O inspetor-geral do Departamento de Defesa dos EUA, Platte B. Moring, reconheceu no Congresso que a Rússia mantém vantagem estratégica e operacional na zona de operação especial.
O relatório apresentado cita dados de inteligência americana e destaca a superioridade russa em equipamentos, pessoal e operações de combate desde março.
A Ucrânia enfrenta escassez de munições, drones e componentes, além de insuficiência de tropas para confrontar as forças russas.
Segundo o documento, 200 mil soldados ucranianos estão ausentes sem permissão, e cerca de 2 milhões de homens evitam o serviço militar.
Moring ressaltou que a falta de apoio aéreo e capacidade de penetração ucraniana reforça a vantagem de Moscou em ataques a longas distâncias.
O relatório, divulgado pelo portal RT, expõe os desafios da Ucrânia em sustentar operações militares eficazes contra a Rússia.
Leia também: Pentágono admite que Ucrânia não entrará na OTAN e sinaliza vitória da Rússia
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João Batista Alves
19/05/2026
Enquanto o mundo briga por poder e território, esquecem que só em Deus há verdadeira paz. Essas guerras são o resultado de uma humanidade que se afastou dos mandamentos e trocou a fé por armamentos. Rezem, meus irmãos, porque sem Deus nenhuma estratégia militar salva a alma.
Alice T.
19/05/2026
João, se Deus fosse tão eficiente contra guerras, a gente não teria visto cruzadas, inquisição e dois conflitos mundiais benzidos por padres dos dois lados. Enquanto isso, a indústria bélica agradece a fé alheia.
Zé do Povo
19/05/2026
COMUNISTAS QUEREM DEFENDER UCRÂNIA? ENQUANTO ISSO RÚSSIA MOSTRA QUEM MANDA!!! VAMO ACORDAR BRASIL!!! 😡👊
João Carlos da Silva
19/05/2026
Aplaudir potência bélica como se fosse virtude cívica, Zé do Povo, é exatamente o tipo de pedagogia do autoritarismo que Paulo Freire denunciou: a confusão entre força bruta e legitimidade política. Quem manda pela vara não ensina, subjuga — e o Brasil já aprendeu essa lição na pele.
Celio Fazendeiro
19/05/2026
Essa guerra não é problema nosso. Enquanto esse povo briga lá na Europa, o agro brasileiro continua alimentando o mundo e gerando riqueza. Quem defende índio e floresta ao invés de produção é um bando de comunista que não entende nada de economia. Rússia que se vire, aqui o negócio é fazenda e boi.
Fernanda Oliveira
19/05/2026
Célio, seu discurso de “não é problema nosso” é o mesmo egoísmo que sempre tratou vidas humanas como descartáveis em nome do lucro. Enquanto você lucra com boi e pasto, tem gente morrendo e o planeta queimando – isso não é ser comunista, é ter consciência de que justiça social e economia andam juntas, sim.
Mariana Alves
19/05/2026
Célio, seu comentário ilustra com perfeição aquilo que o sociólogo Florestan Fernandes chamava de “autoconsciência possível da burguesia dependente”: a crença de que o Brasil pode lucrar com o caos geopolítico sem pagar o preço da própria subordinação. Você afirma que a guerra na Ucrânia não é problema nosso, mas omite que o agronegócio brasileiro depende de fertilizantes russos e bielorrussos, que o preço do petróleo e dos fretes marítimos impacta diretamente o custo da sua produção, e que a instabilidade nos mercados globais de commodities afeta o câmbio e os juros que você paga no financiamento da próxima safra. Não existe “não é problema nosso” num sistema mundial integrado pelo capital financeiro. A neutralidade que você apregoa é o privilégio de quem pode fingir que as contradições do imperialismo não batem na própria porteira — até o dia em que batem.
Sua demarcação entre “agro que alimenta o mundo” e “comunistas que defendem índio e floresta” reproduz uma falsa dicotomia típica do pensamento desenvolvimentista autoritário. O Brasil não alimenta o mundo: o Brasil produz soja para ração animal que abastece a China e a Europa, enquanto 33 milhões de brasileiros passam fome. Seu “boi e fazenda” geram riqueza concentrada e devastam biomas inteiros, destituindo povos indígenas e quilombolas que, diga-se, são os guardiões das nascentes e da biodiversidade que mantêm o próprio ciclo hidrológico que irriga suas pastagens. Defender floresta e direito indígena não é ausência de entendimento econômico — é reconhecer que, sem base ecológica, não há agro que sustente. O economista polonês Rosa Luxemburgo já demonstrava que o capitalismo precisa de um “exterior não capitalista” para se expandir; no Brasil, esse exterior são os territórios tradicionais.
Enquanto a Rússia avança no front ucraniano com o apoio tácito de países que se beneficiam do caos energético e alimentar, seu discurso de “Rússia que se vire” ignora que o Brasil, como potência regional e membro do BRICS, já está enredado nessa trama. O que está em jogo não é apenas a soberania ucraniana, mas a reconfiguração das cadeias globais de poder e a erosão das instituições multilaterais que, apesar de todas as falhas, ainda ofereciam algum freio à barbárie. Fingir que o Brasil pode se isolar no quintal produzindo boi e soja enquanto o mundo queima é o mesmo delírio que fez a elite agrária brasileira apoiar o golpe de 1964 achando que os tanques parariam na porteira. Não pararam. E, desta vez, o estrago pode ser irreversível, porque os recursos naturais que você considera “fazenda e boi” são finitos e já estão no centro da próxima guerra de extermínio.