Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Comentário sobre as manifestações de sexta-feira

Por Miguel do Rosário

11 de junho de 2016 : 13h35

(Cinelândia, Rio de Janeiro, 10 de junho de 2016. Foto: Cuca da UNE).

Cheguei à Cinelândia relativamente cedo, por volta das 19 horas. Ainda não tinha muita gente, talvez algumas centenas de pessoas, mas já o suficiente para abarrotar a escadaria da Câmara dos Vereadores e o espaço em frente.

Algumas faixas já haviam sido estendidas: Todos contra o golpe, Botafoguenses contra o golpe, Globo golpista.

Uma grande bandeira do PT pendia ao lado da escadaria.

A marcha que vinha da Candelária ainda não havia chegado.

Em seguida, houve movimentação na escadaria, os músicos de uma orquestra sinfônica haviam se posicionado por lá e começaram a tocar canções populares. Tocaram também uma versão de Carmina Burana na qual o refrão é cantado com um “Fo-ra Te-mer”, “Fooo-ra Te-meeer”.

O público começava a se adensar. As centenas já começaram a se tornar milhares.

Eu perambulava por ali bebericando heinekens e cumprimentando amigos e conhecidos.

De vez em quando, alguém me reconhecia, batia no meu ombro e me dava parabéns pelo blog. Menciono isso para ilustrar uma coisa mais geral: já está sendo construída, há algum tempo, uma nova cultura política no país, baseada em outros meios de informação. Não importa se ela ainda não é hegemônica e sim que ela existe, cresce muito rápido e oferece um baluarte emocional para milhares, quiçá milhões de pessoas.

Esta nova cultura – sobre a qual ainda iremos falar muito – é a maior derrota do golpe.

A esta altura, oito e pouco da noite, a Cinelândia já estava lotada. E começa a chegar ainda mais gente, vindo junto com marcha que havia começado na Candelária, tendo à frente o caminhão de som e os bandeirões das centrais.

Eu olhei os bandeirões gigantes com uma simpatia quase nostálgica. Eu sempre tive implicância contra esses bandeirões e bolas infláveis gigantes, que tem apenas o nome da entidade. Achava-os insossos, sem criatividade. A onda de bandidos reacionários que assaltou o país me fez olhá-los desta vez com uma simpatia especial. Não os via mais como exibição de força corporativa, e sim como símbolos de resistência da classe trabalhadora.

O público cresceu, eu encontrei meus velhos amigos, as bandas começaram a tocar no caminhão de som.

Comentávamos que, mesmo diante do maior ataque conservador das últimas décadas, com uma horda golpista e criminosa tendo assaltado o poder, nossa manifestação não era raivosa como a dos coxinhas.

A gente continua comemorando a festa da democracia, realizando eventos políticos de grande envergadura, onde parlamentares como Marcelo Freixo e Jandira Feghalli, lideranças sindicais como o Marcelinho da CUT-RJ, fazem seus discursos e são ouvidos respeitosamente pelo público.

Não há ódio à política no campo progressista.

Há, pelo contrário, um grande amor pela política.

A direita não consegue, nem de perto, fazer um evento como esse no Rio de Janeiro. Um evento não apenas grande, mas homogêneo, organizado, político, divertido.

Não vejo muita graça em participar de um evento monstruoso de rua, mas cheio de manifestações bizarras e fascistas, como a daquele sujeito na Paulista que, convidado pela organização a falar no carro de som, começou a mandar Montesquieu “tomar no cu”.

Os eventos do campo progressista, assim como os da direita, ainda se restringem, porém, a setores da classe média, apesar de que os nossos são mais diversos em todos os sentidos: socialmente, etnicamente, etariamente. Somos mais jovens, mais negros, mais femininos, mais pobres.

Ainda precisamos, todavia, chegar à grande massa, mas isso virá naturalmente, com ajuda de um governo e de uma mídia que não demonstram a mínima preocupação com as dificuldades materiais do povo brasileiro – vide a virulência e desprezo com que tomaram os ministérios sociais, fazendo desaparecer, em dias, departamentos inteiros que cuidavam de programas importantes.

De fato, não há nenhum motivo para festejar. O desmantelamento brutal do Estado mínimo de bem estar social montado por Lula e Dilma ainda se fará sentir pesadamente sobre as classes mais pobres.

A alegria que víamos na praça não era uma alegria de comemoração, todavia.

