Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Novos ministérios da Dilma

Por Miguel do Rosário

02 de outubro de 2015 : 13h02

Abaixo, algumas informações que devem interessar aos leitores.

Note que o novo ministro da Saúde, Marcelo Castro, não é o tal “semi-analfabeto” e “picareta” que Ciro Gomes temia que fosse. Este seria o Manoel Júnior.

Menos mal.

Acho que, no frigir dos ovos, a coisa ficou boa.

Juca Ferreira sobreviveu.

Jacques Wagner foi para onde sempre deveria ter ido, desde o início do governo: a Casa Civil.

Berzoini foi para secretaria de governo, mas com função de articulador político – e ele é bom nisso.

Vamos ver agora se teremos alguma surpresa boa vindo do novo ministro das comunicações, André Figueiredo, do PDT. Acho difícil, mas… quem sabe?

MINISTÉRIOS DO PT
Casa Civil: Jaques Wagner
Comunicação Social: Edinho Silva
Cultura: Juca Ferreira
Desenvolvimento Agrário: Patrus Ananias
Desenvolvimento Social: Tereza Campello
Educação: Aloizio Mercadante
Justiça: José Eduardo Cardozo
Secretaria de Governo: Ricardo Berzoini
Trabalho e Previdência: Miguel Rossetto

MINISTÉRIOS DO PMDB
Agricultura e Pesca: Kátia Abreu
Aviação Civil: Eliseu Padilha
Ciência, Tecnologia e Inovação: Celso Pansera
Minas e Energia: Eduardo Braga
Portos: Helder Barbalho
Saúde: Marcelo Castro
Turismo: Henrique Eduardo Alves

MINISTÉRIOS DO PTB
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior: Armando Monteiro
Transportes: Antônio Carlos Rodrigues

MINISTÉRIO DO PSD
Cidades: Gilberto Kassab

MINISTÉRIO DO PDT
Comunicações: André Figueiredo

MINISTÉRIO DO PCdoB
Defesa: Aldo Rebelo

Medidas anunciadas pela presidente com o objetivo de enxugar a máquina administrativa:
– Criação da Comissão Permanente da Reforma do Estado
– Extinção de oito ministérios
– Extinção de 3 mil cargos comissionados
– Eliminação de 30 secretarias ligadas a ministérios
– Redução de 10% nos salários dos ministros
– Corte de 30% nos gastos de custeio
– Imposição de limite de gastos com telefone, passagens e diários em ministérios.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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25 comentários

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Edilson José Stocco

03 de outubro de 2015 às 00h23

Reforma populista, somente isso. Para dar resultado, há necessidade de reduzir pela metade. Continua sendo um cabide de emprego.

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Rosa Nunes

02 de outubro de 2015 às 23h30

Que triste ! Nem o Zé da injustiça foi embora

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Nancy Soares

02 de outubro de 2015 às 22h08

Só achei que seria melhor ficar sem ministro da justiça já economizava muito e nós aqui não ficaríamos com muita raiva.

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Kaká

02 de outubro de 2015 às 18h28

Mas, o tal de Celso Pansera é o que o Youssef chamou de chantagista na cara, na lata, porque a mando do Cunha, havia convocado a filha dele, a mulher, o papagaio e o cachorro dele (do doleiro) para “prestar esclarecimentos” na CPI. Está nos 300 de Cunha? Certeza.

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Daulto Bitencourte Garcia

02 de outubro de 2015 às 21h06

Uai!! cafezinho até a semana passada você endeusava o fanfarrão do Ciro Gomes. Agora que ele avalia mal as pessoas.

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Vanir Lino

02 de outubro de 2015 às 20h37

Não gostei de Aluísio Mercadante na Educação. Esta pasta é muito importante e deveria ser comandada por um especialista. A Academia está cheio deles.

Aldora Rabelo na Defesa dismitifica a teoria da conspiração que comunistas e comunismo são uma ameaça à sociedade. Com certeza os militares foram consultados e aprovaram o nome do.Aldo, visto no.meio militar como um nacionalista e não um entregueguista como Serra.

