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Judô militar

Por Luis Edmundo

02 de junho de 2016 : 21h56

Foto: Ministério da Defesa/Divulgação

Por Luis Edmundo Araujo, editor de esporte do Cafezinho

Serão todos militares os 14 atletas do judô brasileiro na Olimpíada do Rio de Janeiro. Anunciada ontem pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a delegação do esporte que detém o maior número de medalhas brasileiras nos Jogos (19) é toda ela oriunda do Projeto Atletas de Alto Rendimento, uma parceria entre os ministérios da Defesa e do Esporte. Dois dos maratonistas da delegação brasileira nos Jogos, os sargentos Solonei Rocha da Silva e Paulo Roberto de Almeida Paula, também fazem parte do projeto.

No caso do judô, os destaques da delegação são Sarah Menezes, sargento da Marinha que conquistou em Londres o inédito, único ouro entre as mulheres, e Tiago Camilo, sargento do Exército que pode ser o primeiro judoca brasileiro a conquistar medalhas em três Jogos diferentes. Prata em Sydnei, em 2000, mesma medalha de Carlos Honorato, Tiago conquistaria também o bronze em Pequim, quatro anos depois, e pode ultrapassar Aurélio Miguel (ouro em Seul e bronze em Atlanta, oito anos depois) e Leandro Guilheiro (bronze em Atenas, em 2004, e em Pequim, em 2008).

As conquistas do judô brasileiro nos Jogos Olímpicos começaram em Munique, em 1972, com a medalha de bronze do japonês naturalizado brasileiro Chiaki Ishii, na categoria meio pesado. Doze anos depois, em Los Angeles, foi a vez de Douglas Vieira trazer a prata, além dos bronzes de Walter Carmona e Luis Onmura. O feito do ouro de Aurélio Miguel em 1988 seria repetido em 1992, em Barcelona, com Rogério Sampaio. Quatro anos depois, além de Aurélio Miguel, Henrique Guimarães também levaria o bronze.

Considerado um dos melhores judocas do mundo no solo, Flávio Canto chegaria à sua maior conquista com o bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas. Na Olimpíada seguinte, quem fez história foi Ketleyn Quadros, que ao conquistar o bronze tornou-se a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha olímpica individual, abrindo caminho para a vitória de Sarah Menezes. Ao lado da única mulher a conquistar o ouro, os outros medalhistas brasileiros em Londres foram Mayra Aguiar, na categoria meio pesado, Felipe Kitadai, no superligeiro, e Rafael Silva, no pesado. Os três também são militares e estarão na equipe que tentará manter a história vitoriosa do judô olímpico brasileiro, batendo continência ou não.

luis.edmundo@terra.com.br

 

 

Luis Edmundo

Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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6 comentários

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Romero Farias

03 de junho de 2016 às 12h08

Nada a ver, prestar continência no pódio. Eles tem que escolher se estão representando o Brasil ou as Forças Armadas. É como se alguém no pódio mostrasse uma faixa com o nome do patrocinador ou da empresa em que trabalha.Se insistirem nisso não terão a minha torcida. Parece imagem dos tempos de Guerra Fria.

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    Kleber Morais

    05 de junho de 2016 às 08h45

    Estão representando o Brasil e as Forças Armadas. O texto deixa bem claro que eles são MILITARES e como tal são OBRIGADOS a prestarem continência à Bandeira Nacional hasteada e ao Hino Nacional Brasileiro. Não vejo nada demais.

    Responder

Thiago Vinicius Ramos Alves

03 de junho de 2016 às 00h22

O judô não é o esporte que mais conquistou medalhas para o Brasil nos Jogos Olímpicos e sim o Vôlei, que já ganhou 20 ao todo.

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