Era uma alegria que vem da sensação de força, que por sua vez nasce da união com seus iguais, do sentimento de alívio em saber que ainda temos uns aos outros.

Até nossas divergências internas, no campo da esquerda, foram postas de lado ontem. Psol, PT, PCdoB, Povo sem Medo, Cut, CTB, movimento estudantil, além da maioria de pessoas sem ligações com nenhuma organização, estávamos todos ali, sem hostilizarmos uns aos outros, tolerantes com nossas diferenças.

Eu acho realmente incrível o desprezo com que a grande mídia trata o campo progressista, como se ele não tivesse vencido quatro eleições presidenciais consecutivas, como se não contasse com a elite intelectual do país, como se não fôssemos milhões de trabalhadores, cidadãos patriotas, honestos, eleitores, cumpridores da lei, consumidores, pagadores dos nossos impostos.

Só para constar, na Cinelândia ontem, estavam presentes inúmeros artistas, alguns famosos, globais, cineastas premiados, como Claudio Assis e Matheus Nachtergaele.

Eu conversava com meus amigos: essa praça cheia, com 5, 10, 20 mil pessoas, é o que conseguimos fazer. Não é nenhuma demonstração gigantesca como as dos chavistas em seus bons tempos, com 700 mil pessoas nas ruas de Caracas, mas é o suficiente para ganharmos eleições, como ganhamos, de fato, por quatro vezes consecutivas!

Nos últimos meses, no Rio de Janeiro, o campo progressista, antigolpe, organizou grandes manifestações na Praça XV, na Carioca, na Lapa e agora na Cinelândia.

Foram, simplesmente, as maiores manifestações políticas da cidade das últimas décadas! Importante enfatizar que foram eventos políticos, com discursos de parlamentares, lideranças sindicais e de movimentos sociais.

A direita, é bom repetir, não consegue fazer nada parecido com isso.

No palco, Tico Santa Cruz, lá pelas nove ou dez horas, cantou Tente outra vez, de Raul Seixas. Eu comentei com os amigos e amigas, que cantavam e dançavam perto de mim, como aquela música parecia atual.

Não diga que a vitória está perdida, pois é de batalhas que se vive a vida! Tente outra vez!

Aquela canção que eu já ouvira tantas vezes, a ponto de não gostar mais dela justamente pelo excesso, por esse enjoo inevitável que sentimos quando ouvimos, por muitos anos, a mesma música: de repente, o Tente outra vez de Raul voltara a ser uma novidade!

Não havia por perto nenhuma rede de televisão. A última rede que cobria nossas manifestações era a TV Brasil, destruída em alguns dias pelo diretor imposto por Eduardo Cunha.

Os poucos dias de Laerte Rimoli à frente da EBC, antes do retorno de Ricardo Melo via medida judicial, foram devastadores: ele demitiu inúmeros diretores considerados “petistas” ou de esquerda, e foi assediado por todos os traidores, invejosos e puxa-sacos, prontos a atacar seus colegas em troca de promoções, que aliás conseguiram. Em suma, Limoli tornou a empresa praticamente desfuncional.

De maneira que não há mais cobertura tradicional de nossos eventos, o que traz conforto à plutocracia, porque é como se eles não existissem.

Para nós, por outro lado, este bloqueio reforça a tendência do nosso campo de procurar seus próprios meios de informação, de criar suas próprias redes. Ou seja, esse abandono nos fortalece. Não encontrando informações sobre esses eventos nos meios tradicionais, mas sabendo que eles aconteceram, as pessoas (e não só do nosso campo) as procuram em outra parte. Daí o crescimento constante, acelerado, da audiência das nossas redes sociais e blogs.

O golpe não conseguiu – ao contrário, está se afastando cada vez mais disso – realizar o seu principal intento, que é se tornar “social”, que é se firmar como um fato histórico positivo. Não conseguiu. Eles perderam a batalha da narrativa, e a prova disso é que Michel Temer não consegue se movimentar fora dos salões da TV Globo e da Fiesp. Fora desses ambientes praticamente militarizados, é escracho, escracho, escracho!

Há enormes áreas sociais onde a direita jamais vencerá. O golpe, ao contrário, blindou ainda mais áreas sociais inteiras contra o avanço da direita e do fascismo.

