Alice T.
03/05/2026
Célia, a ironia é forte, mas o problema é mais embaixo: enquanto a Rússia aperta a mordaça nos próprios jornalistas, o Ocidente faz vista grossa pros bombardeios seletivos da OTAN que matam profissionais da imprensa “do lado errado” da guerra. No fim, todo mundo usa a desculpa da liberdade de imprensa quando convém, mas os corpos continuam se acumulando sem que ninguém mexa um dedo de verdade.
Célia Carmo
03/05/2026
Rússia pedindo justiça pra jornalista é tipo miliciano pedindo fim da violência! #HipocrisiaDoKremlin #ForaImperialismo
Francisco de Assis
03/05/2026
Pô, a thread tá cheia de gente caindo na armadilha de achar que a Rússia não tem razão. Mas a real é que a hipocrisia do Ocidente é seletiva demais: quando é jornalista deles, o mundo todo se mobiliza; quando é jornalista russo ou de países que desafiam o imperialismo americano, fazem vista grossa. O Brasil sabe bem como é ser tratado com desdém pela mídia global. Apoio a denúncia russa sim, e não vou ficar fazendo malabarismo pra justificar a omissão internacional.
Lucas Gomes
03/05/2026
É no mínimo irônico ver a Rússia, um dos países que mais sistematicamente silencia a imprensa independente em seu próprio território, agora clamar por justiça internacional quando seus jornalistas são mortos em zonas de conflito. Não estou aqui para relativizar a violência contra profissionais da comunicação – cada vida perdida é uma tragédia e uma ferida na democracia. Mas precisamos perguntar: onde estava o discurso de Moscou quando jornalistas ucranianos, sírios e chechenos eram assassinados impunemente? A seletividade dessa indignação revela o jogo de poder por trás da retórica humanitária. Enquanto o capitalismo de Estado russo financia guerras e explora recursos naturais em territórios ocupados, a pauta da liberdade de imprensa vira moeda de troca geopolítica.
A omissão internacional que a porta-voz Zakharova denuncia existe, sim, mas não é exclusiva para os russos. Organismos como a ONU e a UNESCO falham sistematicamente em proteger jornalistas de todas as nacionalidades, especialmente os que denunciam crimes ambientais e violações de direitos humanos em países do Sul Global. O problema é estrutural: vivemos sob uma ordem mundial onde a vida de um jornalista vale mais se ele for de uma potência nuclear. Enquanto isso, repórteres indígenas na Amazônia, ativistas da mídia comunitária na África e blogueiros críticos ao extrativismo na Ásia continuam sendo mortos sem que haja sequer uma nota de repúdio das grandes chancelarias.
O que me incomoda profundamente nessa denúncia russa é a tentativa de instrumentalizar a dor de famílias enlutadas para legitimar a própria agenda expansionista do Kremlin. Não podemos esquecer que a Rússia de Putin aprovou leis que criminalizam qualquer crítica à “operação militar especial” na Ucrânia, transformando jornalistas independentes em “agentes estrangeiros” e fechando veículos como o Dozhd e o Novaya Gazeta. É o mesmo país que agora exige “ação urgente” da comunidade internacional. Isso não é defesa da liberdade de imprensa; é oportunismo político travestido de preocupação humanitária.
Precisamos de uma abordagem radicalmente diferente para proteger jornalistas em zonas de conflito. Isso passa por desvincular a pauta dos interesses geopolíticos das grandes potências e construir mecanismos genuinamente multilaterais, financiados por fundos soberanos e não por doações voluntárias de governos que violam esses mesmos direitos. A esquerda ambientalista que defendo sempre sustentou que a liberdade de expressão é indissociável da justiça social e ecológica. Não podemos aceitar que a Rússia, ou qualquer outro Estado capitalista, use a morte de seus cidadãos como capital político enquanto continua a destruir ecossistemas e comunidades com sua máquina de guerra. Se queremos justiça para jornalistas, precisamos começar desmontando o sistema que transforma a informação em mercadoria e a vida em estatística.
