A derrota dos golpistas: não conseguiram provar que não houve golpe

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária para votar a Denúncia 1/2016, que trata do julgamento do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff por suposto crime de responsabilidade. À bancada, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

por Luciana Oliveira, em seu blog

Este texto foi escrito propositadamente antes de Dilma Roussef, presidente eleita com mais de 54 milhões de votos dar lugar a Michel Temer, catapultado em histórica conspiração num processo de impeachment ilegítimo.

Ao fim, direi que sabia, o povo brasileiro sabia, os intelectuais de maior prestígio sabiam e a imprensa internacional sabia que a votação seria um massacre contra a democracia, em prol da corrupção.

Nada poderia ser mais convincente ao voto favorável ao impeachment que a possibilidade de negociar a impunidade de mais da metade dos parlamentares que compõem o Senado Federal. Foi essa a barganha também na Câmara, que tem mais de 300 deputados em dívida com a justiça por vários crimes.

Não é uma pechincha, os aliados ao golpe só tinham essa oportunidade de manter a liberdade e o dinheiro fruto de corrupção, coisa que pra muitos vale mais que a própria vida.

Só que a história não é linear e o futuro pode repetir o passado, invertendo vencedores e derrotados.

O empossado ainda terá que cortar umas cabeças pra provar que não houve pacto pra conter a sangria da Operação Lava Jato e este, será seu maior desafio. Haja articulação política pra administrar a degola com o apoio que precisa para aprovar medidas impopulares.

Dilma atingiu um alto índice de desaprovação com a perda de apoio parlamentar, mas não desatou os laços com suas bases de apoio na sociedade. Temer nunca teve, não tem e nunca terá popularidade. Vai sair como entrou, refém de um Congresso Nacional que faz negócios, ao invés de política.

Os que usurparam o poder soberano das urnas começam o novo ciclo em desvantagem, porque não conseguiram provar que não houve golpe.

O empossado vai desfilar com a mortalha da ausência de crime de responsabilidade praticado pela presidenta eleita, babujada pela grande mídia e judiciário e embainhada com os crimes dos julgadores.

Vencerão, sem conseguir provar que o impeachment foi um pretexto para um golpe e aí, os que caíram se levantarão nos bracos do povo.

A história não é linear, ufa!

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