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A repressão que gera o medo

Por Luis Edmundo

16 de janeiro de 2017 : 15h27

Espiando o poder: análise diária da grande imprensa

Foto: Adriano Abreu/Tribuna do Norte

Por Luis Edmundo Araujo, colunista do Cafezinho

Depois do choque com a surpresa de sempre nas manchetes sobre a primeira barbárie, em Manaus, logo seguida da segunda, em Roraima, a explosão de violência nos presídios seguia o curso rotineiro do esfriamento de notícias. Dos títulos escandalosos com imagens chocantes passou às chamadas de capa grandes, com foto ainda, e dali às chamadas menores, no canto, caminho certo para a discrição das páginas internas. Mas veio a terceira onda de decapitações na guerra de facções, agora no Rio Grande do Norte, e as manchetes sobre o assunto foram inevitáveis no Estado e na Folha de São Paulo, no Globo também. Em nenhum deles, porém, há espaço para a discussão sobre a “ficção da repressão às drogas”, proposta por Luis Nassif na segunda parte de seu “Xadrez do Brasil na era do narcotráfico”. Mesmo que a Folha enfim ligue os pontos e mostre a relação entre o avanço do PCC e o governo do estado de São Paulo, desde 1995 nas mãos do PSDB, o que predomina na grande mídia é o pedido de sempre por mais repressão, com a “urgência” do título do minieditorial do Globo, na página ao lado da coluna de Ricardo Noblat, que hoje, mais do que ninguém, se encarrega de insuflar o medo.

“Em risco, o estado de direito”. É esse o título da coluna de Noblat que começa lembrando da “segunda-feira 15 de maio de 2006”, quando “São Paulo estava sob o ataque do crime organizado.” O colunista dedica seu texto inteiro à crise nos presídios e num determinado momento alerta que “um documento interno da polícia de São Paulo, que circula desde a semana passada, informa que o PCC distribuiu armas de fogo para desencadear possíveis novos ataques contra a cidade a partir de amanhã.”

Antes disso, no entanto, ele relembra que em 2006 “foram nove dias de terror que deixaram um rastro de 493 mortos, segundo o Instituto Médico-Legal, ou 564, segundo cálculos do sociólogo Ignácio Cano, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), feitos com base em boletins de ocorrência”. Noblat junta ainda a informação de que “em um único dia, 105 civis morreram a tiros”, com a afirmação mais adiante de que “o governo nem confirma nem desmente a ameaça”, o que é mais do que suficiente para deixar muita gente preocupada não com o desemprego, com ajuste fiscal, reforma da Previdência, nada dessas coisas, mas com a própria vida.

A guerra das facções explodiu nas cadeias e há bandidos à solta suficientes para aterrorizar a população. Por conta disso, o Globo pede no minieditorial da “urgência”, dentro da matéria da manchete na qual “rebelião com 26 mortos agrava crise no sistema”, que sejam montados o mais rapidamente possível “os 27 centros integrados de segurança, em todos os estados e no Distrito Federal”. Trata-se, segundo o jornal, da mesma medida adotada na tomada do Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, em visitas de autoridades e nos grandes eventos, que consiste, basicamente, no aumento do número de policiais nas ruas, em mais repressão.

Combate-se os marginais de sempre sem questionar se eles são de fato, ou não, os grandes responsáveis pelo crime do tráfico de drogas. E em seu xadrez publicado no sábado, Nassif se vale de “conversa com o juiz Luiz Carlos Valois, de Manaus”. O magistrado “chama a atenção para algumas discrepâncias que se tornaram corriqueiras na análise do tráfico” e o jornalista pergunta “como imaginar que organizações criminosas, formadas apenas pelo baixo clero, cujas principais lideranças estão presas, e são moradores de barracos em favelas, possam comandar uma estrutura da dimensão do tráfico de cocaína?”

“No centro de todas as políticas repressivas” de hoje em dia, as “supostas superorganizações criminosas”, para Nassif, “talvez não passem de uma mera ficção, um enredo cômodo, de estruturas criminosas, compostas apenas de peixes miúdos e que têm a particularidade de todos seus líderes estarem presos”. A polícia prende os suspeitos de sempre, o Ministério Público faz a denúncia padrão, “engordam-se as estatísticas de prisões e de população carcerária e alimentam-se as lendas sobre as superquadrilhas”.