Talvez seja isso o que mais os desespere, que os façam vir aqui no blog, fazer comentários raivosos, ofensivos. Eles não conseguem acreditar que não precisamos, como eles, de governos, de grande mídia, de corporações patronais, a bancar repressão, a convocar manifestação, a patrocinar patos infláveis. Eles não conseguem acreditar que as derrotas políticas não significam, para nós, mais que etapas, quiçá necessárias, de uma luta eterna por mais democracia e liberdade.

É esse desespero de nos ver sempre alegres e dispostos que os faz desistirem da luta clássica, honesta, e aderirem a todo tipo de jogo sujo e golpista. Mas eles não terão nossos corações e mentes jamais, porque estamos blindados por dez mil anos de lutas sociais.

Que dez mil anos! Estou convencido que as lutas sociais continuam um processo ainda mais antigo, de milhões de anos, que é a luta do homem contra todos os elementos que o oprimem, contra sua própria estupidez, contra seu próprio egoísmo, contra sua própria violência, contra as forças da natureza que parecem querer lhe destruir.

A alegria serena das pessoas na Cinelândia, ontem, era uma alegria de guerreiros, dançando em volta de uma fogueira, depois de uma dura batalha.

É a alegria de quem está preparado para lutar a vida inteira, e cujo maior prazer é justamente esse: olhar para a sua amiga ao lado com dignidade nos olhos, sentindo orgulho de estar a seu lado, orgulho por você e por ela!

Nossos erros, somos os primeiros a admiti-lo, com uma consciência moral que eles – bando de safados golpistas – jamais terão. Admitimos e estamos prontos a corrigi-los agora e no futuro. Mas os nossos erros, ou de nossas lideranças, não nos farão mudar de lado! Jamais! No máximo, escolheremos outras lideranças, ou ajudaremos as que temos a se corrigirem!

Eles podem nos caluniar, nos prender, nos bater, nos amarrar, nos asfixiar financeiramente. Podem nos matar. Nós somos muitos e nos multiplicamos e nos reproduzimos.

Somos a maioria da população – não a efêmera e falsa maioria das pesquisas, mas a maioria do voto e, sobretudo, a maioria dos que trabalham duramente e precisam de serviços públicos de qualidade – serviços que apenas um Estado de bem estar social, que tribute fortemente os mais ricos, poderá prover.

Atrás de nós, nos protegendo, nos embalando, nos incitando a ir em frente, temos milhares de séculos de lutas. Não só atrás – também à nossa frente!

Poetas, guerreiros, políticos, feministas, intelectuais, trabalhadores, vagabundos, herois, santos, bandidos, profetas, o panteão da nossa história não é ocupado por mauricinhos de camisa da CBF, por hipócritas apoiadores do golpe, e sim por aqueles que, mesmo sabendo que jamais veriam, em vida, os resultados de seus esforços, mesmo assim lutaram bravamente pela liberdade de seu povo.

Como dizia Shelley,

Rise like lions after slumber
In unvanquishable number;
Shake your chains to earth like dew
Which in sleep had fallen on you.
You are many, they are few.

(The mask of anarchy).

Que eu traduzo literalmente assim:

Ergam-se qual leões após o repouso
em número invencível;
Lancem seus grilhões ao chão como orvalho
que tenha caído à noite sobre suas costas.
Vocês são muitos, eles são poucos.

(A máscara da anarquia)

Abaixo, fotos da manifestação Fora Temer em São Paulo e Rio de Janeiro.

Primeiro, São Paulo (fotos do meu amigo Wagner Moraes):

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Mais São Paulo. Desta vez, foto dos Jornalistas Livres.

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Mais São Paulo, foto do Ricardo Stucker:

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Agora, Rio de janeiro (fotos do Cuca da UNE):

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Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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36 comentários

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Midori Mayari

13 de junho de 2016 às 21h09

Não cobrir parte da história é atualmente uma aposta de risco da mídia hegemônica; por um lado isso encobre, ainda que parcialmente, o que a mídia hegemônica não mostra, mas pelo outro lado dá à mídia alternativa o controle da narrativa desses fatos.

Ou seja, quando a mídia hegemônica não faz o contraponto, permite que a história seja contada por veículos como O Cafezinho.

Se isso vai ser melhor ou pior para eles, não sei. De minha parte só descobri esse universo de sites e blogs de notícias não alinhados à grande mídia quando fui procurar por notícias que tinham tomado chá de sumiço na grande mídia, então sou meio que grato por essa tentativa deles esconderem parte da verdade; isso me permitiu abrir os olhos como nunca antes.