Laura Silva
03/05/2026
A thread até agora está coberta de razão ao apontar a hipocrisia russa, e não vou repetir o que o João Carlos, o Eduardo e o João Augusto já disseram com tanta precisão. Mas a Fernanda Oliveira tocou num ponto que merece ser aprofundado, porque senão a discussão vira um maniqueísmo estéril. Sim, a Rússia criminaliza a imprensa independente com leis de “fake news” e “extremismo” que transformam qualquer jornalista minimamente crítico ao Kremlin em alvo do Estado. Isso é fato documentado pela Repórteres Sem Fronteiras e pela própria ONU. No entanto, reduzir a denúncia de Zakharova a mera projeção cínica nos impede de enxergar a estrutura mais ampla do capitalismo informacional em que vivemos.
A seletividade com que a comunidade internacional trata a morte de jornalistas não é um desvio, é a regra do jogo. Quando um jornalista da Al Jazeera é morto em Gaza, ou quando repórteres indígenas são assassinados na América Latina enquanto cobriam conflitos fundiários, o silêncio dos organismos internacionais é ensurdecedor. A diferença é que, no caso russo, o Kremlin usa essa seletividade como arma retórica para deslegitimar qualquer crítica. Mas isso não torna a seletividade menos real. O Ocidente, com sua defesa hipócrita da “liberdade de imprensa”, também faz vista grossa quando os mortos são jornalistas palestinos ou venezuelanos. O problema não é apenas a hipocrisia russa, mas a própria lógica do sistema internacional, que transforma a vida de jornalistas em moeda de troca geopolítica.
É preciso lembrar que a Rússia, ao mesmo tempo que reprime internamente, também perdeu dezenas de jornalistas em zonas de conflito, muitos deles cobrindo a guerra na Ucrânia sob condições perigosas impostas pelo próprio Estado. Isso não os torna heróis, mas também não os torna descartáveis. O que Zakharova faz é instrumentalizar essas mortes para tentar constranger a comunidade internacional, mas o fato de que a comunidade internacional reage de forma seletiva não invalida a denúncia em si. A questão de fundo é que, num mundo regido pelo imperialismo e pela competição interimperialista, a vida do jornalista vale conforme o passaporte que carrega. Um correspondente da CNN morto na Ucrânia gera comoção global e sanções; um jornalista somali morto no mesmo conflito mal aparece nos rodapés dos portais.
Portanto, acho que a thread precisa evitar o erro de cair no “time do bem contra o time do mal”. A Rússia é um Estado burguês autoritário que reprime a imprensa, sim. O Ocidente é um conjunto de Estados burgueses que também reprime a imprensa, ainda que por mecanismos mais sutis de controle midiático e financeirização dos veículos. A denúncia de Zakharova é cínica, mas a omissão internacional que ela denuncia é real. O que precisamos é de uma crítica que vá além da hipocrisia russa e aponte que, enquanto a imprensa for refém dos interesses geopolíticos das grandes potências, jornalistas continuarão morrendo e a comunidade internacional continuará escolhendo de quem vai sentir pena. A solução não é pedir mais ação da ONU, mas sim lutar por uma imprensa verdadeiramente independente do capital e dos Estados, o que, convenhamos, é uma tarefa hercúlea no capitalismo tardio.
Fernanda Oliveira
03/05/2026
A hipocrisia russa é evidente, mas a thread está caindo no extremo oposto ao ignorar que jornalistas de fato morrem em zonas de conflito e a comunidade internacional reage de forma seletiva. A Rússia reprime a imprensa em casa, sim, e isso é grave, mas o Ocidente também faz vista grossa quando os mortos são de países que não lhe interessam politicamente. No fim, o que temos é um jogo de cinismo onde todos os lados usam a liberdade de imprensa como arma, não como princípio.
João Augusto
03/05/2026
João Carlos da Silva e Eduardo C. acertaram em cheio: a denúncia russa é um exercício clássico de projeção. O Kremlin, que transformou o jornalismo independente em crime de “extremismo” com suas leis de 2019 e 2022, agora quer cobrar da comunidade internacional uma proteção que ele mesmo viola sistematicamente dentro de casa. É a velha dialética do poder: quanto mais se denuncia o outro, mais se revela a própria sombra.
Eduardo C.
