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A resposta do Tijolaço à Globo

Por Redação

27 de fevereiro de 2016 : 10h32

por Fernando Brito, no Tijolaço

Enviei o seguinte e-mail à Globo, da mesma forma que recebi sua notificação.

Senhor João Roberto Marinho.

Recebi com atraso, por ter sido feita por e-mail “fale conosco” e se desviado para a caixa de “spam”, a comunicação de Vossa Senhoria. Com o noticiário sobre a notificação a outros blogs, pedi para verificar e a mesma, encontrada, foi imediatamente publicada, a guisa de direito de resposta que este blog não se recusou, não se recusa e não se recusará a conceder, de plano, a qualquer pessoa.

Assim, creio ter sido atendido o “pedido de retificação” feito por V. Sa. e, a seguir, como solicitado, em cada matéria, será colocado um link para a publicação integral da missiva enviada.

Bem assim, fica desde já o blog à disposição para qualquer esclarecimento que deseje o senhor oferecer à opinião pública, embora com microscópico alcance perto do império de comunicação que V.Sa. dirige.

Quanto à relação entre a mansão citada e a Família Marinho, certamente não há de desconhecer V. Sa. que foi noticiada pela prestigiosa Bloomberg, em 7 de março de 2012, sob o título “Brazil’s Rich Show No Shame Building Homes in Nature Preservese nos seguintes termos:

Heirs to Roberto Marinho, who created Organizacoes Globo, South America’s biggest media group, built a 1,300-square-meter (14,000-square-foot) home, helipad and swimming pool in part of the Atlantic coastal forest that by law is supposed to be untouched because of its ecology.

E, a seguir, na mesma reportagem:

Modernist Home

That’s the case with the Marinho media family. The Marinhos broke environmental laws by building a 1,300-square-meter mansion just off Santa Rita beach, near Paraty, says Graziela Moraes Barros, an inspector at ICMBio.

Without permits, the family in 2008 built a modernist home between two wide, independent concrete blocks sheathed in glass, Barros says. The Marinho home has won several architectural honors, including the 2010 Wallpaper Design Award.

The Marinhos added a swimming pool on the public beach and cleared protected jungle to make room for a helipad, says Barros, who participated in a raid of the property as part of the federal prosecutors office’s lawsuit against construction on the land.

“This one house provides examples of some of the most serious environmental crimes we see in the region,” Barros says. “A lot of people say the Marinhos rule Brazil. The beach house shows the family certainly thinks they are above the law.”

Ao que se tenha notícia, o referido texto, em publicação internacional de renome e alcance não mereceu a preocupação que, como é de seu direito, foi manifestada sobre este blog, de representar ” ofensa ao notificante e aos demais integrantes da família Marinho”.

Assim como nas inúmeras republicações que tal texto recebeu, total ou parcialmente, no UOL/Folha (Revista acusa família Marinho e Camargo Correa de construir mansões em áreas de preservação, em 18 de março do mesmo ano) ou a CartaCapital, de 15 de março, (RJ: Milionários destroem mata nativa com mansões).

As demais conexões partiram, claro, da razoável compreensão, ante a inação descrita (mormente de uma imensa empresa de comunicação, que monitora continuamente sua imagem pública)  de que a ligação entre a proprietária formal da casa – a Agropecuária Veine e de sua controladora Vaincre LCC – seria, de fato, uma ligação com quem lhe foi apontado como proprietário real e, mesmo dispondo de todos os meios para fazê-lo, não esclareceu que, como afirma em seu texto, que “a casa em questão e as empresas citadas na matéria não pertencem, direta ou indiretamente, ao notificante ou a qualquer um dos demais integrantes da família Marinho”.

Aliás, se me permite tratá-lo como colega jornalista  – e foi em O Globo que dei meus primeiros passos na profissão, em 1978 – tomo a liberdade – quem sabe a ousadia – de sugerir que as emissoras de TV, rádio, sites e jornais de suas Organizações, então, produzam, com os meios abundantes e o profissionalismo que reconheço em seus colaboradores, uma apuração sobre quem, afinal, é o proprietário ou usufrutuário daquela joia arquitetônica que, desafortunadamente, invadiu área de preservação ambiental e privatizou uma praia antes pública, em  que pese ser remota.

Sei que o tema ambiental é caro às suas Organizações e cito como exemplo a reportagem Construções irregulares avançam em 25 ilhas de Paraty, em O Globo, quando a referida construção já havia sido repetidamente multada e tinha ordem até de demolição mas que, certamente num lapso, não foi uma das irregularidades abordadas.

