Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Áudio: o discurso de Lula na Paulista

Por Miguel do Rosário

11 de junho de 2016 : 11h06

No site do Instituto Lula.

Em discurso emocionado, Lula defende respeito ao voto e ao país
10/06/2016 21:13
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou na noite desta sexta-feira (10) na avenida Paulista, durante a manifestação contra o golpe. Lula disse que o presidente interino Michel Temer sabe que o que ele fez não foi correto. “Temer, você é um advogado constitucionalista. Você sabe que não agiu corretamente assumindo a presidência. Por favor, permita que o povo retome o governo com a Dilma e dispute eleições em 2018 para ver se você vai ser presidente”. Durante seu discurso, Lula chegou a se emocionar ao lembrar da mãe e da infância na pobreza e desafiou “Eu quero ver o dia em que alguém vai encontrar um real de desvio nas minhas contas (…) parece que hoje as pessoas não querem condenar com provas ou com julgamento, mas com manchetes de jornal.

Lula lembrou que naquela mesma avenida Paulista, muitas pessoas foram protestar contra a corrupção usando a camisa da CBF, mas hoje essas mesmas pessoas estão com vergonha e não conseguem defender o governo que colocaram no lugar. Disse ainda que o que esse governo quer é fazer um desmonte no país. “Quando eu fui eleito, eu tinha uma obsessão: era provar que um peão de fábrica sem diploma poderia governar esse país melhor”. O desafio nunca foi fácil, mas hoje, quando o governo tem um problema, a solução é sair vendendo. “Eles querem promover um desmonte do país. Eles têm medo das coisas públicas, porque não sabem governar, só sabem privatizar”.

A população mais pobre voltou a ser tema central no discurso. “O pobre deixou de ser problema e passou a ser a solução. Se eu empresto 500 milhões a um empresário, ele pega e coloca no banco para ganhar juros. Se eu empresto 100 reais a um pobre, isso vira comida, consumo, emprego… movimenta a economia”.

A política externa do novo governo também foi muito criticada. Lula citou uma entrevista na qual o atual chanceler dizia que o Brasil não deveria se meter nas coisas de país de primeiro mundo e se contentar com seu papel de país pobre, atrasado. “Não podemos ter esse complexo de vira-lata. Aprendi com minha mãe analfabeta a andar de cabeça erguida. O que faz você ser respeitado não é ser grande ou ser rico”.

Nesse momento, Lula se emocionou ao lembrar de sua mãe e da infância e dos repetidos ataques de que tem sido vítima. O ex-presidente lembrou que fortaleceu o Ministério Público, a Polícia Federal, deu recursos, autonomia e respeito às instituições, mas que não podemos aceitar que essas instituições sejam partidarizadas. Disse ainda que tem paciência e, em tom de desafio, disse que quer ver uma prova qualquer de desvio em suas contas. Lula criticou ainda a condenação midiática, sem respaldo em provas. Disse que hoje as pessoas preferem condenar não na Justiça, mas numa manchete de jornal. E desabafou: “Quem não morreu de fome até os cinco anos onde eu vivi e venceu a fome não tem medo de nada. Quanto mais eles me provocarem, mais eu corro o risco de ser candidato à Presidência em 2018″

Ouça a íntegra do discurso:

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O site do Instituto Lula também publicou ontem a seguinte nota:

Nota de Lula ao Jornal Nacional

10/06/2016 20:54
O ex-presidente Lula já esclareceu ao Ministério Público, em depoimento no dia 7 de abril, que são falsas as afirmações do réu confesso Delcídio Amaral. E já respondeu a essa falsa denúncia, perante o Supremo Tribunal Federal, no dia 27 de maio. Lula sempre agiu dentro da lei. A repetição dessa notícia, velha, requentada, no momento em que o governo golpista de Michel Temer é repudiado pela população brasileira, reflete apenas a intenção da Rede Globo em difamar o ex-presidente Lula e o projeto político que ele representa.

Observação: a nota não foi lida, em mais uma censura do Jornal Nacional

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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tobias

12 de junho de 2016 às 17h27

a mortadela acabou,vão trabalhar petralhas !

Responder

    migueldorosario

    13 de junho de 2016 às 00h57

    hehe que elegancia e criatividade!

    Responder

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