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Wendell Ferreira

02 de outubro de 2015 às 20h25

Ótima charge, rs. Não deve estar sendo fácil para a presidente escolher os substitutos. A ficha corrida de alguns é de assustar.

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Anônimo

02 de outubro de 2015 às 16h44

Não concordo com a extinção do Ministério do Trabalho em sua aglutinação com o Ministério da Previdência Social. O cínico FHC afirmou querer “sepultar a Era Vargas”. Tem um projeto de lei de um deputado do PSDB que, na prática, anula as leis trabalhistas ao querer que os “acordos entre patrões e empregados se sobreponham às leis trabalhistas”. Ou seja, se aprovado esse PL, a CLT será jogada no lixo, pois onde já se viu “acordos” entre partes em que uma delas (os patrões) tenha o poder das DEMISSÕES?
A Dilma deu uma “mãozinha” no sepultamento da Era Vargas…porque ela não extinguiu o Ministério de Indústria e Comércio?

É muita decepção! Ela virou as costas aos seus eleitores e setores que a apoiam…vamos ver até onde vai isso…

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Dirceu Lopes

02 de outubro de 2015 às 19h06

É um a um s butias vão caindo do bolso!

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Alvaro Piton

02 de outubro de 2015 às 19h04

Faltou o Requião para o ministério da justiça.

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Julian Rodrigues

02 de outubro de 2015 às 18h30

NOVO MINISTÉRIO DILMA
Há notícias boas e ruins.
Do ponto de vista da articulação do governo a dupla Wagner (na Casa Civil) e Berzoini (numa nova Secretaria de Governo, reforçada) é excelente, eles tem mais cara do PT e do Lula.
Rosseto é um bom perfil para o novo Ministério do Trabalho e Previdência. Sendo que o PT volta também a comandar a área do Trabalho, com o Feijó – Gabas continua na Previdência.
A entrada do PDT-CE ( de Ciro) numa pasta é um ganho também.
A fusão da SDH, SEPPIR e SPM num só Ministério é um retrocesso histórico, mas a nomeação da professora da UFMG e ativista do movimento negro Nilma Gomes como a Ministra das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos é um acerto. Também é um passo atrás a extinção do Ministério da Pesca.
A troca de Renato Janine por Mercadante tira prestígio do MEC no meio acadêmico, nos movimentos sociais e na sociedade. Mas, não se deve prever alterações na política geral.
Na saúde, talvez a maior perda. Sai um dos melhores sanitaristas do Brasil e entra um deputado conservador – que começou a carreira na Arena – do PMDB do PI, financiado por seguros de saúde e que defende (ou defendia) a redução da maioridade penal.
O maior espaço ao PMDB reforça o modelo de governabilidade baseado apenas no Congresso Nacional, o mais conservador de todos. Não se aposta nos movimentos sociais, nem nas reformas estruturais.
Mas, se não há mudança na estratégia geral do PT e do governo, é melhor fazer direito a amarração com esse Partido, então. Não se pode ter só ônus de ter o PMDB como “sócio”, é preciso ter a contrapartida. Nesse sentido, tudo indica que ganhamos fôlego no Congresso, ainda mais com Cunha alvejado de morte pela denúncia das contas na Suíça.
Mas, talvez, as piores mudanças foram as que não houve. As não notícias: a permanência de Levy na Economia (uma nova aposta na política recessiva de DES-ajuste fiscal) e a do Zé Eduardo Cardoso na Justiça (abrindo mão de colocar ordem na casa da PF e enfrentar as manipulações de Moro e MP).

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Silvia Tchelo Ribeiro

02 de outubro de 2015 às 18h02

Faltou trocar o Zè (Mané),Eduardo,insipiente e incipiente.

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Márcio Fleury

02 de outubro de 2015 às 17h40

A saída de Mercadante da Casa Civil preencheu uma lacuna no governo… agora falta a lacuna no Ministério da Justiça.