É uma imperdível oportunidade de sanear aquela omissão, naturalmente involuntária.

Creio que se estará, assim,  prestando um serviço público de alta relevância ao revelar quem, afinal, se oculta sob uma agropecuária para empreender uma edificação de altíssimo luxo. Este blog se comprazerá de aplaudir a ação cidadã das Organizações Globo em mostrar ao povo brasileiro quem, de fato, se aproveita daquele templo no paraíso.

Sempre à disposição para qualquer pedido de esclarecimento, fica um e-mail onde se poderá fazer de imediato qualquer contato que, com prazer e interesse público, será aqui imediatamente atendido. 

Permita-me, à guisa de conclusão, citar um ditado gaúcho – convivi muito com um deles e absorvi seus traços de honra e dignidade: “a luta não nos quita a fidalguia”.

Atenciosamente,

Fernando Brito, editor do Tijolaço.

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8 comentários

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Rachel

10 de abril de 2016 às 20h05

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Muito bom Fernando Brito.

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Vicente

27 de fevereiro de 2016 às 20h08

Sendo, ou não sendo dos Marinho, por que o justiceiro Sérgio Moro desistiu de investigar a mansão e seus donos? Tem que investigar se é honesto.

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    Luís CPPrudente

    27 de fevereiro de 2016 às 20h53

    O moleque que é titular da Vara de Guantánamo não investigará, pois ele não é honesto, ele tem rabo preso com o PSDB.

    Responder

    Vitor

    28 de fevereiro de 2016 às 09h52

    Vc tá misturando td. De jurisdições à atribuições…

    Responder

      Cesar

      29 de fevereiro de 2016 às 09h52

      Não, meu amigo, a história é outra, quando o MPF, a mando do Moro, criaram um roteiro mostrando um organograma dos apartamentos do Solari que iriam investigar. acabaram descobrindo uma trupe e os prenderam, quando viram que eram da lavanderia (de dinheiro) do Mossack, soltaram imediatamente os meliantes e a notícia do tal Triplex do “Lula” evaporou na mídia por uns tempo. Nesse mesmo período apareceu a bomba Rede Esgoto de Paraty, e quem estava por detrás… o Mossack de novo, que é a mesma história lá de BH, lembra do Brasif-FHC, o endereço sãos os mesmos ( e até de um delator chamado Paulo), entendeu a lógica do Moro ficar quieto?

      Responder

Luís CPPrudente

27 de fevereiro de 2016 às 20h03

Agora a famiglia Marinho diz que não é dona do triplex de Paraty! Ela deve esconder muita coisa, como por exemplo, como o dono do triplex de Parati consegue barrar a ação da justiça para impedir a demolição do triplex de Paraty, tal qual a pressão que a famiglia Marinho faz sobre a justiça para impedir a demolição de uma construção luxuosa da famíglia Marinho…no triplex de Paraty!

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Hell Back

27 de fevereiro de 2016 às 15h19

Já conhecedor da truculência dos Marinhos, vou me abster de comentar porque não quero ser alvo de ataques midiáticos contra minha pessoa.

Responder

Messias Franca de Macedo

27 de fevereiro de 2016 às 11h06

… O “juiz” DEMoTucano sérgio ‘mor(T)o’ &$ as organizações (sic) Globo se ‘desMOROlizam’ reciprocamente!
Viram, estropícios malignos?

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GLOBO CONFIRMA LEGALIDADE DE PALESTRA DE LULA

Empresas que contrataram palestras do ex-presidente Lula estão sendo questionadas pelo Ministério Público Federal para atestar se os serviços foram efetivamente prestados; uma delas foi a Infoglobo, da família Marinho, que lidera a campanha midiática contra o ex-presidente; em reportagem publicada neste sábado 27, o jornal O Globo esclarece que Lula efetivamente realizou a palestra, em 2013, e foi financiado pelo grupo; “Além de divulgar o evento em seus jornais, a Infoglobo arcou com os custos dos palestrantes, inclusive do ex- presidente Lula”, diz trecho de reportagem sobre a investigação, a respeito de um seminário sobre o Mapa do Comércio no Estado do Rio, realizado pela Fecomércio-RJ

27 DE FEVEREIRO DE 2016 ÀS 10:00

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/218772/Globo-confirma-legalidade-de-palestra-de-Lula.htm

***

Os agentes da ‘PORCA-tarefa’ imaginam que somente ‘O Príncipe [da Privataria]’ tem expertise para proferir palestras

http://www.brasil247.com/images/cache/1000×357/crop/images%7Ccms-image-000483708.jpg

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