Fora isso, há a mãozinha que às vezes dá o Estado, conscientemente ou não, para as organizações criminosas, como a que a Folha revela no pé do texto da chamada para a manchete na qual, “em 3 o massacre do ano, 26 presos morrem no RN”. “Governo de São Paulo ‘exportou’ a facção criminosa PCC com a política de exportar presos para outros estados”. E o subtítulo da manchete do Estadão informa, justamente, que “membros do PCC invadiram penitenciária que abrigava rivais”.

O Primeiro Comando da Capital (PCC) surgiu em São paulo e de lá tem se expandido por todo o País. Os massacres recentes nas prisões nada mais são do que reação de facções rivais como o Comando Vermelho e da Família do Norte ao processo de migração da organização paulista, que segundo a matéria da Folha “foi estimulado irrefletidamente pelo governo paulista que, na tentativa de desarticular o movimento que ganhava força nos presídios do Estado, transferiu em 1998 os seus cabeças para o Paraná, numa operação cercada de discrição”.

“‘O efeito foi o contrário’, diz o promotor Lincoln Gakiya, que atua na Região Oeste do Estado”, e a matéria destaca em negrito, em corpo maior a frase de outro procurador, Márcio Christino, “que desde 1999 se dedica a combater a facção”. “O Estado deveria ter reprimido a facção em vez de transferir o problema para outros lugares. A medida facilitou a expansão do PCC”, afirma ele, enquanto no Estadão um especialista fala em ressocialização no Estadão, mas só na matéria completa da página interna, porque na capa “diz que o governo não tem estratégia para lidar com o caos penitenciário”, e que o “Estado tem de mandar na cadeia e atacar a base econômica das máfias”.

Professor de Direito Penal na USP, ex-secretário nacional Anti-Drogas (no governo FHC) e desembargador aposentado no TJ paulista, Walter Maierovitch disse à coluna “Direto da Fonte”, de Sônia Racy, que “não vê, no modo como o governo Temer aborda o caos nas penitenciárias, razões para otimismo”. “O número um”, segundo Maierovitch, “é resolver o alto porcentual de reincidência do sistema”, que, de acordo com ele, “está na casa dos 80%”

“Muitos presos não voltariam se a pena cumprisse a finalidade de emendar, ressocializar”, admite o desembargador aposentado, sem que nada sobre isso apareça na primeira página do jornal que, em chamada abaixo da manchete, avisa que “no Paraná e em Minas Gerais, 38 fogem de prisões”. Mas presos fora das prisões, mais violência à vista e, logo, mais razões para o medo geral da nação, para as preocupações demonstradas, na coluna de Ricardo Noblat, em “documento assinado por entidades que reúnem veículos de comunicação”

“O que está ameaçado neste momento”, de acordo com o documento, “é a própria sobrevivência da sociedade democrática, porque sua manutenção depende da autoridade, credibilidade e prestígio das suas instituições.” E Noblat arremata dizendo que “era disso que se tratava há 11 anos. É disso, com mais razão, que se trata hoje”. E afirmando isso Noblat ajuda a preparar o terreno para as medidas de sempre, que incluirão certamente mais prisões e mais processos em que, como ressalta Nassif “está tudo padronizado, catalogado, armazenado em docs no computador, bastando apenas trocar o nome do réu a cada processo”.

O jornalista, no seu site, GGN, ressalta que o sistema “só dá trabalho quando algo sai do previsto. Como, por exemplo, a detenção de um piloto de helicóptero, sem saber que pertencia ao filho de um senador da República, amigo e correligionário de um candidato à presidência da República”. Fora isso, tudo segue do mesmo jeito no qual “todos dão o trabalho como concluído, enquanto aumenta exponencialmente o comércio de drogas.”

Então as prisões vão enchendo, enchendo até explodirem na violência explícita que, mesmo tendo como responsáveis governos amigos, não deixam de servir, de algum modo, à grande mídia. “A segurança nacional está em risco, admitiu na última quinta-feira o presidente Michel Temer. O estado de direito, também”, afirma Noblat. E na conclusão de seu texto, ao dizer que “o degradado poder político será uma presa fácil para as 27 facções criminosas disseminadas pelo país”, o colunista completa o quadro atual brasileiro em que a segurança nacional e o estado de direito estão ameaçados, e a pergunta é o que mais é preciso, além dessas duas ameaças, para se configurar o estado de exceção.