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Mauro AsiloaSnowden Amaral

13 de junho de 2016 às 13h10

Importante! Principalmente para constatar o cinísmo cafajeste da grande imprensa com a diferença nos destaques dados às manifestações coxinhas e às que agora gritam o “fora Temer”…

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Aurelio Amado de Oliveira

13 de junho de 2016 às 08h25

Emocionante! Um texto brilhante para refrescar nossas almas.

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Fabiana

13 de junho de 2016 às 01h31

Quem se importa com a Globonews , se a imprensa internacional está mostrando e o povo está na rua, não está vendo TV por assinatura.
Mais RUAS JÁ !!!
Pense na festa da vitória contra o golpe….pense na alegria de ver salva a nossa democracia.

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ayrton Pyrtz

13 de junho de 2016 às 01h22

O texto é bunitinho, pretensiosamente poético mas as manifestações foram fracas.

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Odara

12 de junho de 2016 às 23h23

Leio o texto com 2 dias de atraso. … e é belíssimo!
Parabéns e, sobretudo, obrigada pela injeção de ânimo! ;)

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Nazario Bento

12 de junho de 2016 às 08h07

Depois deste post do ROSÁRIO decidi: Vou me cadastrar e ajudar O Cafezinho! Ele é demais de bom, sô!

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Daniel

12 de junho de 2016 às 04h42

Aqui em Recife foi uma beleza também, com 30 mil pessoas. e nada foi mostrado na mídia Golpista. Sexta que vem, teremos Dilma por aqui, e nova festa da Democracia.

Já rola no MBL e seus parceiros, a foto de ontem da paulista ao lado da foto deles, dizendo, desonestamente é claro, pois a foto foi feita quando ainda não estava cheio, que o PT acabou pois só tinha meia dúzia de gatos pingados. E que dia 31 eles vão ser milhões novamente. Mas nos comentários o que mais se vê é cobrança de coerência dos seus adeptos um pouco mais lúcidos. Eles gostam de se enganar, de que a Paulista, por que tem helicóptero da Globo, é todo o Brasil. E já não escondem que não se importam com o governo corrupto que instalaram, com tanto que não seja o PT. E ainda vem o carinha aí em cima falar de “culto”.

Responder

    Fabiana

    13 de junho de 2016 às 01h42

    Quem se importa com MBL, com Globo ?

    MBL já era, não consegue reunir ninguém para mais nada.

    Enquanto o Temer não fez nenhuma aparição em público, nem sequer com o MBL a aplaudir…..

    Quando o Temer se olha no espelho ele sabe que é um farsante, que não é o verdadeiro presidente do Brasil, que não é reconhecido pela população, nem aqui nem lá fora.
    A faixa presidencial do Brasil é muito grande para ser usada por um sujeito tão desprezível .

    Dilma segue por aí, livre, recebendo homenagens e muito apoio.

    Responder

Marisilda Silva

12 de junho de 2016 às 01h49

Escreveu por todos nós. Avante!

Responder

Alexandre Moreira

11 de junho de 2016 às 22h59

Prezado Miguel fico feliz de saber que você reencontrou a alegria de escrever. Não que a tenha perdido, longe disso, acho que somente andou exigindo demais de você nas ultimas semanas. Para nossa alegria a sua alegria voltou.

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marcelo batista

11 de junho de 2016 às 21h49

É bom ver pessoas politizadas, emocionadas, concientes, guerreiras, resistentes. Vale a pena lutar.

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José Kleber

11 de junho de 2016 às 22h25

Tudo na vida tem o seu lado positivo e negativo, o positivo do golpe foi nos acordar para a militância política, hoje vemos todos falando de política nos mais variados segmentos da sociedade, em todos os lugares e a camada que mais está sofrendo com este famigerado golpe não cruzou os braços deitada em berço esplêndido lamentando, estão reagindo ao golpe indo pra rua encarcerando o presidente interino golpista que não pode se deslocar pelo país e ovacionando a presidenta eleita.

Responder

Luís CPPrudente

11 de junho de 2016 às 21h15

Já não procuro nenhum noticiário da imprensa golpista, incluo nesse rol a evangélica TV Record que aderiu ao golpe. Rede Golpe de Televisão faz tempo não acompanho, Rede Band(ida) também já não acompanho faz tempo. A minha fonte de informação são os blogs como o Cafezinho, a TV Senado, a TV Câmara e a TV Brasil.

