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Xiaomi prepara lançamento global do Robot Vacuum 6 Max — e a briga por espaço na casa das pessoas fica ainda mais acirrada

0 Comentários🗣️🔥 O mercado de aspiradores-robô ganhou mais um concorrente de peso. A Xiaomi listou o **Robot Vacuum 6 Max** em seu site global, um movimento que costuma anteceder — por semanas ou poucos meses — o lançamento oficial de um produto fora da China. A companhia ainda não confirmou em quais países o aparelho […]

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O mercado de aspiradores-robô ganhou mais um concorrente de peso. A Xiaomi listou o **Robot Vacuum 6 Max** em seu site global, um movimento que costuma anteceder — por semanas ou poucos meses — o lançamento oficial de um produto fora da China. A companhia ainda não confirmou em quais países o aparelho chegará nem quando, mas o histórico da marca sugere que a expansão internacional é uma questão de tempo.

Um rolo de mopa que se lava sozinho enquanto limpa

O destaque do novo modelo é o sistema de limpeza úmida: em vez dos tradicionais panos giratórios, a Xiaomi optou por um mop em formato de rolo, alimentado continuamente com água limpa durante o próprio ciclo de limpeza. Segundo a própria fabricante, um raspador embutido recolhe a sujeira em tempo real, o que evita que manchas sejam espalhadas pelo chão — um problema clássico dos mops rotativos tradicionais.

Para completar o processo, a estação de recarga aquece a água a 85°C para higienizar o rolo depois do uso e faz a secagem com ar quente, dispensando a intervenção manual do usuário no dia a dia.

Braços mecânicos e “pernas” para vencer degraus

Além dos já conhecidos braços extensíveis para varrer cantos e bordas — recurso que se tornou praticamente padrão entre os modelos topo de linha do setor em 2026 —, a Xiaomi equipou o Robot Vacuum 6 Max com um sistema descrito pela empresa como pernas robóticas biônicas que permitem passar por obstáculos de até 6 centímetros de altura, facilitando o acesso a ambientes como varandas e cozinhas que normalmente ficam isolados por soleiras mais altas.

O aparelho também é capaz de acessar espaços com apenas 9,3 centímetros de altura livre, graças a um sensor a laser retrátil que se abaixa automaticamente ao detectar vãos estreitos, segundo especificações divulgadas pela própria Xiaomi.

Inteligência artificial para reconhecer sujeira — e evitar piorar o estrago

O sistema de visão computacional do robô usa três câmeras e um modelo de IA próprio da Xiaomi, treinado para identificar 47 tipos diferentes de manchas secas e úmidas — de areia de gato a ração e leite derramado — e ajustar automaticamente a estratégia de limpeza. Quando o sistema identifica uma mistura de sujeira sólida com líquida, ele evita a área e apenas notifica o usuário pelo aplicativo, para não espalhar a mancha ainda mais.

Reportagens internacionais que já tiveram acesso a especificações mais completas do aparelho — vendido na China sob outro nome, o Mi Robot Vacuum and Mop 6 Max — indicam que o sistema de câmeras consegue reconhecer 280 tipos de objetos e identificar obstáculos tão pequenos quanto um fio de fone de ouvido de 3 milímetros.

Preço na China dá pista sobre o que esperar lá fora

O modelo já está à venda no mercado chinês, e é aí que mora a principal incógnita para o consumidor brasileiro: por lá, o aparelho é vendido por 6.599 iuanes no preço de tabela, caindo para 5.863 iuanes no lançamento — e chegando a 4.899 iuanes (cerca de US$ 680) com o subsídio local para eletrodomésticos. Sem esse benefício, que não se aplica a outros mercados, analistas do setor já apontam que o preço internacional deve ficar mais alto — como costuma acontecer com o catálogo da Xiaomi fora da China.

A empresa também promete sucção de até 35.000 Pa e bateria de 6.400 mAh, números que colocam o Robot Vacuum 6 Max na mesma briga travada por concorrentes como Dreame e Roborock — um mercado em que a disputa deixou de ser apenas sobre potência de sucção e passou a girar em torno de qual marca consegue eliminar mais etapas manuais do processo de limpeza da casa.

Por ora, quem quiser o modelo no Brasil vai precisar esperar: não há data nem confirmação de que o país está entre os mercados prioritários da expansão global anunciada pela Xiaomi.

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