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MST cobra virada econômica e critica duramente juros altos que travam reforma agrária

13 Comentários🗣️🔥 João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, em foto de arquivo. (Foto: cartacapital.com.br) O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra João Paulo Rodrigues afirmou que a política de juros altos e o orçamento limitado paralisam a reforma agrária no Brasil. Em entrevista ao portal CartaCapital, o dirigente defendeu que o governo […]

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João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST, em foto de arquivo. (Foto: cartacapital.com.br)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra João Paulo Rodrigues afirmou que a política de juros altos e o orçamento limitado paralisam a reforma agrária no Brasil.

Em entrevista ao portal CartaCapital, o dirigente defendeu que o governo precisa promover uma virada econômica para garantir recursos à desapropriação de terras e ao apoio às famílias no campo.

A atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou avanços em políticas sociais e na recuperação de programas desmontados anteriormente. No entanto, o setor agrário segue em situação crítica, de acordo com o líder do MST.

Cerca de 10 mil famílias foram assentadas desde 2023, o que o movimento considera insuficiente diante da demanda histórica acumulada. Seriam necessários 15 bilhões de reais para resolver o passivo de famílias acampadas há mais de uma década, enquanto o orçamento atual é de apenas 500 milhões.

Rodrigues critica especialmente a política monetária do Banco Central, que mantém a taxa Selic em patamar elevado. Para o dirigente, essa decisão impede investimentos produtivos e reduz a capacidade do Estado de financiar políticas estruturais.

Embora o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seja uma pessoa de confiança do governo, suas justificativas para manter os juros elevados não convencem o MST. “Dá qualquer sinal de instabilidade e mantém o juro alto. Isso é um absurdo”, disse Rodrigues.

O baixo investimento em setores organizados como sindicatos, comunidades indígenas e quilombolas também merece críticas do movimento. Rodrigues defende o retorno do imposto sindical como forma de fortalecer a estrutura dos trabalhadores rurais.

Ele critica ainda a falta de recursos para políticas de alfabetização e mecanização agrícola. Menos de 5 por cento dos agricultores familiares têm acesso a maquinário, o que o dirigente considera inaceitável em um governo de esquerda.

Para o MST, a reforma agrária deixou de ser tratada como solução e passou a ser vista como problema. Essa percepção resulta da criminalização promovida pela direita e do recuo da esquerda em defender o tema.

O dirigente argumenta que ocupar terras é um instrumento legítimo de luta social. O governo dispõe de instrumentos legais para avançar na reforma agrária sem depender do Congresso Nacional.

O problema, segundo Rodrigues, é a falta de dinheiro e de decisão política para priorizar o campo. O movimento também prepara estratégia eleitoral para ampliar sua representação institucional no país.

Atualmente o MST conta com três deputados federais, todos do PT, e pretende dobrar esse número nas próximas eleições. São 18 pré-candidatos em todo o país para assembleias estaduais e para a Câmara dos Deputados.

A prioridade imediata segue sendo a reeleição do presidente Lula. Rodrigues projeta já o debate sobre o futuro político da esquerda até 2030.

Ele defende a formação de novas lideranças e a construção de um projeto de transição para o período pós-Lula. “Temos que organizar um novo time de segunda e terceira geração. Não adianta achar que há sucessão natural”, afirmou o dirigente.

O desafio central é recolocar a reforma agrária no centro do debate progressista. A medida visa transformá-la novamente em símbolo de desenvolvimento e justiça social.


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Tonho Patriota

18/04/2026

LÁ VEM O MST QUERENDO MAIS DINHEIRO DO POVO PRA INVADIR TERRA DOS OUTROS! ESSES COMUNISTA NÃO PRODUZ NADA, SÓ FAZ O L E FICA RECLAMANDO DOS JUROS! SE TRABALHASSEM DE VERDADE NÃO PRECISAVA DE REFORMA AGRÁRIA NENHUMA!

    Augusto Silva

    18/04/2026

    Tonho, engraçado você falar que o MST não produz nada, sendo que os assentamentos ligados ao movimento são responsáveis por toneladas de alimentos que chegam às feiras e merendas escolares. Se o agro “pop” dependesse só dos barões da soja, o prato do brasileiro teria exportação e veneno — mas não feijão.

Evelyn Olavo

18/04/2026

Concordo totalmente com o MST. Enquanto os juros continuarem nesse patamar absurdo, o crédito não chega no campo e a produção familiar fica sufocada. Reforma agrária não é gasto, é investimento na soberania alimentar do país.

    Renato Professor

    18/04/2026

    Perfeito, Evelyn. A lógica é simples e implacável: juros altos concentram renda e asfixiam quem produz de verdade. Só quem nunca pisou num assentamento acha que o problema do Brasil é excesso de crédito popular.

Tadeu

18/04/2026

O MST pode reclamar o quanto quiser, mas enquanto o governo não controlar a inflação, não tem como baixar juros sem bagunçar tudo. Juros altos são ruins, claro, mas pior é ver o dinheiro perder valor. Reforma agrária é importante, mas precisa vir junto com estabilidade econômica.

Eduardo C.

18/04/2026

Difícil discordar quando olhamos os números: juros reais entre os mais altos do mundo e orçamento da reforma agrária em queda. Enquanto o custo de financiar o agronegócio cai via crédito subsidiado, a agricultura familiar fica travada. Sem mexer nessa equação, não há “virada econômica” que se sustente.

Zé Trovãozinho

18/04/2026

Ah pronto, o MST agora virou economista. Sempre o mesmo papo: se não der tudo que querem, a culpa é dos juros, do mercado, dos “golpistas”. Daqui a pouco vão culpar até a Venezuela por não ter reforma agrária aqui.

    Mariana Ambiental

    18/04/2026

    Zé, o MST não precisa ser economista pra saber que juros altos travam crédito e expulsam agricultor do campo. Quem vive da terra sente na pele o que a planilha da Faria Lima nem enxerga.

Clarice Historiadora

18/04/2026

É isso mesmo: com Selic nas alturas, quem ganha é o rentista, não o trabalhador do campo. O MST está certo em cobrar uma virada, porque sem crédito barato e investimento público não há reforma agrária que se sustente. A história mostra que país nenhum distribuiu terra e renda mantendo o capital financeiro no comando.

Fernando O.

18/04/2026

Difícil discordar: com juros nesse patamar, não há investimento produtivo que ande, muito menos política social que deslanche. A discussão precisa sair da ideologia e entrar nos números — o custo do dinheiro está travando até quem quer trabalhar e produzir.

Zizi

18/04/2026

Esses meninos mal-educados do mercado vivem dizendo que juros altos são “responsabilidade”, mas responsabilidade de quem, meu povo? O MST tá certo: com o dinheiro parado nos cofres dos bancos, o campo não produz e o povo não come. Lula precisa virar esse jogo e colocar o Brasil pra trabalhar de verdade, com terra, pão e dignidade.

Rick Ancap

18/04/2026

Ah pronto, o MST agora quer “virada econômica” com o dinheiro dos outros. Se o governo parar de torrar imposto pra sustentar movimento político, talvez sobre pra quem realmente produz. Reforma agrária na marra nunca deu certo — mercado resolve isso melhor que qualquer burocrata.

    Rubens O Pescador

    18/04/2026

    Ô Rick, tu fala em “quem produz” mas esquece que foi o pequeno agricultor assentado que botou feijão e arroz na tua mesa quando o agronegócio só pensava em exportar soja. Reforma agrária não é gasto, é investimento pra o povo comer e o país girar.


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