Luis Edmundo

Luis Edmundo Araujo é jornalista e mora no Rio de Janeiro desde que nasceu, em 1972. Foi repórter do jornal O Fluminense, do Jornal do Brasil e das finadas revistas Incrível e Istoé Gente. No Jornal do Commercio, foi editor por 11 anos, até o fim do jornal, em maio de 2016.

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31 comentários

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Luiz Carlos P. Oliveira

17 de janeiro de 2017 às 08h35

Como viram, o Brasil tem 5 presídios federais. Todos construidos pelo governo PT. E os “bem informados” vem aqui vomitar que o PT não fez nada para o sistema prisional em 10 anos. PQP. De onde sai tanya desinformação? Ah, eles leem a Veja, O Globo, a Época, a IstoÉ e assistem a ……..Groubo. Tá explicado. E agora, coxinhas, como fica o discurso, já que eu joguei por terra esse discurso demagógico e mentiroso? Algo a dizer? Ou vão enrolar com o mimimi de sempre? Procurem informação e não enganação dessa mídia golpista, mentirosa e sem caráter.

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José Artur Grossi

17 de janeiro de 2017 às 08h26

De que país vieram os 450 kg de pasta de cocaína apreendidos no ES?
Que relação há entre o encobrimento do Perrela e o DEA ?(no dia seguinte a apreensão correram para BH delegados da PF e DEA)
Que similitudes há entre a produção de ópio e heroína no Afeganistão e a cocaína na AL?
Que papel jogam o DEA e os órgãos de repressão às drogas no Kosovo, na Colômbia, no México, no Afeganistão?
Que nexo há entre esses países e a BASES AMERICANAS ali instaladas?
Como a Bolívia está tratando de combater o tráfico e a produção, depois de EXPULSAREM DEA, CIA e embaixador dos EEUU?
Creio que o buraco é bem mais embaixo.
Estamos vivendo uma “guerra do ópio” em escala mundial, agora sob controle dos EEUU?

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Luiz Carlos P. Oliveira

17 de janeiro de 2017 às 08h23

Coxinha gosta de falar em “especialistas”. Especialistas são vocês. Só que de “mal informação”.

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Luiz Carlos P. Oliveira

17 de janeiro de 2017 às 08h21

O desconhecimento coxinha é caso de polícia..ô gente mal informada. Toma aí, seus mentecaptos: (nem vou falar de presídios regionais, como Santa Maria-RS)

Penitenciária Federal de Catanduvas – Paraná (inaugurada em 23 de junho 2006)

Penitenciária Federal de Campo Grande – Mato Grosso do Sul (inaugurada em 21 de dezembro de 2006)

Penitenciária Federal de Porto Velho – Rondônia (inaugurada em 19 de junho de 2009)

Penitenciária Federal de Mossoró – Rio Grande do Norte (inaugurada dia 3 de julho de 2009)

Penitenciária Federal de Brasília – Distrito Federal (parada desde março/2016).

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Robson Mendes Santana

17 de janeiro de 2017 às 10h01

Como melhorar as vidas de todas pessoas assassinadas, por esses indivíduos?

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Elza

17 de janeiro de 2017 às 03h54

A responsabilidade, do caos prisional é dos governos Estaduais, MPF e o judiciário. Só para lembrar, durante os governos do PT foram construídos 5 presídios Federais, de segurança máxima, inclusive um aqui no meu Estado (RN na cidade de Mossoró), onde está acontecendo a Rebelião, pois o Estado até ontem (16), não havia ainda conseguido tomar conta do Presídio.
E o governo do PT também criou a Força Nacional. O problema é que não se investe no preso, no sistema prisional para a sua ressocialização, muitos acham, que os presos merecem mesmo viver em calabouços dos tempos do Império Romano e a sociedade burguesa pensa, que está aqui do lado de cá, não tem nada a ver com eles trancafiados lá em condições sub humanas. Noblat pode incutir medo nos que continua a dizer “bandido bom é bandido morto”, será que isto vale tbm para os bandidos de usurparam ao poder, a Democracia? #BrasilSemTeme

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Juliano Marcos Simitan

17 de janeiro de 2017 às 02h21

Lula erra nas contas e acaba criticando o seu próprio governo por falhas na educação
http://lavajatosergiomoros2.blogspot.com.br/2017/01/lula-erra-nas-contas-e-acaba-criticando.html

Responder

    Denise Sodré

    17 de janeiro de 2017 às 11h51

    Supostamente, num meme (!), citou jovem com 25 anos e criticou seu próprio governo? kkk Justamente o governo que mais fez pela Educação em 500 anos? Só poderia ser um fã de Sergio Moro mesmo; nem contas simples consegue fazer…

    Responder

Carlos Silva

17 de janeiro de 2017 às 00h28

Enquanto isso a Lava Jato vai desaparecendo aos poucos……….

