O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que a comunidade internacional aguarda com grande expectativa a fala que o presidente Vladimir Putin fará durante o desfile de 9 de maio na Praça Vermelha.
O evento marca os 81 anos da vitória soviética sobre o nazismo, data que permanece central para a identidade histórica e militar da Federação Russa. Peskov ressaltou que os discursos de Putin nesse dia costumam trazer mensagens estratégicas com impacto internacional.
O chefe de Estado terá uma agenda movimentada ao longo das celebrações. Estão previstas reuniões bilaterais com o primeiro-ministro da Eslováquia, Robert Fico, e com o presidente de Belarus, Alexander Lukashenko.
O encontro com Fico sinaliza um diálogo diferenciado com um membro da União Europeia que vem defendendo maior autonomia estratégica do bloco em relação aos Estados Unidos. A conversa com Lukashenko aprofunda a integração no âmbito do Estado da União Rússia-Belarus, parceria que engloba coordenação econômica, energética e de defesa.
A relevância do discurso deste ano aumenta em razão do prolongado conflito na Ucrânia e das sanções econômicas impostas pelo Ocidente. Esses fatores reforçam a necessidade de Moscou apresentar coesão interna e capacidade de articulação internacional.
Nos pronunciamentos anteriores, Putin combinou homenagens à memória soviética com recados firmes sobre segurança regional, expansão da OTAN e multipolaridade. Observadores avaliam que o líder russo poderá usar o palanque simbólico para reiterar a disposição de Moscou em dialogar com parceiros que respeitem o direito internacional.
O governo russo espera delegações de vários continentes, inclusive da Ásia, África e América Latina. As comemorações de 9 de maio consolidam-se como plataforma diplomática para potências emergentes e nações que apostam em uma ordem mundial multipolar.
Por motivos de segurança, as autoridades mantêm detalhes operacionais sob sigilo. Tanques modernizados, sistemas S-400 e aviação de longo alcance devem cruzar a Praça Vermelha para demonstrar capacidade dissuasória.
A avaliação em Moscou é que o feriado funciona como demonstração de resiliência diante de pressões externas. O evento reforça a aposta russa em um mundo multipolar, segundo o portal Sputnik.
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Eduardo Nogueira
03/05/2026
Enquanto isso, aqui no Brasil o povo paga imposto pra sustentar “artista” lacrador e mimi de gênero. Putin mostra poder real, não discursinho de Twitter. Esses progressistas da Bia Carioca que engulam o choro.
Carlos Henrique Silva
03/05/2026
Eduardo, seu comentário é sintomático de um fenômeno que venho estudando há décadas: a fetichização do poder bruto como substituto para a falta de projeto político. Você chama de “poder real” o desfile de tanques em Moscou, mas o que é poder real, afinal? Para a tradição marxista que sigo, poder real é a capacidade de uma sociedade organizar a produção e a reprodução da vida com dignidade para todos. O que Putin exibe na Praça Vermelha não é poder real, é teatro de força — uma cortina de fumaça para esconder que a Rússia tem uma economia dependente de commodities, expectativa de vida estagnada para homens trabalhadores e uma desigualdade regional brutal. Mostrar mísseis não alimenta ninguém, não constrói escola, não reduz a jornada de trabalho.
Sua provocação sobre “artista lacrador e mimi de gênero” revela uma compreensão rasteira de como funciona a hegemonia cultural, conceito que Gramsci elaborou com muito mais fineza do que esse discurso de “poder real versus discursinho de Twitter”. A batalha cultural não é futilidade de progressista entediado — é o terreno onde se disputa o senso comum, onde se define o que é aceitável ou não numa sociedade. Quando você ridiculariza pautas de gênero ou o financiamento público à cultura, está fazendo o jogo exatamente daqueles que querem reduzir o Estado a mero braço armado e repressor. Não é coincidência que regimes autoritários como o de Putin persigam artistas e LGBTQIA+ enquanto exibem tanques: os dois movimentos são faces da mesma moeda, a concentração de poder sem contrapoder social.
O imposto que você reclama pagar para “sustentar artista” é o mesmo que financia estradas, hospitais e universidades públicas que talvez tenham formado você. A diferença é que você naturalizou o gasto bélico como “poder real” e enxerga o gasto cultural como desperdício. Isso não é análise política, é adesão a uma estética de força que confunde brutalidade com eficiência. Se Putin é tão eficiente assim, por que a Rússia pré-guerra já tinha uma das maiores taxas de pobreza entre as chamadas economias emergentes? Poder real, Eduardo, é o povo comer bem, ter lazer, estudar e decidir coletivamente os rumos do país. Tanque não faz isso. No máximo, intimida. E intimidação não é projeto de nação, é projeto de quartel.
Maria Silva
03/05/2026
Ricardo, com todo respeito, mas comparar desfile de 9 de maio com 4 de Julho é querer colocar boi na sala de jantar. Lá é tanque de guerra passando na cara do povo pra mostrar quem manda, aqui é churrasco e foguete. O Putin não é santo, mas o que esse povo chama de “nacionalismo” é só o jeito deles de não deixar a Rússia virar curral de ONG estrangeira.
Bia Carioca
03/05/2026
Maria, concordo contigo que não dá pra comparar festa junina americana com demonstração de força militar russa, mas discordo de romantizar o nacionalismo do Putin como se fosse só defesa contra ONG estrangeira — o que a gente vê ali é um projeto de poder que sufoca oposição e atropela direitos sociais, e aqui no Rio a gente sabe bem como obra faraônica muitas vezes serve pra esconder falta de investimento em transporte público de qualidade.
Clotilde Pátria
03/05/2026
Meu Deus, o mundo inteiro babando ovo de ditador enquanto aqui no Brasil o PT quer implantar o comunismo a qualquer custo. Esse Putin é um homem forte, sim senhor, e o Lula devia aprender com ele a não negociar com bandido. Já vi que esse desfile é pra mostrar poderio militar, mas e a liberdade, ninguém pensa nisso? Virou moda aplaudir tirania, só Jesus na causa pra salvar esse país.
Ricardo Almeida
03/05/2026
Clotilde, discordo de você chamar Putin de ditador e achar que o PT quer comunismo — isso é simplificar demais. O desfile de 9 de maio é um ritual nacionalista russo, não muito diferente do que os EUA fazem no 4 de Julho. A questão não é liberdade versus tirania, mas como cada Estado constrói sua narrativa de poder para consumo interno e externo.