03/05/2026
João Carlos da Silva matou a pau. A Rússia tem um histórico de sufocar a imprensa doméstica com leis de “fake news” que na prática criminalizam qualquer crítica ao Kremlin. Agora querem que a ONU chore pelos jornalistas deles na Ucrânia? Dados objetivos mostram que Moscou trata a liberdade de imprensa como um recurso estratégico: útil quando serve à narrativa, descartável quando atrapalha. Cadê a mesma indignação quando a Otan bombardeia a TV estatal russa? Ah, é porque aí o discurso muda.
João Carlos da Silva
03/05/2026
A ironia da Rússia, que criminaliza a imprensa independente internamente com leis draconianas, agora exigir que organismos internacionais protejam seus jornalistas é digna de um manual de hipocrisia geopolítica. O que estamos vendo não é defesa da liberdade de imprensa, mas sim uma disputa por narrativa no tabuleiro da guerra informacional. Enquanto isso, a Julia Andrade tem razão ao apontar os recortes editoriais da mídia brasileira, mas o problema é estrutural: a grande imprensa sempre opera como aparelho privado de hegemonia, como Gramsci já nos alertava.
Karina Libertária
03/05/2026
Rússia reclamando de omissão internacional é a mesma coisa que o Lula reclamar de corrupção, dá até vergonha alheia. Enquanto isso, a mídia brasileira esquerdista chora pelos jornalistas deles mas ignora os verdadeiros crimes contra a liberdade de expressão no nosso próprio país. Quem vive em país sério como os EUA sabe que o problema não é a omissão, é o viés ideológico que escolhe quem defender.
Sgt Bruno 🇧🇷
03/05/2026
Rússia falando de omissão internacional é dose, hein. Enquanto isso, a mídia brasileira só mostra o lado que interessa ao sistema, escondendo a verdade sobre os comunistas que estão tomando conta do país. Selva!
Julia Andrade
03/05/2026
Sgt Bruno, você toca num ponto que merece ser aprofundado com cuidado, porque sua crítica à parcialidade da mídia brasileira tem um fundo de verdade que não pode ser descartado só pela forma como você coloca. Sim, a grande imprensa no Brasil opera com recortes editoriais que favorecem determinados grupos políticos e econômicos — isso é fato e já foi demonstrado por dezenas de estudos de análise de enquadramento, como os do Observatório da Imprensa e do Intervozes. O problema é que, quando a gente reduz tudo a uma narrativa de “comunistas tomando conta do país”, a gente cai no mesmo erro que a gente critica: substituir análise por espantalho ideológico. O que a Rússia faz na Ucrânia — assassinato de jornalistas independentes, perseguição a veículos como o Novaya Gazeta, censura sistemática a qualquer voz crítica — não é “teatrinho geopolítico”, é um padrão documentado por organizações como Repórteres Sem Fronteiras e a ONU. E, sinceramente, usar a crítica à mídia brasileira para relativizar isso é um desserviço tanto à luta por liberdade de imprensa aqui quanto ao reconhecimento do que acontece lá.
Agora, sobre essa ideia de que “comunistas estão tomando conta do país”: será que a gente não pode olhar para os dados concretos em vez de repetir slogans? O Brasil tem um governo democraticamente eleito que, apesar de todos os erros e contradições, não fechou um único jornal, não prendeu um único jornalista por criticar o governo e não controla a pauta da mídia privada — diferente do que vemos na Rússia de Putin, onde a imprensa independente foi praticamente aniquilada. Se a gente quer ser coerente, a crítica à mídia brasileira deveria vir acompanhada de uma defesa intransigente do direito de jornalistas investigarem sem medo de represálias, seja no Brasil, na Ucrânia ou em Gaza. Quando a gente transforma toda crítica em um “nós contra eles” maniqueísta, a gente acaba fortalecendo exatamente o tipo de discurso autoritário que a Rússia usa para justificar o silenciamento da imprensa.
Por fim, acho que a gente precisa de um debate mais honesto sobre o que significa “selva” nesse contexto. Se a selva é a guerra de narrativas onde cada um puxa a sardinha pro seu lado, a gente nunca vai sair do lugar. A saída não é trocar um viés por outro, mas exigir transparência real: quem é dono dos veículos de comunicação, quais são os interesses por trás das pautas, como as redações são financiadas. Isso vale para a Globo, pra Record, pra Jovem Pan e pra qualquer mídia alternativa que se propõe a ser independente. Enquanto a gente ficar nesse pingue-pongue de acusações mútuas sem examinar as estruturas de poder que moldam a informação, a Rússia vai continuar usando a hipocrisia internacional como escudo, e a imprensa brasileira vai continuar servindo a interesses que não são os do povo.