Responder

Juliano Marcos Simitan

16 de janeiro de 2017 às 18h52

Especialistas em segurança são unânimes em afirmar que o descontrole do sistema prisional é decorrente de mais de dez anos sem investimentos na ampliação do número de vagas. Durante os últimos dez anos de governos do PT, a população carcerária do Brasil cresceu em mais de 85%. No mesmo período, os governos de Lula e Dilma cancelaram nada menos que 72 projetos de ampliação do sistema.

Responder

Juliano Marcos Simitan

16 de janeiro de 2017 às 18h29

Engraçado, parece que na época do PT os presídios eram modelos, uma maravilha, tudo funcionava perfeitamente!

De fato sim, eram tantas as corrupções, vindas de todos os lados, que agradava todas as partes, presos, diretores de presídios, políticos, estava bom pra todo mundo, um oba oba total!

Mas ninguém podia imaginar que um juizeco de primeira estância iria acabar com a festa de todo mundo.

Depois do afastamento da Dilma, as coisas começaram a mudar, muitos poderosos foram presos e tantos outros sendo investigados, até o Lula está na mira do Juiz, dai por diante fica fácil entender o que de fato está acontecendo nos presídios.

Simples, acabou a mamata, as propinas foram diminuindo, o dinheiro do PT sumiu, os corruptos sem grana, muitos com medo de serem presos foram obrigados a se manter apenas com que tinham sem condições de continuar o oba oba.

Só que os presos mau acostumados com tantas regalias, não aceitam o corte, é claro o PT deixavam eles pintar e bordar, anos a fio na maior farra, celulares de montão, drogas a vontade tudo fácil, agora como tirar tais regalias de criminosos violentos sem baixas?

O que está acontecendo hoje nos presídios brasileiros, é resultado de uma desastrosa administração, que vem lá de trás a mais de uma década, na época do Lula e Dilma!

Toda ação gera uma reação na mesma proporção.

Lei do retorno!
Lei da semeadura, são leis imutáveis!

Abraços!

Responder

    Maria Regina Novaes

    16 de janeiro de 2017 às 18h50

    juliano…que profundo…e o Ministro da Justiça,acusado de ter ligações com o PCC? Isso não importa,né!

    Responder

    Juliano Marcos Simitan

    16 de janeiro de 2017 às 18h52

    Maria Regina Novaes
    Especialistas em segurança são unânimes em afirmar que o descontrole do sistema prisional é decorrente de mais de dez anos sem investimentos na ampliação do número de vagas. Durante os últimos dez anos de governos do PT, a população carcerária do Brasil cresceu em mais de 85%. No mesmo período, os governos de Lula e Dilma cancelaram nada menos que 72 projetos de ampliação do sistema.

    Responder

    Dilton Marinho Dos Santos Filho

    16 de janeiro de 2017 às 22h45

    Ô IMBECIL, o PCC é ua FACÇÃO CRIMINOSA PAULISTA, que nasceu nos PRESÍDIOS de SÃO PAULO durante os GOVERNOS DO PSDB em São Paulo, cujo EX SECRETÁRIO DE SEGURANÇA (Alexandre de Moraes), é ADVOGADO do LÍDER da FACÇÃO. Agora, o ADVOGADO de DEFESA do MARCOLA e do PCC É MINISTRO da JUSTIÇA, e o PCC COMEÇA A MATAR ATORTO e À DIREITA. Será que a culpa é mesmo do PT??? Se você tivesse um cerébro, saberia que o fato é: QUEM TEM UM ADVOGADO DE DEFESA COMO MINISTRO DA JUSTIÇA, FAZ O QUE QUER!!! T.A.P.A.D.O!!!

