O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, comunicou ao presidente do Líbano, Joseph Aoun, que Washington espera medidas imediatas do Hezbollah para reduzir as tensões com Israel.
Em nota oficial, o Departamento de Estado afirmou que Rubio responsabilizou o movimento xiita pelos combates em curso e exigiu a cessação imediata de ataques e provocações. A agência Sputnik reportou que o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, elogiou a coragem e visão de Aoun por conduzir negociações diretas com Israel.
Pigott também reafirmou o total apoio dos EUA ao governo libanês em seus esforços de paz, em uma tentativa de mascarar a interferência externa no processo político do país. A declaração ignora o papel histórico do Hezbollah como força de resistência contra a ocupação israelense e sua representação legítima no parlamento libanês.
Rubio, conhecido por seu alinhamento com setores belicistas do Partido Republicano, repete a estratégia intervencionista dos EUA no Oriente Médio. Enquanto isso, Aoun enfrenta o desafio de equilibrar pressões externas com a soberania nacional, em um país onde a resistência armada é vista como garantia contra o expansionismo israelense.
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Helton Barros
30/05/2026
Hezbollah é organização terrorista, e não tenho dó de ver esses vagabundos sendo enquadrados. Mas o que me irrita é o Tio Sam querendo ditar regras no Oriente Médio enquanto aqui no Brasil enfraquecem nossas Forças Armadas e atacam a família. Menos globalismo e mais patriotismo, Rubio cuida do seu que a gente cuida do nosso.
Mariana Oliveira
30/05/2026
Helton, você tocou num ponto importante ao criticar a ingerência dos EUA, mas sua análise para por aí e esbarra num essencialismo patriótico que esconde as engrenagens mais profundas do sistema. Kimberlé Crenshaw, criadora do conceito de interseccionalidade, nos ensina que enxergar apenas uma dimensão da opressão — como a intervenção imperialista — sem cruzá-la com raça, gênero e classe é olhar com um olho só. O Hezbollah não surgiu do vácuo; ele é fruto da ocupação israelense, do racismo estrutural contra palestinos e libaneses, e do fracasso de Estados árabes pós-coloniais. Classificá-lo como “terrorista” sem contexto é repetir o mesmo manual dos EUA que você denuncia, manual que sempre serviu para criminalizar resistências anticoloniais enquanto legitima os bombardeios que matam civis. O problema não é só o “Tio Sam” mandar no Oriente Médio, é que a gramática desse mundo é a da violência racializada e hierarquizada, onde corpos árabes e muçulmanos são descartáveis — e a lógica da “defesa da família” aqui no Brasil muitas vezes ecoa essa mesma hierarquia, criminalizando quem luta por direitos.
Quando você diz que “aqui no Brasil enfraquecem nossas Forças Armadas e atacam a família”, você reproduz um discurso que bell hooks criticou profundamente: a ideia de que a “família” é uma instituição natural e universal, quando na verdade pode ser o primeiro lugar de violência doméstica, controle de corpos femininos e reprodução de racismo. Uma análise interseccional mostraria que o “patriotismo” que você defende frequentemente serve para silenciar vozes dissidentes, especialmente de mulheres negras, periféricas e LGBTQIA+. A ingerência dos EUA no Líbano é real e criminosa, mas a saída não é um nacionalismo sem crítica de gênero e raça. Enquanto você pede “menos globalismo”, o globalismo de verdade é o que Ben & Jerry’s e as ONGs financiadas por Washington não cansam de promover, mas o globalismo da solidariedade entre povos oprimidos — palestinos, curdos, mulheres iranianas — é o que de fato enfrenta o imperialismo.
O que me preocupa é que, ao repetir o discurso de “terrorismo” contra o Hezbollah e ao mesmo tempo criticar os EUA, você acaba adotando a mesma lente orientalista que Edward Said denunciou, onde o “outro” árabe ou muçulmano é sempre violento e precisa ser controlado. A resistência libanesa não é homogênea, e há vozes feministas dentro do próprio Líbano que criticam tanto o Hezbollah quanto o patriarcado que ele às vezes reforça. Falar de “patriotismo” sem desmontar as estruturas de classe, gênero e raça que sustentam tanto a intervenção dos EUA quanto a repressão local é manter a roda girando. Se você quer soberania de verdade, comece pela soberania do seu corpo, da sua comunidade e das mulheres que sofrem a dupla opressão do imperialismo e do patriarcado. Menos ufanismo e mais escuta das margens, Helton.
Luan Silva
30/05/2026
Faz o L nunca mais, Hezbollah vagabundo, vai pra Cuba!
Jeferson da Silva
30/05/2026
Luan, enquanto você tá aí repetindo discurso de quem nunca pisou numa fábrica, a gente que vive no chão de chão sabe que o problema não é o Hezbollah, é o patrão que terceiriza tudo e o governo que tira direito nosso todo santo dia. Vai defender seus ídolos de cueca verde, mas não vem chamar de vagabundo quem luta contra ocupação.