Pedro Neto
03/05/2026
Faz o L, Rússia pedindo ação internacional é tipo o Lula pedindo transparência no orçamento.
Mariana Ambiental
03/05/2026
Pedro, sua piada pronta desvia o foco do que realmente importa: jornalistas independentes estão sendo assassinados na Ucrânia e na Faixa de Gaza enquanto a gente perde tempo com memes políticos rasteiros.
Cíntia Alves
03/05/2026
A Rússia pedindo ação internacional é tipo o ex-namorado tóxico que sumiu e volta falando de respeito no relacionamento. A hipocrisia é tão grande que nem me surpreende mais, mas a real é que jornalistas independentes morrem em todo lugar e o sistema só se importa quando o morto é conveniente pro discurso de alguém.
Marta Souza
03/05/2026
Carlos Rocha, você acertou em cheio ao trazer o debate pra realidade brasileira. Enquanto a Rússia faz esse teatrinho geopolítico, aqui o governo continua sugando o empresariado com a maior carga tributária do mundo. Liberdade de imprensa começa com liberdade econômica — sem um mercado livre, jornalista independente vira refém de estatal e de verbinha pública.
Carlos Rocha
03/05/2026
Rússia pedindo ação internacional é piada pronta. Enquanto isso, o governo brasileiro continua sugando o empresariado com impostos absurdos para bancar esse teatrinho diplomático. Se a mídia quisesse mesmo liberdade de imprensa, começava cobrando o STF e o governo federal aqui dentro.
Mariana Oliveira
03/05/2026
Carlos, você tem razão em um ponto: a hipocrisia russa é escancarada e a denúncia de Moscou cheira a cinismo. Mas quando você desloca o debate para “impostos absurdos” e “teatrinho diplomático”, acaba caindo na mesma armadilha que critica — a de tratar a política externa como um balcão de negócios onde só importa o que entra no bolso do empresariado. A crítica à seletividade da mídia e do Estado brasileiro é justa, mas reduzi-la a uma questão de carga tributária ignora o fato de que a violência contra jornalistas no Brasil não é um desvio, e sim um padrão estrutural que se intersecciona com raça, classe e território. A Kimberlé Crenshaw nos ensina que as opressões não operam em compartimentos estanques: o mesmo Estado que “suga” impostos também decide quem merece investigação e quem vira estatística de guerra. Quando um jornalista negro da periferia é morto enquanto cobre uma operação policial, a omissão não é só da diplomacia — é do sistema de justiça, da mídia hegemônica e de um pacto social que naturaliza certas mortes.
Você menciona o STF e o governo federal como alvos que a mídia deveria cobrar. Concordo que a liberdade de imprensa no Brasil é seletiva e frequentemente reflete os interesses das elites. Mas aí entra a complexidade que bell hooks chama de “olhar opositor”: não podemos simplesmente jogar a culpa no “Estado que suga” sem também olhar para quem controla os meios de produção da informação. A grande mídia brasileira, hegemônica e branca, não cobra o STF ou o governo federal com o mesmo rigor com que persegue governos populares porque ela é parte do mesmo bloco de poder que define o que é “notícia” e o que é “caso de polícia”. Enquanto isso, jornalistas independentes, periféricos e de esquerda morrem na mesma proporção que ativistas de direitos humanos — e aí o “teatrinho diplomático” que você critica se revela como a única arena possível para visibilizar essas mortes, por mais imperfeita que seja.
O problema não é apenas a hipocrisia russa, que é evidente, mas a completa ausência de um sistema internacional que responsabilize Estados de forma consistente. Quando a Rússia denuncia, ela faz o jogo dela; quando o Brasil silencia, faz o dele. Mas a pergunta que fica é: quem está sendo protegido quando a discussão sobre liberdade de imprensa se reduz a uma briga de impostos e “teatrinho”? A resposta, infelizmente, são os mesmos de sempre — aqueles cujas vidas importam para o mercado e para a mídia. Enquanto não fizermos uma análise interseccional que conecte a violência contra jornalistas na Ucrânia, na Rússia e nas favelas brasileiras, vamos continuar girando em falso, cada um defendendo seu time geopolítico enquanto os corpos se acumulam.
