A manipulação dos números do desemprego

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Não vou me estender muito sobre essa matéria, publicada no Globo. Gostaria apenas de apontas dois fatores importantes para se entender a evolução do mercado de trabalho no Brasil.

  1. A geração de saldos de emprego não pode bater recordes a cada ano. Não falamos aqui de números de PIB, que pode sempre crescer. Se o desemprego cai muito, então temos um número reduzido de mão-de-obra disponível, logo os saldos serão menores. O importante é correlacionar a geração de emprego e o índice de desemprego.
  2. O fechamento de postos de trabalho em dezembro acontece todos os anos, sem exceção. Ao colocar isso no subtítulo, o Globo cria um fato negativo para uma notícia que não é negativa em si.

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Em suma, a notícia não enfatiza, sobretudo nos títulos, o principal substrato, aquele que impactará de maneira mais forte no espírito do leitor: 2011 experimentou a segunda maior geração de emprego de sua história,  e fechou o ano com a menor taxa de desemprego  das últimas décadas.  Em algumas metrópoles, a taxa de desemprego em novembro último (segundo IBGE), chegou a 4%! Isso significa emprego pleno. Como é possível criar, por exemplo, novos saldos de emprego em BH se todo mundo lá já está trabalhando?
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Miguel do Rosário: Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.
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