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Copa Centenária

Por Luis Edmundo

04 de junho de 2016 : 01h03

Por Luis Edmundo Araujo, editor de esporte do Cafezinho

A Conmebol é, de fato, suspeitíssima, ainda mais com seu ex-presidente todo-poderoso Nicolás Leoz sem poder sair muito de casa, em Assunção, no Paraguai, em prisão domiciliar por participar do esquema de corrupção envolvendo os direitos de eventos transmitidos há décadas pela Rede Globo. Feita a ressalva, há que se festejar, sim, o centenário da mais antiga competição continental do futebol, vencida pela primeira vez pelo Uruguai, em 1916, e que começou com o pontapé inicial entre o anfitrião, Estados Unidos, e a Colômbia, jogo iniciado na noite de ontem e terminado na madrugada de hoje, no estádio Levis, em Santa Clara, construído para o futebol americano e adaptado para a primeira Copa América de futebol em solo americano, como o foram oito dos dez estádios preparados para a competição.

A Copa America do Centenário será também a primeira a contar, em caráter oficial, com equipes de todas as Américas, as seleções sul-americanas sob o jugo da Conmebol, e as das Américas Central e do Norte, reunidas na Concacaf, que também não escapou das tais denúncias de corrupção e teve, por exemplo, seu ex-secretário-geral Chuck Blazer banido do futebol pela Fifa, que por sua vez não é nada insuspeita, que o diga seu ex-presidente Joseph Blatter. Já houve na Copa América países de outras Américas, como o México, mais assíduo, finalista em 1993 e 2001, e Honduras, de triste memória para a seleção brasileira. Houve até o Japão, em 1999, mas todos jogaram como convidados esporádicos.

A primeira versão da Copa reuniu apenas quatro seleções: a anfitriã Argentina, o Brasil, o Chile e o Uruguai. Ao longo da história os países fundadores receberam a adesão dos demais selecionados sul-americanos, mas três deles mantiveram a hegemonia do torneio, o Uruguai na frente, com a Argentina na cola e o Brasil um pouco atrás na lista de campeões que só a partir do ano passado passou a incluir o Chile, país fundador que finalmente ganhou a sonhada Copa, em casa.

A desvantagem brasileira em títulos pode ser creditada ao jejum de exatos 40 anos entre a terceira conquista, em 1949, e a quarta, em 1989, período em que a Copa América teve campeões como a Bolívia, em 1963, o Paraguai em 1953 e 1979, e o Peru de Teófilo Cubillas, em 1975. E se exorcizou parte de seus fantasmas de 1950 ao quebrar a seca de conquistas contra o Uruguai, no Maracanã, a seleção brasileira teve ainda de esperar mais oito anos para finalmente vencer uma Copa América fora de casa, a de 1997, na Bolívia, com direito a frase histórica do técnico Zagalo. Depois vieram os títulos de 1999, 2004 e 2007 para que a seleção brasileira se habituasse a vencer, também, fora de casa. Agora, falta vencer no lado norte da América.

 

luis.edmundo@terra.com.br

 

 

Luis Edmundo

Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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