Bahia: Refinaria privatizada provoca desabastecimento de Gás de Cozinha

O dia em que o justiceiro da Globo foi derrotado por um blogueiro sujo

Por Miguel do Rosário

23 de março de 2017 : 17h38

(Pintura de Caravaggio. David exibindo a cabeça de Golias)

Quando o historiador do futuro estudar a nossa época e os intermináveis golpes que vitimaram nossa democracia, nossos direitos sociais, nossas garantias individuais, esse estudioso, vivendo, espero eu, num Brasil próspero, com justiça social e respeito às liberdades, irá se deparar com este curioso episódio em que a figura mais poderosa do país foi derrotada por um frágil blogueiro de esquerda.

Tenho escrito frequentemente, aqui no blog, pensando nesse historiador imaginário, no qual deposito muitas esperanças de que use nossos erros, angústias e injustiças para delas extrair lições para o seu próprio tempo.

Nesta quinta-feira 23 de março, o juiz Sergio Moro assinou um divertido atestado de sua derrota perante a blogosfera. Ele divulgou um despacho incrivelmente confuso, em que tenta explicar, sem sucesso, as razões pelas quais mandou sequestrar Eduardo Guimarães, editor do blog Cidadania.

O despacho parece um texto do blog Antagonista: mal escrito, mal educado, desequilibrado, quiçá criminoso, por conter uma ou mais injúrias; totalmente incompatível, enfim, com o que se espera de um magistrado.

Sergio Moro recuou em função das pressões vindas das redes sociais e da blogosfera. Para disfarçar, ele menciona apenas o manifesto da Abraji, uma entidade jornalística controlada pela Globo. Mas a Abraji foi justamente a última a publicar um manifesto – de resto muito tímido – em repúdio ao sequestro de Eduardo Guimarães, e o fez, naturalmente, após o enorme volume de manifestações nas redes sociais.

Qual foi o recuo de Moro? Ele “desquebrou” os sigilos telefônicos e eletrônicos de Eduardo Guimarães. Ou seja, depois da Polícia Federal e Ministério Público fuçarem o email do blogueiro e não encontrarem nada, o juiz mandou que nenhum dado referente à comunicação eletrônica fosse usado. É uma vitória e tanto, porque impede a Lava Jato de prosseguir na tática podre de vazar informações íntimas de Eduardo para terceiros.

Além disso, não vão usar nada porque não encontraram nada!

Assim como não encontraram nada, até o momento, contra Lula, cuja prisão, ou inabilitação política, é a obsessão única de Sergio Moro, a razão pela qual as elites plutocráticas entregaram tanto poder em suas mãos. Ele está nervoso porque o tempo está passando e até agora não encontrou nada. Seu prazo está quase se esgotando.

Sergio Moro não é de confiança. Ele manteve Eduardo Guimarães como investigado, “pelo suposto embaraço à investigação pela comunicação da decisão judicial sigilosa diretamente aos próprios investigados”, o que é uma acusação ridícula, porque Eduardo não é agente público, e não tem a mínima obrigação de colaborar com a polícia política de Sergio Moro. Tendo aceitado Eduardo como jornalista, é uma acusação que não se sustentará por muito tempo.

Entretanto, a parte do despacho que mostra, em sua inteireza, a mediocridade moral de Sergio Moro é quando ele procura humilhar Eduardo Guimarães ao afirmar que o “investigado” teria declinado o nome da fonte, coisa que “nenhum jornalista de verdade o faria”.

Sergio Moro faz um juízo de valor mesquinho, covarde, maldoso. Eduardo Guimarães não tem experiência como jornalista, porque nunca trabalhou numa redação. E foi coagido a falar sem a presença de um advogado. O despacho de Moro é particularmente covarde porque os agentes, ao falarem com Eduardo, já tinham tido acesso a seu sigilo telefônico, quebrado por Moro, e identificado a fonte.

Essa quebra de sigilo foi criminosa, porque Eduardo Guimarães foi reconhecido, pelo próprio Sergio Moro, como jornalista.

Talvez o próprio Eduardo não tenha consciência clara disso, mas ele foi vítima de uma repugnante tortura psicológica.