Responder

Janeto Bobo

11 de junho de 2016 às 21h00

Em BH aumentamos a cada manifestação, alto astral, coxinhas são raros e se mandam com poucas vaias.

Responder

Cassia Soares

11 de junho de 2016 às 21h15

Suas palavras refletem minhas emoções. Obrigada por compartilhar.

Responder

Ricardo cardodo

11 de junho de 2016 às 20h20

Obrigado pelo texto! Me senti no evento!!

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Lilana Lima

11 de junho de 2016 às 18h45

Queria mesmo acreditar q isso do golpe fosse um sonho!

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maria nadiê rodrigues

11 de junho de 2016 às 18h07

Nunca vi tanta criatividade com as manifestações sendo embaladas por uma orquestra sinfônica. Caminhando de Vandré foi de arrepiar, com todos cantando o refrão. O Rio de Janeiro tinha também muita gente, que primeiro se dividiu entre a Cinelândia e a Candelária. Infelizmente não vi quando as massas se juntaram porque o vídeo parou com a saída da orquestra. Mas foi demais. O povo não arredou pé mesmo após meia-noite.
Em São Paulo foi de lascar. Tinha tanta gente que Lula precisou se deslocar de uma extremidade a outra do palco, afim de se dirigir a todos de igual maneira.
Não tinha menos de cem mil pessoas ali, e contando com os do RJ e de outras cidades, foi uma manifestação poderosa, que ficará mais intensa com outras demandas da população, como a não extinção da EBC.

Responder

    Thiago Raphael

    11 de junho de 2016 às 23h29

    Esse movimento Fora Temer, essas manifestações não podem parar, elas precisam continuar e crescer. O povo não pode desanimar, não pode aceitar esse Golpe.

    Responder

Sandra Neves de Andrade

11 de junho de 2016 às 17h51

Viva a alegria e a bom combate!!! Fora golpistas!!!

Responder

Maria Helena

11 de junho de 2016 às 17h32

Parabéns! Texto magnífico! Lendo o, parecia estar lá junto com esse povo valente que não se deixa curvar.

Responder

Matheus Ps

11 de junho de 2016 às 17h16

Bonita síntese: Eu acho realmente incrível o desprezo com que a grande mídia trata o campo progressista, como se ele não tivesse vencido quatro eleições presidenciais consecutivas, como se não contasse com a elite intelectual do país, como se não fôssemos milhões de trabalhadores, cidadãos patriotas, honestos, eleitores, cumpridores da lei, consumidores, pagadores dos nossos impostos.

Eu acho que no final das contas, é o que a maioria quer, e por isso é preciso estereotipar e demonizar a esquerda.

É lamentável que o poder econômico hoje está nas mãos da direita. A luta está intensa como a muito tempo não estava, e espero a esquerda cada vez mais renovada.

Responder

    João Batista Kreuch

    11 de junho de 2016 às 19h13

    Pois é… mas o poder econômico costuma estar com a direita… e a defesa dos direitos com a esquerda… mesmo com Lula a Dilma.. isso nao deixou de ser assim.. só ficou um pouco mais controlado.. mas veja com que força o golpe se impôs…

    Responder

Fabio Nepomuceno

11 de junho de 2016 às 16h46

Antes eu achava que um esquerdóide, um socialista, um comunista era digno de pena, mas hoje vejo que estava redondamente enganado. Vocês são fundamentalistas religiosos. Sim, é uma religião que acredita não em um deus, e sim na utópico Estado Comunista, mesmo sabendo que essa desgraça matou mais em 100 anos que todas as guerras travadas pelos homens nos 2 mil anos, e tudo isso nos tempos de paz. Guarde aquele papo de que o comunismo na verdade nunca foi realmente implementado. Balela! Retórica asquerosa quando os vejo louvar e admirar países totalitários. Como ser pensante, vindo da pobreza e vencendo pelos estudos, fico me perguntando o por quê de no mundo inteiro os pobres ou refugiados da guerra e da fome não buscam um asilo político, um novo lar nos ditos “paraísos socialistas” que vocês idolatram? Por que sempre buscam desesperados as nações onde impera o capitalismo e a livre concorrência? Sinceramente pedir e esperar que essas pobres almas busquem abrigos nesses ” reinos onde emanam leite e mel” é desejar demais, não acha? É notório e sabido que os próprios comunistas e socialistas cheios da grana torram riquezas em férias em hotéis ou casas exatamente onde há tudo o de bom que somente o “maldito” capitalismo pode oferecer. Acredito que só há uma solução para “salvar” os jovens estudantes: travar uma guerra no campo do conhecimento a permitir que não se alimentem da lavagem cerebral fornecida por “professores doutrinadores” dessa ideologia provada na prática com resultados funestos. Hoje não tenho pena de vocês, são cretinos “religiosos” que não têm mais sensibilidade e nem compaixão das milhões de pessoas que passam fome na Venezuela. Pouco importa quantos morram para vocês, o que importa é a revolução. Um professor de História certa vez me disse ” se os comunistas não se importam com a morte de milhões de camaradas na busca de sua ideologia, pouco se importará de matar outros milhões de oponentes que pensam diferentes.”

