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Pesquisadores britânicos desenvolvem método sustentável que usa luz solar para limpar águas residuais

0 Comentários🗣️🔥 Três frascos de vidro com líquidos e rótulos numerados, possivelmente relacionados a experimentos de tratamento de água. (Foto: phys.org) Pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, desenvolveram um método inovador para degradar poluentes tóxicos em águas residuais utilizando luz solar. A técnica se baseia em catalisadores ultrafinos criados por um processo mecânico […]

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Três frascos de vidro com líquidos e rótulos numerados, possivelmente relacionados a experimentos de tratamento de água. (Foto: phys.org)

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, desenvolveram um método inovador para degradar poluentes tóxicos em águas residuais utilizando luz solar. A técnica se baseia em catalisadores ultrafinos criados por um processo mecânico sustentável que dispensa solventes tóxicos usados em abordagens convencionais.

Os corantes industriais constituem a segunda maior fonte de poluição hídrica global e contaminam fontes de água potável ao redor do mundo. Esses compostos prejudicam ecossistemas aquáticos ao reduzir a fotossíntese em plantas aquáticas e interferir nos ciclos vitais de múltiplas espécies.

Métodos tradicionais de tratamento de águas residuais frequentemente falham em eliminar por completo esses poluentes persistentes. A fotocatálise surge como alternativa ao acelerar a decomposição química dos contaminantes quando ativada por luz.

O pesquisador Jason Stafford, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Birmingham, liderou o desenvolvimento dos catalisadores de alta performance. Sua equipe utilizou tensões de cisalhamento turbulento em processo baseado em água para produzir estruturas ultrafinas a partir de nitreto de carbono grafítico e dissulfeto de molibdênio.

Esses materiais se destacam pela estabilidade elevada, pelo baixo custo e pela capacidade de absorver luz visível. Os catalisadores obtidos exibem camadas ultrafinas com bordas atômicas expostas que maximizam a área superficial e mantêm propriedades eletrônicas ideais.

Testes com índigo carmim, rodamina B e ácido vermelho 266 revelaram desempenho até duas vezes e meia superior ao de materiais não processados. A melhoria foi obtida após apenas dez minutos de tratamento mecânico.

Stafford enfatizou que transformar poluentes em compostos simples — como dióxido de carbono, água e sais inorgânicos — é preferível a meramente removê-los. A falta de técnicas sustentáveis e escaláveis para fabricar os catalisadores representava o principal entrave até agora.

A pesquisa foi publicada no periódico npj 2D Materials and Applications e indica potencial para aplicação industrial em larga escala. Conforme detalhado pelo portal Phys.org, o avanço representa um passo importante no combate à poluição hídrica provocada pela indústria.


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