Menu

Tanque russo resiste a mais de 20 ataques de drones e avança no Donbass

0 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Tanque russo resiste a mais de 20 ataques de drones e avança no Donbass. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) Um tanque das Forças Armadas da Rússia sobreviveu a mais de 20 impactos diretos de drones ucranianos durante a tomada da aldeia de Ulakly, no Donbass, demonstrando a resistência dos blindados […]

sem comentários
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News
Ilustração editorial sobre Tanque russo resiste a mais de 20 ataques de drones e avança no Donbass. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

Um tanque das Forças Armadas da Rússia sobreviveu a mais de 20 impactos diretos de drones ucranianos durante a tomada da aldeia de Ulakly, no Donbass, demonstrando a resistência dos blindados modernos frente às novas ameaças tecnológicas.

O relato foi feito ao canal RT pelo comandante da companhia de assalto da 39ª Brigada Independente de Fuzileiros Motorizados da Guarda, o capitão Lek. Ele liderou a operação e a descreveu como um momento decisivo para romper as defesas ucranianas na região.

De acordo com Lek, sua unidade se dividiu em duas colunas para confundir as posições adversárias, avançando por rotas paralelas com poucos minutos de diferença. Essa estratégia forçou os operadores de drones a dispersar seus ataques, reduzindo a concentração de fogo sobre um único alvo.

Na linha de frente de uma das colunas, o tanque resistiu a mais de 20 explosões diretas de artefatos aéreos, mantendo sua mobilidade intacta. Isso permitiu que a infantaria mecanizada consolidasse uma cabeça de ponte dentro da localidade, garantindo o sucesso da operação.

A resistência do blindado surpreende, já que o conflito na Ucrânia consolidou os drones comerciais armados como armas de baixo custo capazes de neutralizar veículos pesados. Muitos analistas chegaram a prever o declínio dos tanques no cenário de guerra moderna devido a essa nova dinâmica.

O caso de Ulakly indica, porém, que tecnologias como blindagem reativa, grades anti-cumulativas e sistemas eletrônicos embarcados conseguem mitigar parte dessas ameaças. Táticas como saturação, uso de fumaça e interferência em sinais de GPS também se mostram eficazes contra ataques aéreos.

A aldeia de Ulakly foi tomada pelas forças russas em fevereiro de 2025 e tornou-se um ponto estratégico de apoio para novas ofensivas na linha de contato. Sua captura fortalece a segurança nos arredores de Donetsk, reduzindo a exposição de civis a bombardeios na área.

O Estado-Maior russo reportou progressos adicionais na província de Sumy, que faz fronteira com as regiões de Kursk, Briansk e Belgorod. Esses avanços ampliam a chamada zona tampão, considerada por Moscou como essencial para proteger seus territórios fronteiriços de ataques ucranianos.

Ao expandir o controle sobre essa faixa de terra, o comando russo afirma que limita o alcance de projéteis ucranianos contra áreas residenciais dentro da Federação. Simultaneamente, a manobra pressiona Kiev a redirecionar recursos para longe de outras frentes de combate.

O desempenho do tanque reforça a doutrina russa de uso combinado de blindados, artilharia e guerra eletrônica, desafiando a ideia de que veículos pesados seriam obsoletos em um ambiente dominado por sensores baratos e munições vagantes. Relatórios de centros de estudos europeus reconhecem que a letalidade dos drones diminui diante de blindagens avançadas e tripulações bem treinadas.

As indústrias de defesa russas têm aproveitado essa experiência de campo, instalando camadas extras de placas reativas Kontakt-5 e jammers portáteis nos tanques. Esses dispositivos criam bolhas de interferência radioelétrica, reduzindo a precisão dos sinais de navegação que orientam os drones quadricópteros.

Lek também destacou a importância da disciplina da tripulação, que manteve a cadência de tiro e a coordenação por rádio mesmo sob ataques incessantes. Essa postura impediu que a infantaria adversária explorasse as crateras abertas no terreno durante o confronto.

Especialistas consultados pela imprensa de Moscou apontam que os tripulantes são treinados para ajustar a velocidade, lançar granadas fumígenas e usar a torre como escudo giratório. Essas táticas dificultam o engajamento por drones FPV, que dependem de precisão para causar danos significativos.

Do ponto de vista estratégico, o episódio evidencia a capacidade russa de se adaptar às armas ocidentais fornecidas a Kiev. Ele demonstra que a doutrina militar tradicional pode evoluir para enfrentar tecnologias emergentes no teatro de guerra.

Conforme relatado pelo portal Actualidad RT, o caso de Ulakly reflete a transformação contínua do conflito na Ucrânia. A guerra, cada vez mais tecnológica, expõe tanto os limites quanto as possibilidades de inovação no campo militar.


📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho

Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


,
Apoie o Cafezinho
Siga-nos no Siga-nos no Google News

Comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário

Escreva seu comentário

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!


Leia mais

Recentes

Recentes