Responder

    João Batista Kreuch

    11 de junho de 2016 às 19h19

    Eu ate comece a ler esse seu comentario.. mas sua interpretaçao “sociológica” está equivocada… nao se trata de religião mas de consciência social e politica. O seu fechamento na busca de uma explicação sem entender o que leu – se leu! – me desanima de prosseguir…

    Responder

      Fabio Nepomuceno

      27 de junho de 2016 às 11h10

      João Batista, consciência social e política imposta não é consciência, é ditadura. Se uma ideologia para ser provada necessita matar, mentir, manipular e odiar, então deve ser combatida. Minha crítica é ao socialismo, a esquerda idiotizada, que mesmo diante da realidade continua com teorias da conspiraçao desde que seja para agradar bobos: Globo é golpista, a direita quer entregar nossas riquezas aos imperialistas, os que pensam diferente são machistas e homofóbicos… santa ignorância só fornecida nas mentes esquerdóides enquanto aguardam o Shangri-lá comunista. Enquanto esse dia não chega, choremos os mais de 100 milhoes de mortos pelo caminho deixados pela tal “consciencia social”.

      Responder

        João Batista Kreuch

        27 de junho de 2016 às 11h33

        Cara, seu raciocínio continua deturpado. Você tem suas frases sobre o comunismo ou socialismo e sobre as esquerdas todas prontas, com opiniões fechadinhas. Aí se sente confortado replicando esse tipo de afirmações. Quem é que “não se importa com a morte de milhões de pessoas”.. a esquerda? Raciocine: quem coloca o ser humano em primeiro ligar são os governos de esquerda, com programas sociais, programas de educação, bolsas para estudos, criação de oportunidades de intercâmbio em universidades estrangeiras, acesso à educação superior… Quem mais fez isso no Brasil, senão Lula e Dilma??? Você não enxerga porque é obcecado! Só isso.

        Responder

Edmilson

11 de junho de 2016 às 17h38

Também estive lá. Quando cheguei em em casa vi a bandida Globonews falar por míseros 15 ou 20 segundos das manifestações em todo o País, passando uma imagem da Cinelândia no final do ato, quase vazia. Espalhem imagens da manifestação nas redes sociais pra mostrar como a Globo é desonesta.

Responder

andreson cassius silva

11 de junho de 2016 às 15h54

Estive lá e a alegria de ver pessoas com algo em comum vale muito. Ver que a despeito de toda a ofensiva mídiatica, ainda existem pessoas que acreditam e não se entregam ao mais fácil e confortável.

Responder

gilberto

11 de junho de 2016 às 15h49

Estive ontem na Paulista, e apesar do frio, também tive essa sensação de desejo dos presentes em fortalecer a luta em defesa da democracia. Um fato que me chamou a atenção foi, como destacado no post, a diversidade dos presentes, embora convergindo para o mesmo objetivo: a liberdade.

Responder

zazul

11 de junho de 2016 às 15h44

Parabéns por ser a voz de tantos, e dizer tão bem o que é!

Responder

johony

11 de junho de 2016 às 15h38

Li o texto e me senti lá no meio do povo.

Responder

raquel rabbit

11 de junho de 2016 às 15h11

delicia de texto. Muito obrigada!

Responder

cousinelizabeth

11 de junho de 2016 às 15h04

Lindo texto! E descreve perfeitamente a sensação de todos nós, também de SP. Estive lá no MASP e a alegria da reunião de toda aquela gente de esquerda foi uma catarse, lavou minha alma. Obrigada pelo poema no final do post, Miguel.

Responder

renato andretti

11 de junho de 2016 às 14h22

Sou apaixonado por isto..

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