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Brasília - O presidente indicado para a Petrobrás, Pedro Parente, acompanhado do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, durante coletiva (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Pedro Parente mostra a que veio

Por Redação

03 de junho de 2016 : 00h17

Pedro Parente, Presidente indicado por Michel Temer para a Petrobras, em coletiva no Palácio do Planalto (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)

na FUP

Ao assumir a Presidência da Petrobrás nesta quinta-feira, 02, o tucano Pedro Parente deixou claro ao que veio: retomar a agenda de privatização que iniciou no governo FHC, quando aprovou no Conselho de Administração mudar o nome da empresa para Petrobrax e entregar 30% da Refap à Repsol.

Agora, a bola da vez é o Pré-Sal, o troféu que José Serra e Michel Temer prometeram entregar aos financiadores do golpe. Pedro Parente chegou avisando que “a Petrobrás apoia a revisão da lei do Pré-Sal”, reforçando o que Temer já havia anunciado: o apoio ao PL 4567/2016, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.

O objetivo é tirar a Petrobrás da função de operadora única e acabar com a participação mínima que tem de 30% nos campos licitados. Se isso acontecer, a empresa perderá 82 bilhões de barris petróleo, levando em conta as estimativas de que o Pré-Sal tenha 273 bilhões de barris de reservas. Que petrolífera no mundo abriria mão de todo esse petróleo, como pretende fazer o recém empossado presidente da Petrobrás?

TUCANOS PROMETERAM ACABAR COM O REGIME DE PARTILHA

A proposta que deu origem ao PL 4567/2016 já foi aprovada no Senado, através do PLS 131/2015, do tucano José Serra, atual ministro de Relações Exteriores, que desde 2010, quando disputava a eleição presidencial, havia prometido à Chevron e às outras multinacionais acabar com o Regime de Partilha do Pré-Sal.

Se o projeto passar também pela Câmara, abre o caminho para retomar o modelo de concessão, como querem os golpistas. Para impedir que o PL 4567/2016 seja aprovado, os petroleiros têm feito grandes enfrentamentos em Brasília. No próximo dia 14, junto com a Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, a FUP, Aepet e FNP realizam um ato público em defesa do Pré-Sal, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

O DNA PRIVATISTA DE PEDRO PARENTE

Entre março de 1999 e dezembro de 2002, Pedro Parente participou ativamente do Conselho de Administração da Petrobrás, onde aprovou medidas privatistas que causaram prejuízos irreversíveis à companhia:

  • Alteração do estatuto da Petrobrás para facilitar a privatização da empresa, a começar pela abertura do capital a investidores estrangeiros.  O governo FHC entregou 36% do controle estatal da Petrobrás aos acionistas privados, submetendo a empresa aos interesses do mercado internacional
  • Entrega de 30% da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) à Repsol, numa troca de ativos realizada em dezembro de 2000, que causou prejuízos de US$ 2,3 bilhões à Petrobrás. Os petroleiros denunciaram a negociata, onde a estatal cedeu US$ 3 bilhões em ativos e recebeu em troca US$ 750 milhões. Pedro Parente é um dos denunciados na ação que corre na justiça há 15 anos, mas que só  agora o STJ aprovou a realização de perícia no contrato entre a Petrobrás e a Repsol. Em dezembro de 2010, após muita luta da categoria, a Refap voltou a ser 100% Petrobrás.
  • Mudança do nome da Petrobrás para Petrobrax, um projeto orçado em 50 milhões de dólares, anunciado no final de dezembro de 2000, que tinha por objetivo arrancar o BR e as cores verde e amarelo da empresa, aniquilando sua identidade nacional, para facilitar a privatização. Diversos setores da sociedade civil se mobilizaram e os tucanos foram obrigados a voltar atrás.
  • Contratos de parceria da Petrobrás com o setor privado, entre 2000 e 2003, para construção de usinas termoelétricas, se comprometendo a garantir a remuneração dos investidores, mesmo que as empresas não dessem lucro. O valor das usinas equivalia a um terço das chamadas “contribuições de contingência”, que geraram prejuízos de mais de US$ 1 bilhão à Petrobrás.

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5 comentários

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Itaguary Poranga

03 de junho de 2016 às 09h36

Mês de junho, festejos de São João.
Tempo de QUADRILHAS em todas as esplanadas.
Brasilia está em festa.

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Maria Thereza G. de Freitas

03 de junho de 2016 às 08h40

graande negócio, pra quem vai receber esses 82 bilhões de barris. Esse sujeito devia ser preso imediatamente. E a MP 727/16 nem está em vigor. Os petroleiros deviam ter feito como o pessoal da AGU: não deixar nem entrar. #foraentreguistas

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Reinaldo Mechica Miguel

03 de junho de 2016 às 07h20

Não vão VENDER NOSSAS RIQUEZAS A PREÇO DE BANANAS E SE LOCUPLETAREM ROUBANDO-NOS DE FORMA SÓRDIDA E INESCRUPULOSA COMO NO PASSADO!!!

COM A PALAVRA OS PETROLEIROS…

FORA GOLPISTAS TRAIDORES DO POVO BRASILEIRO!

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Brasil Soberano

03 de junho de 2016 às 02h25

Pré-Sal, o troféu que José Serra e Michel Temer prometeram entregar aos financiadores do golpe.

Falou tudo. O resto so distracao para a verdadeira razao do golpe: entregar o petroleo e soberania brasileira para “investidores estrangeiros”. Ja que os interinos representam apenas interesses estrangeiros, aqui um lembrete:

In law, treason is the crime that covers some of the more extreme acts against one’s nation or sovereign.

Exemplo classico de “treason” esse golpe.

Sabendo que nas urnas jamais ganharam, aplicaram esse golpe. E pela velocidade dos interinos em continuar a agenda de treason, venho a temer ser tarde demais as diretas em 2018.

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JOHN J.

03 de junho de 2016 às 00h54

ele vai sucatear a empresa.
ele vai saquear os cofres da empresa.
ele vai entregar a empresa aos amigos empresarios internacionais.
ele vai RESTAURAR O QUE A QUADRILHA TUCANALHA NÇÃO CONSEGUIU TERMINAR.
ELE VAI ENTREGAR A MELHOR EMPRESA DO POVO BRASILEIRO AOS AMIGOS RICOS, EM TROCA DE CONTAS EM PARAISOS FISCAIS A TODOS GOLPISTAS DO TEMER.
GOLPISTAS SERÃO EXECRADOS PELO POVO BRASILEIRO PARA SEMPRE, ATÉ O FIM DE SUAS INUTEIS VIDINHAS SUJAS.,

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