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Vinte e um alunos da Escola de Educação Especial Primavera, no Tarumã, receberam na manhã desta terça-feira (02) a carteira de trabalho. Foto: Valdecir Galor/SMCS

Desemprego avança em todo o país, aponta pesquisa do IBGE

Por Redação

17 de agosto de 2016 : 14h29

Desemprego cresce em todo o país e vai a 11,3% no 2º trimestre, diz IBGE

na Agência Brasil

A taxa de desocupação subiu em todas as grandes regiões do país, fechando o segundo trimestre do ano em 11,3% comparativamente ao mesmo período de 2015. Os dados foram divulgados hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e indicam que as taxas são as mais altas já registradas para cada uma das regiões do país, desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad Contínua), em janeiro de 2012.

Na região Norte, a taxa de desocupação foi de 8,5% para 11,2%; no Nordeste, de 10,3% para 13,2%; no Sudeste, de 8,3% para 11,7%; no Sul, de 5,5% para 8,0%; e no Centro-Oeste, de 7,4% para 9,7%. No primeiro trimestre de 2016, as taxas haviam sido de 12,8% no Nordeste, 11,4% no Sudeste, 10,5% no Norte, 9,7% no Centro-Oeste e 7,3% no Sul.

Entre as unidades da federação, as maiores taxas de desemprego no segundo trimestre de 2016 foram observadas no Amapá (15,8%); Bahia (15,4%) e Pernambuco (14%), enquanto as menores taxas estavam em Santa Catarina (6,7%), Mato Grosso do Sul (7%) e Rondônia (7,8%).

11,6 milhões de desempregados

Dados divulgados anteriormente pelo IBGE indicam que a taxa geral de desemprego, de 11,3% no trimestre encerrado em junho, é também a maior da série histórica e indicava uma população desocupada de 11,6 milhões de pessoas, um crescimento de 4,5% em relação aos primeiros três meses do ano. Quando a comparação se dá com o segundo trimestre do ano passado, no entanto, o aumento da população desocupada chegou a 38,7%.

A pesquisa indica, ainda, que o nível de ocupação (indicador que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) ficou em 54,6% para a totalidade do Brasil no segundo trimestre deste ano.

As regiões Nordeste (48,6%) e Norte (54,4%) ficaram abaixo da média do país. Já nas demais regiões, o nível de ocupação variou dos 59,1% verificados na região Sul, passando pelos 59,2% do Centro-Oeste e até os 56,1% do Sudeste.

Por estado, Mato Grosso do Sul (61,1%), Santa Catarina (59,4%), Paraná (59,2%) e Goiás (59,2%) apresentaram os maiores percentuais, enquanto Alagoas (42,9%), Pernambuco (46,6%) e Rio Grande do Norte (47,2%) apresentaram os níveis de ocupação mais baixos.

Carteira de trabalho assinada

Os dados divulgados hoje pelo IBGE, relativos à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua, referentes ao segundo trimestre do ano, apontam a região Sul do país como a que registra o maior percentual de empregados com carteira de trabalho assinada (85,4%), seguida do Sudeste (82,7%) e Centro-Oeste (com 77,5%), todos com percentual de trabalhadores formais superiores à média nacional do país, que fechou o segundo trimestre em 77,3%.

No Nordeste, este percentual de trabalhadores com carteira assinada encerrou o segundo trimestre do ano em 62,25%, enquanto no Norte o índice estava em 61,5%, todos abaixo da média nacional.

Por estado, Santa Catarina (89,7%), Distrito Federal (86,2%) e Rio de Janeiro (85,7%) apresentaram os maiores percentuais de empregados no setor privado com carteira de trabalho, enquanto Maranhão (51,8%), Piauí (52,3%) e Pará (57,4%) exibiram os menores.

Rendimento médio

Os dados da pesquisa indicam que três das principais regiões metropolitanas do país apresentavam um rendimento médio real habitual dos trabalhadores brasileiros acima da média nacional, de R$1.972. Na região Sudeste, o rendimento médio real era no fechamento do segundo trimestre de R$ 2.279, no Centro-Oeste (R$ 2.230) e no Sul (R$ 2.133). Já na região Norte, ele ficou em R$ 1.538 e Nordeste (R$ 1.334), em ambos os casos abaixo da média nacional.

Por estado, o Distrito Federal apresentou o maior rendimento (R$ 3.679), seguido por São Paulo (R$ 2.538) e Rio de Janeiro (R$ 2.287). Os menores valores foram anotados no Maranhão (R$ 1.072), Bahia (R$ 1.285) e Ceará (R$ 1.296).

(*) Texto atualizado às 10h11 para acréscimo de informações

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6 comentários

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Jst

19 de agosto de 2016 às 14h45

Tudo no script. A torcida é pra que a economia continue a piorar mesmo depois que dilma seja detonada.
Assim, no final deste ano começa a fritura do Temer pela lava rato. O ano que vem ele também vai para o espaço.
Haverá uma eleição para presidente onde os eleitores serão os deputados.(isto é parlamentarismo de maneira indireta)
O Preposto dos EUA na América do Sul, José Serra, será eleito primeiro ministro do Brasil.

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Dilson Magno

17 de agosto de 2016 às 18h57

De 2015 para cá estão inventando que o rombo nas contas do governo já passa dos R$ 170 Bilhões sabe por quê? Tem que pagar o golpe que custou uns R$ 500 Bilhões toma coxas manés… Logo vão falar que o rombo é de um Trilhão toma mais uma vez coxa Mané… É isso que dá colocar essa quadrilha de ladrões no poder… Lá se vão ás reservas de U$ 400 Bilhões, ou seja, os R$ 1.5 Trilhões vão evaporar mais cedo do que se pensava logo estaremos novamente no FMI. Pobre povo coxinha e eu também vau sofrer meu coração não vai agüentar… Esses golpistas em dois anos já causaram 12 milhões de desempregados com o golpe, só que não vai parar por ai devemos ter uma queda do PIB de 10% com esse golpe, ou seja, os golpistas vão causar algo próximo de 20 milhões de desempregados, e uma redução no PIB de U$ 200 Bilhões de dólares, ou seja, a valores de hoje algo próximo de R$ 700 Bilhões de reais e tem mais vão culpar a Dilma, e tentarão esconder que foram eles os causadores de todo esse roubo.

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Claudio

17 de agosto de 2016 às 18h14

“Voltando ao bom e velho Brasil europeu da época dos militares e FHC. Palmas para eles.”

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Leopoldo Pereira

17 de agosto de 2016 às 16h01

Haverá panelaços?

Responder

    Dilson Magno

    17 de agosto de 2016 às 18h52

    Estão passando fome e comeram suas panelas…

    Responder

      Leopoldo Pereira

      17 de agosto de 2016 às 19h17

      KKKKKKKKKKKKKKK. Que fome!

      Responder

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