Comentários sobre o áudio vazado de André Esteves (BTG Pactual)

Dívida pública bruta cai 5%

Por Miguel do Rosário

08 de novembro de 2013 : 20h36

Miriam Leitão vivia esnobando, até pouco tempo, a forte queda da dívida pública líquida dizendo que a dívida bruta havia crescido. Agora – estranhamente – parou de falar nisso.

Fui pesquisar e entendi porque.

A dívida bruta de fato registrou um pico em 2012, embora ainda permanecendo em patamar muito inferior aos de 2003 ou 2002.

Mas este ano voltou a cair, e está em nível historicamente bastante baixo.  Em setembro de 2013, estava em 64,1%, queda de 5% sobre o final de 2012.

Para os padrões internacionais, dívida de 64% do PIB é um luxo.

Está, sobretudo, bem menor do que em 2002, quando atingiu 76,7% do PIB. Ou seja, a era FHC, tão elogiada por Marina Silva como “tempo da estabilidade”, na verdade nos legou um país com finanças estouradas.

A dívida pública líquida, por sua vez,  atingiu, em setembro de 2013, o mais baixo nível de sua história: 35,4% para o governo geral (União, Estados e Municípios), e 22,7% (governo federal e BC).

Olhe o gráfico e confira como estávamos antes. Esses números desmentem qualquer descontrole nas finanças públicas, ou fissura na política de responsabilidade fiscal. O Brasil continua aprimorando suas contas públicas, e reduzindo seu endividamento. Se formos analisar o perfil das dívidas, teríamos outra boa notícia: estão menos atreladas ao dólar; estão mais seguras, atreladas a juros pre-fixados ou à taxa selic. A dívida pública brasileira está mais qualificada e menor.

 

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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40 comentários

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Theomar Lemos

12 de agosto de 2014 às 20h03

A propósito. O gráfico da dívida estava correto ou não?

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Theomar Lemos

12 de agosto de 2014 às 20h03

A propósito. O gráfico da dívida estava correto ou não?

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Theomar Lemos

12 de agosto de 2014 às 20h03

A propósito. O gráfico da dívida estava correto ou não?

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Theomar Lemos

12 de agosto de 2014 às 20h01

Guerra das manchetes. Durma-se com um barulho desses.

Responder

Theomar Lemos

12 de agosto de 2014 às 20h01

Guerra das manchetes. Durma-se com um barulho desses.

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Theomar Lemos

12 de agosto de 2014 às 20h01

Guerra das manchetes. Durma-se com um barulho desses.

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Valdir Porto

12 de agosto de 2014 às 17h48

Observem só o ano de 2002 e comparem com 2004..

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Valdir Porto

12 de agosto de 2014 às 17h48

Observem só o ano de 2002 e comparem com 2004..

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Salomão Cavalcante

12 de agosto de 2014 às 17h46

Os caras querem educação e saúde sem elevar a divida interna,

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Salomão Cavalcante

12 de agosto de 2014 às 17h46

Os caras querem educação e saúde sem elevar a divida interna,

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Venâncio da Mata

12 de agosto de 2014 às 13h29

A dívida não diminuiu, pelo contrário, aumentou e muito! O que tem de positivo realmente é o aumento do PIB.

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Venâncio da Mata

12 de agosto de 2014 às 13h29

A dívida não diminuiu, pelo contrário, aumentou e muito! O que tem de positivo realmente é o aumento do PIB.

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O Cafezinho

12 de agosto de 2014 às 13h25

André Chaves Rezek não. o 35 está bem grande. é para dar noção real de quanto diminuiu, afinal 58% para 35% é algo, não?

Responder

O Cafezinho

12 de agosto de 2014 às 13h25

André Chaves Rezek não. o 35 está bem grande. é para dar noção real de quanto diminuiu, afinal 58% para 35% é algo, não?

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André Chaves Rezek

12 de agosto de 2014 às 12h47

O gráfico começa do 35 para dar uma impressão de que a dívida acabou – ou diminuiu mais do que realmente diminuiu!! Essa foi boa :-)

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Julia Marina

12 de agosto de 2014 às 10h18

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Venâncio da Mata

12 de agosto de 2014 às 02h20

A dívida pública brasileira atual é de 57% do PIB, enquanto a dos países emergentes é de 35%. Boa parte do orçamento da união vai para pagar juros e amortização desta, enquanto isso o governo comemora cortes dos gastos com a previdência social.