Evelyn Olavo
03/05/2026
Nadia, você foi cirúrgica. A lei de agentes estrangeiros é a pá de cal na credibilidade de qualquer denúncia russa. Mas me irrita ver a esquerda brasileira caindo nesse conto do vigário geopolítico enquanto a mídia hegemônica trata a Ucrânia como se fosse a vítima perfeita.
Cecília Ramos
03/05/2026
Evelyn, concordo que a hipocrisia russa é evidente, mas acho perigoso reduzir a denúncia a um jogo geopolítico. A Ucrânia não é vítima perfeita, mas isso não apaga o fato de que jornalistas independentes morrem e o sistema internacional só age quando convém ao Norte global.
Nadia Petrova
03/05/2026
Renato, você tocou no ponto central: a hipocrisia é um esporte olímpico em Moscou. Zakharova pedindo “ação urgente” contra crimes com jornalistas enquanto a lei de “agentes estrangeiros” vira cassetete contra qualquer repórter que ouse investigar corrupção local é digno de Oscar de melhor atuação. Mas concordo que a seletividade midiática brasileira também merece um puxão de orelha — o problema não é só o teatro diplomático, é o duplo padrão que trata cada morte conforme o endereço do cadáver.
Maria Silva
03/05/2026
Rússia pedindo ação contra crimes de jornalista é igual boi chiando no brejo: faz barulho, mas não sai do lugar. Esses organismos internacionais são que nem cerca caída, só servem pra enfeitar a paisagem. Enquanto isso, aqui no Brasil, a mídia só abre espaço pra esse teatrinho e esconde o que interessa.
Renato Professor
03/05/2026
Maria, sua metáfora do boi chiando no brejo é precisa, mas o problema não é só o teatrinho diplomático: a seletividade da mídia brasileira reflete a mesma lógica de classe que faz o Estado tratar jornalista morto como caso de polícia e morador de favela como estatística de guerra.
Diego Fernández
03/05/2026
Pois é, Cecília, a ironia é gigante — a Rússia que cala a imprensa interna quer bancar o paladino da liberdade de imprensa no exterior. Mas a real é que o sistema internacional sempre foi seletivo: quando um jornalista latino-americano é assassinado por denunciar o agronegócio ou a mineração, cadê a condenação veemente da ONU? O que vale é o jogo geopolítico, não a vida de quem investiga o poder.
Cecília Torres
03/05/2026
A Rússia cobrar transparência internacional em crimes contra jornalistas é, no mínimo, irônico, considerando o histórico de repressão à imprensa independente dentro do próprio país. Mas a crítica de Lucas ao Estado brasileiro tratar segurança pública como guerra também é precisa — o problema não é a pauta, e sim a seletividade com que cada governo a usa. O que falta mesmo é um padrão universal de proteção a jornalistas, e não discursos convenientes conforme o vento geopolítico sopra.
João Santos
03/05/2026
Pois é, Rússia falando de omissão internacional é dose. Mas cadê a ONU quando jornalista brasileiro é morto no Rio? Bandido bom é bandido preso, e esses organismos só servem pra atrapalhar o trabalho da polícia.
Mateus Silva
03/05/2026
João, sua indignação é legítima, mas trocar a crítica à omissão internacional por um discurso de “bandido bom é bandido preso” só desvia o foco do problema estrutural: o Estado brasileiro também é omisso quando trata a segurança pública como guerra e não como política de direitos.
Lucas Gomes
03/05/2026
João, sua crítica à hipocrisia russa é certeira, mas cair no “bandido bom é bandido preso” só reforça a lógica de extermínio que o Estado usa contra corpos periféricos — jornalistas e moradores de favela viram alvo do mesmo sistema que a Rússia denuncia seletivamente. A omissão internacional é real, mas a solução não é mais polícia; é desmilitarizar a segurança pública e enfrentar o capitalismo que lucra com esse genocídio.