    Responder

Stephanie Lange

16 de janeiro de 2017 às 18h23

Ahahahahaha o julgamento não tem limites! Até agregar funções ao presidente a galera faz pra justificar seu analfabetismo político!!!

Responder

Juliano Marcos Simitan

16 de janeiro de 2017 às 17h43

algumas pessoas que exerceram cargos no Governo anterior tentem esconder sua incompetência na gestão de segurança pública e sistema penitenciário durante os 13 anos de gestão. Durante esse período, opções desastradas, ineficiência na gestão e péssimo uso do dinheiro público criaram as condições negativas para a grave crise aguda que hoje o país sofre. Falassem menos e trabalhassem mais, não estaríamos nessa situação.”

Responder

    Ricardo Araujo

    16 de janeiro de 2017 às 18h16

    A responsabilidade pela manutenção e gestão desses presídios estaduais é do Governador e de seus secretários de segurança, não fale asneiras.

    Responder

      Carlos De Assis Dias

      17 de janeiro de 2017 às 00h31

      Perfeitamente. Embora a jestão (com j mesmo) do PSDB é tão incompetente, que achou melhor transferir – ou exportar – o problema para outros estados. Os governos Lula e Dilma construíram, sim, presídios federais, para onde foram mandados alguns líderes do PCC. Aliás, o ministro da justiça até mesmo proibiu, em sites de busca, que seu nome fosse vinculado ao PCC. Como pode?

      Responder

    Juliano Marcos Simitan

    16 de janeiro de 2017 às 18h18

    Ricardo Araujo
    Você leu?

    Responder

    Juliano Marcos Simitan

    16 de janeiro de 2017 às 18h19

    Ricardo Araujo
    Da onde vem o dinheiro do estado? Eu falo asneira né?

    Responder

    Dri Romeiro

    16 de janeiro de 2017 às 18h22

    Fala asneira sim…

    Responder

    Stephanie Lange

    16 de janeiro de 2017 às 18h23

    Mta asneira!

    Responder

    Juliano Marcos Simitan

    16 de janeiro de 2017 às 18h27

    Dri Romeiro
    Engraçado, parece que na época do PT os presídios eram modelos, uma maravilha, tudo funcionava perfeitamente!

    De fato sim, eram tantas as corrupções, vindas de todos os lados, que agradava todas as partes, presos, diretores de presídios, políticos, estava bom pra todo mundo, um oba oba total!

    Mas ninguém podia imaginar que um juizeco de primeira estância iria acabar com a festa de todo mundo.

    Depois do afastamento da Dilma, as coisas começaram a mudar, muitos poderosos foram presos e tantos outros sendo investigados, até o Lula está na mira do Juiz, dai por diante fica fácil entender o que de fato está acontecendo nos presídios.

    Simples, acabou a mamata, as propinas foram diminuindo, o dinheiro do PT sumiu, os corruptos sem grana, muitos com medo de serem presos foram obrigados a se manter apenas com que tinham sem condições de continuar o oba oba.

    Só que os presos mau acostumados com tantas regalias, não aceitam o corte, é claro o PT deixavam eles pintar e bordar, anos a fio na maior farra, celulares de montão, drogas a vontade tudo fácil, agora como tirar tais regalias de criminosos violentos sem baixas?

    O que está acontecendo hoje nos presídios brasileiros, é resultado de uma desastrosa administração, que vem lá de trás a mais de uma década, na época do Lula e Dilma!

    Toda ação gera uma reação na mesma proporção.

    Lei do retorno!
    Lei da semeadura, são leis imutáveis!

    Abraços!

    Responder

    Juliano Marcos Simitan

    16 de janeiro de 2017 às 18h52

    Stephanie Lange
    Especialistas em segurança são unânimes em afirmar que o descontrole do sistema prisional é decorrente de mais de dez anos sem investimentos na ampliação do número de vagas. Durante os últimos dez anos de governos do PT, a população carcerária do Brasil cresceu em mais de 85%. No mesmo período, os governos de Lula e Dilma cancelaram nada menos que 72 projetos de ampliação do sistema.

    Responder

    Raquel Bonillo

    16 de janeiro de 2017 às 19h27

    Só asneira.

    Responder

Rodrigo

16 de janeiro de 2017 às 15h40

Comentário teste

Responder

    Des

    16 de janeiro de 2017 às 17h16

    Teste bem sucedido!

    Responder

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