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As contas secretas de Eduardo Cunha

Por Miguel do Rosário

01 de outubro de 2015 : 15h39

Na Rede Brasil Atual.

Denúncias de contas na Suíça ampliam pressão contra Cunha

Autoridades do país europeu relataram a existência de contas bancárias não declaradas em nome do presidente da Câmara com ‘disparidades’ entre sua renda e os valores transferidos

por Redação RBA, publicado 01/10/2015 11:05

Carta Capital – As denúncias de corrupção contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foram reforçadas na noite de ontem (30), quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou em nota oficial que recebeu de autoridades da Suíça informações processuais contra Cunha que podem justificar a abertura de novos processos contra ele.

De acordo com a PGR, o Ministério Público (MP) da Suíça enviou ao Brasil os autos de uma investigação contra Cunha na qual ele é suspeito dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A apuração suíça teria tido início em abril, em meio às investigações da Operação Lava Jato, e teriam identificado contas em bancos suíços em nome de Eduardo Cunha e alguns de seus familiares. Os valores existentes nessas contas foram bloqueados, mas os montantes ainda estão sob sigilo.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo (Estadão), foi o próprio banco do qual Cunha é correntista – não identificado – que entregou os dados às autoridades do país europeu. O MP suíço tem trabalho em parceria com os investigadores da Lava Jato e pediu aos bancos locais que entregassem detalhes sobre dezenas de contas.

Ter uma conta na Suíça não é crime, desde que ela seja declarada e regular. No caso de Cunha, ele não revelou a existência da conta na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral para se candidatar à reeleição em 2014. A única conta citada por Cunha é do banco Itaú.

O agravante no caso do presidente da Câmara, diz o Estadão, é que o MP da Suíça “encontrou ‘disparidades’ entre a renda do deputado declarada e os valores transferidos, além de registrar que parte dos depósitos vinha de contas que já estavam sendo rastreadas”.

Caso vai ao STF

Cunha é alvo de uma ação criminal na Suíça, mas, por ser brasileiro nato, não pode ser extraditado. Seu caso agora será examinado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e pelo Supremo Tribunal Federal. As provas devem ser anexadas à denúncia de corrupção e lavagem de dinheiro feitas por Janot contra Cunha em agosto. Na ocasião, a PGR afirmou que Cunha usou até mesmo a Assembleia de Deus, igreja evangélica que frequenta, para lavar dinheiro.

A transferência da investigação criminal da Suíça para o Brasil foi feita por meio dos respectivos ministérios da Justiça. Aqui, os autos serão recebidos pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI). O instituto da transferência de processo é um procedimento de cooperação internacional, informa a PGR, em que se assegura a continuidade da investigação ou processo ao se verificar a jurisdição mais adequada para a persecução penal.

Com a transferência do processo, o estado suíço renuncia à sua jurisdição para a causa.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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11 comentários

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Diego

02 de outubro de 2015 às 10h50

O povo quer saber… Quem são os parlamentares que estão com o cunha?

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Diego

02 de outubro de 2015 às 07h58

SÓ PRA RELEMBRAR:
Com quem vários corruptos do PMDB estão se associando:

https://pbs.twimg.com/media/ByjU66OIEAAxgfh.jpg:large

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Marcos Oliverira

01 de outubro de 2015 às 20h42

cunha deu mole; se tivesse feito como Lula, que recebeu pixulecos simulando palestras, ou como Lulinha que recebeu milhões de um sócio bonachão que simulou investimento na empresa de fundo de quintal do rebento de Lula, não estaria em maus lençóis !

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Avelino

01 de outubro de 2015 às 17h07

Oi Miguel
Que mania de perseguição é essa contra esse tão honesto sei lá o que?!
A conta é secreta, o roubo é secreto, ele pertence a casa grande, amigão do Moro, do Joaquim Barbosa, do Caifás, dos Manos Marinhos, do Aécio, do Gilmar Mendes, dos Frias, entre outros e só gente de bens.
Saudações

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Mario

01 de outubro de 2015 às 16h44

O Brasil nao extradita cidadaos brasileiros para outros paises mas nao acredito que seja proibido, apenas nao e norma extraditar.

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Marcos

01 de outubro de 2015 às 16h41

La mano de Dios !!!!
Certo é que ele irá para o Céu , pois o diabo não vai querer concorrência.

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julio

01 de outubro de 2015 às 16h20

Tenho convicção se essas contas forem rastreadas devem pegar muito congressista que apoiaram-no nas eleições para presidente do congresso.

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Irion

01 de outubro de 2015 às 16h14

Tudo que os GOLPISTAS querem é roubar em paz… Até roubar em famiglia! Não sei se vai dar certo, todos esses golpistas estão ficando mais sujos que pau de galinheiro..

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Diego

01 de outubro de 2015 às 16h05

Com quantos parlamentares ele divide essa grana?

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    Luís CPPrudente

    01 de outubro de 2015 às 18h23

    O Achacador Cunha é dono de, no mínimo, 130 deputados.

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