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Sidnei Brito

02 de outubro de 2015 às 14h39

O Janine saiu porque quis?
Foi uma saída negociada?
Espero que sim.
Caso contrário, tirá-lo fora dessa maneira é de cortar o coração.
Quando Itamar Franco botou na Saúde o respeitado Jamil Haddad em substituição a Adib Jatene, Lula declarou que se estava trocando Maradona por Cafuringa.
Haddad ligou para Lula e ao ser atendido disse, contrariado: “aqui é Cafuringa!”
Pode ficar contrariado à vontade, Mercadante. E seu telefonema nem atendo.

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Ozzy Gasosa

02 de outubro de 2015 às 14h37

E o Zé Cardoso firme lá.
É o mesmo que tomar banho com tubarão na banheira.

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Lulu Pereira

02 de outubro de 2015 às 17h30

as más: levy, cardozo, katia

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Elizabeth Teixeira Sampaio

02 de outubro de 2015 às 17h05

André Figueiredo para comunicação e de um partido que deixou de ser apoio ao governo? E nada para o Requião? Precisamos unir competência e liderança, já basta o da justiça que nada tem.

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    Daulto Bitencourte Garcia

    02 de outubro de 2015 às 21h08

    Por que vocês querem um ministro que interfiram no trabalho da PF e livre a cara dos corruptos. É o melhor ministro da Dilma (digo do novo presidente Lula)

    Responder

George

02 de outubro de 2015 às 14h05

Realmente não ficou assim “tão mal”… Porém, o Pansera, da tchurma do Cunha, em uma pasta tão importante quanto o MCTi é realmente preocupante…. Mesmo nao sendo uma pasta agraciada com um grande volume de recursos, embora devesse, é estratégica para o desenvolvimento do país…

Outra questão pouco comentada aqui no Cafezinho é a saída do Janine. A despeito de suas ações terem sido de pouco vulto em um período de menos de 6 meses na pasta, retirá-lo de lá para acomodar o Mercadante não me pareceu um bom negócio. Parte de nós acreditávamos na possibilidade de inovação e criação do Janine pela atuação dele na CAPES. Eu mesmo acreditava na possibilidade dele meter a colher no Pronatec, programa que é mais controverso e dotado de problemas graves de análise de resultados do que o governo gostaria de admitir….

Isso sem falar dos Institutos Federais… Importantíssimos, sem dúvidas, mas com distorções absolutamente graves que mereceriam uma análise de perto… Justamente pela importância que o ensino técnico tem entre nós…

Ao voltar o Mercadante para o MEC tenho a amarga impressão que a pasta prosseguirá em uma entediante mesmice… Não espero criticidade e tampouco inovação em uma pasta estruturalmente relevante para o Brasil dar o grande salto qualitativo adiante…

Por fim, boa medida a do corte de cargos comissionados. Ainda tímida, certamente, e talvez não tenha dado conta de nem da metade dos cargos ocupados por indicações estritamente políticas na União.

Responder

Gilmar Bolzan

02 de outubro de 2015 às 16h35

Só não entendo porque deixar sem ministro o ministério da justiça… não seria mais sensato indicar alguém ao cargo??? pois se é pra manter uma pasta sem ministro o melhor mesmo é extingui-la!!!!

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    Rosa Anello Dos Santos

    03 de outubro de 2015 às 00h00

    Concordo plenamente. Pergunto-me diariamente: que forças ocultas e poderosas o mantém no cargo?

    Responder

    Luciana Guarani Dadis

    03 de outubro de 2015 às 11h44

    Pensei exatamente a mesma coisa, foi a primeira que logo me ocorreu. Por que não aproveitar a faxina para tirar esse sonso (mal intencionado como são os sonsos) de lá?

    Responder

Adriano França Fernandes

02 de outubro de 2015 às 16h24

Pena o ZERO à esquerda do Cardozo ter continuado. Viva que mantiveram ao Juca.

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Alberto Gomes

02 de outubro de 2015 às 16h08

Quando é que os deputados do PT vão em massa pedir a saída de Cunha?

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Marilda Zaninelli

02 de outubro de 2015 às 16h08

Curo ,não tem tanta capacidade de achar,e Maria vai com as outras…..

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