Pesquisadores das Universidades de Bath e Leeds, no Reino Unido, identificaram um novo alvo para o desenvolvimento de medicamentos contra a malária, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes e com menos efeitos colaterais.
A malária, transmitida por mosquitos infectados, registra 282 milhões de casos e 610 mil mortes por ano em escala global. A crescente resistência aos medicamentos disponíveis torna urgente a busca por novas soluções terapêuticas.
O foco da pesquisa recaiu sobre uma enzima chamada aminopeptidase P (PfAPP), encontrada no parasita Plasmodium falciparum, responsável pela forma mais letal da malária em humanos. Essa enzima é crucial para o metabolismo do parasita, pois decompõe a hemoglobina do hospedeiro para fornecer os aminoácidos necessários ao seu crescimento.
A equipe desenvolveu uma nova classe de inibidores que supera os compostos já existentes. Partindo de um inibidor conhecido como apstatina, os novos compostos foram projetados para se ligar de forma mais intensa à enzima do parasita, bloqueando sua atividade essencial.
A eficácia dos inibidores foi confirmada por cristalografia de raios X, que revelou detalhes da interação molecular entre os compostos e a enzima. Os testes demonstraram maior afinidade pela PfAPP e capacidade de eliminar o parasita em experimentos laboratoriais.
Os cientistas apontaram desafios relacionados à absorção celular dos compostos, exigindo ajustes de permeabilidade. Essa otimização é vista como passo crucial para transformar os inibidores em medicamentos viáveis.
O professor K. Ravi Acharya, do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Bath e autor principal do estudo, destacou que pequenas mudanças no design dos inibidores podem converter compostos fracos em moléculas extremamente potentes e seletivas.
O professor Richard Foster, da Universidade de Leeds, enfatizou o avanço no entendimento das vias metabólicas do parasita. Segundo ele, esse conhecimento permite criar inibidores mais seguros e eficazes.
O professor Elwyn Isaac, também de Leeds, alertou para a urgência de novas estratégias diante da resistência crescente aos tratamentos atuais. Ele afirma que o estudo fornece um mapa molecular valioso para o desenvolvimento de uma nova geração de medicamentos focados em enzimas essenciais do parasita.
Os detalhes completos estão no artigo de Belinda J. Mills e colaboradores, intitulado Hydroxamate-based inhibitors reveal structural determinants of selectivity for Plasmodium falciparum aminopeptidase P, publicado no Journal of Biological Chemistry. Mais informações podem ser encontradas no portal Phys.org.
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Adriana Silva
06/05/2026
Faz o L, vai pra Cuba tomar cloroquina que é mais eficiente, comunista!
João Batista
06/05/2026
Adriana, minha irmã, a Bíblia nos ensina a cuidar do próximo, não a zombar da ciência que salva vidas. Cloroquina sem eficácia comprovada não é remédio, é esperança falsa — e o povo pobre que morre de malária não tem culpa da sua política.
Marcos Andrade Niterói
06/05/2026
Adriana, enquanto você repete esse mantra vazio de “Faz o L”, aqui em Niterói o Rodrigo Neves está entregando obra que salva vidas de verdade — o túnel Charitas-Cafubá reduziu o caos no trânsito e a poluição que adoece a população. Ciência britânica ou não, o que importa é gestão que pensa no povo, não em fake news de cloroquina.