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Denis Oliveira Damazio

12 de agosto de 2014 às 01h33

O governo deveria estar perseguindo a redução de ambas as dividas com um pouco mais de afinco, mas obvio, que quando se vê um grafico como esse todos botam a culpa no executivo.. Ninguem lembra que o legislativo tem uma penduricalhada enorme de funcionarios inuteis e sobre os quais o executivo nao tem nenhuma gerencia e que o Judiciario tem os salarios mais altos. Nao que me pareça que deve haver um corte violento, mas que dava pra reduzir um pouco esses gastos de longo prazo dava..

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Denis Oliveira Damazio

12 de agosto de 2014 às 01h33

O governo deveria estar perseguindo a redução de ambas as dividas com um pouco mais de afinco, mas obvio, que quando se vê um grafico como esse todos botam a culpa no executivo.. Ninguem lembra que o legislativo tem uma penduricalhada enorme de funcionarios inuteis e sobre os quais o executivo nao tem nenhuma gerencia e que o Judiciario tem os salarios mais altos. Nao que me pareça que deve haver um corte violento, mas que dava pra reduzir um pouco esses gastos de longo prazo dava..

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Augusto Cesar Silva Menezes

12 de agosto de 2014 às 01h30

Essa é a dívida pública interna ?

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Augusto Cesar Silva Menezes

12 de agosto de 2014 às 01h30

Essa é a dívida pública interna ?

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Francisco Milton Da Silva Neto

12 de agosto de 2014 às 01h06

E sem dívida externa, que é melhor.

Responder

Francisco Milton Da Silva Neto

12 de agosto de 2014 às 01h06

E sem dívida externa, que é melhor.

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Rodrigo Toledo

11 de agosto de 2014 às 23h42

Preciso verificar estes dados..eu jurava que tinhamos valores bem diferentes destes..vou verificar a evolução da divida bruta para não falar besteria aqui…

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O Cafezinho

11 de agosto de 2014 às 23h32

Dívida bruta então.

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Rodrigo Toledo

11 de agosto de 2014 às 23h31

Qualquer orgão sério que queira mostrar a saúde econômico-financeira de um pais, vai utilizar o conceito de divida bruta, sempre.

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Rodrigo Toledo

11 de agosto de 2014 às 23h29

Vcs sabem que dívida líquida não signifca nada, correto? O que importa é a divida bruta…a 6 ou 7 anos atras o indicador divida liquida perdeu todo o sentido na medida que o governo começou a lançar títulos do tesouro para alavancar o BNDES…ao fazer isso o Tesouro Nacional se endivida no mesmo momento que as operações do BNDES ( emprestimos) geram “lucro” ao governo federal …o endividamento do Tesouro só aparece na divida bruta, ou seja, é mais uma vez o governo ( e vc) tentando passar ao povo uma falsa imagem de melhoria…

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Marcus Rogeres

11 de agosto de 2014 às 23h21

Nao acredito pagamos a dívida interna tambem kkk

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Sérgio Mororo

11 de agosto de 2014 às 22h50

Júlio Muniz

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Marcos P Silva

11 de agosto de 2014 às 22h47

pib 2002 1,320 x 58,2 = 768 bilhões, pib 2013 4,840 x 35,4% = 1,713 trilhão , não há problema com a dívida pública desde que esteja dentro do padrão de gasto

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Carla Gentil

11 de agosto de 2014 às 22h20

ainda é alta pra caramba, se entra um irresponsável no governo, ferra o país de vez.

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MA Mauricio

11 de agosto de 2014 às 22h19

Na verdade, uma involução.

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emanuel augusto

09 de novembro de 2013 às 18h28

Solicito q exclua o comentario feito em meu nome. Pois consta q trabalho na receita federal e essa informacao não é verdade. Pir favor exclua o conentario.

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Barbara Ferreiro

09 de novembro de 2013 às 00h42

A Miriam CRESCEU agora virou uma PORCA ,representante do ITAÚ , NATURA , MONSANTO , CACHOEIRA e CAIADO , ou melhor é a PORCARINA .

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Marcos P Silva

08 de novembro de 2013 às 23h09

A direita agoniza esta a beira da morte

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