Não foi Sergio Moro que foi acordado às seis horas da manhã com agentes armados esmurrando sua porta, revirando seu apartamento, pegando seu celular e seu computador, o celular da sua mulher, e impedindo-o de se comunicar com seu advogado.

Não foi Sergio Moro que foi humilhado perante seus vizinhos e trabalhadores de seu edifício, com uma condução coercitiva ilegal, que em alguns sentidos é pior, pensando bem, do que um sequestro perpetrado por bandidos.

Um sequestro relâmpago atinge o seu bolso, mas não a sua honra.

Ao invés de pedir desculpas, Sergio Moro desce o mais baixo possível na escala da baixeza moral e insulta Eduardo Guimarães!

Ora, um juiz “de verdade” nunca tripudiaria das desgraças que ele mesmo inflingiu a um cidadão brasileiro, residente num pequeno e modesto apartamento no centro de São Paulo, pai de quatro filhas mulheres, incluindo uma menina que precisa de cuidados especiais, a qual Eduardo Guimarães dedica um amor tão profundo e comovente, que contaminou todos os seus leitores e colegas de blogosfera.

Estamos sempre preocupados com a saúde de sua filha. Foi a primeira coisa, aliás, que pensei, quando soube deste odioso sequestro de Eduardo Guimarães: meu Deus, e a Vitória, e se ela perceber e passar mal, o que acontecerá? Será que os brucutus reviraram o quarto dela também?

Tenho certeza que Vitória foi um dos pensamentos obsessivos de Eduardo Guimarães enquanto era conduzido coercitivamente à polícia, sem saber do que estava sendo acusado. Será que Sergio Moro vai me encarcerar por anos a fio, como fez com tanta gente, inclusive muitos inocentes, talvez tenha pensado Guimarães?

Quem cuidará da minha querida Vitória, seguramente perguntou-se o nosso blogueiro.

Provas? Ah, não nos façam rir. Desde quando a Lava Jato precisou de provas para prender alguém?

O insulto de Sergio Moro a Eduardo Guimarães deveria valer uma severa representação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), seguido de uma pesada indenização pecuniária, vinda do salário de Sergio Moro e não do erário, a Eduardo Guimarães.

Quem é você, Sergio Moro, para definir quem é “jornalista de verdade” ou não, ainda mais num despacho judicial?

Sergio Moro goza de todas as glórias do mundo. É um personagem rodeado de riquezas, bajulações e poder. Um Golias inflado com tanta vaidade que vai às redes sociais agradecer o apoio que recebe da “totalidade” do povo brasileiro – e que, em seguida, manda apagar todas as milhares de críticas que recebeu.

Pertence a uma casta que ganha mais de um milhão por ano. Um contracheque recente, que vazou nas redes sociais, mostra um rendimento superior a R$ 100 mil em apenas um mês.

É o queridinho da Globo e das elites do dinheiro. Nas manifestações de rua, senhoras ricas desfilam com faixas em seu apoio, ao lado de outras senhoras portando cartazes que perguntam: por que não mataram todos em 64?

Eduardo Guimarães é um vendedor de autopeças que trabalhava, nas horas vagas, como jornalista, movido puramente por idealismo, sem ganhar nada. Ao contrário, investe seu próprio dinheiro no blog, com o fito de combater a manipulação diária da grande mídia nacional. A violência de Sergio Moro contra ele prejudicará, evidentemente, o seu trabalho como comerciante, tornando sua vida ainda mais difícil.

A parte do despacho (na verdade, citação de despacho anterior do próprio Moro) em que ele justifica a sua violência pela “informação em destaque, embora ultrapassada, de que o titular seria candidato a vereador para a cidade de São Paulo (PCdoB)” revela uma maneira estranha de raciocinar!

O que tem isso? Eduardo Guimarães pensou que o Brasil fosse uma democracia, e que seus magistrados conhecessem a Constituição. Um jornalista pode se candidatar, perder as eleições e depois voltar a ser jornalista. Não é isso que se pede aos políticos, que não sejam políticos profissionais?

Se se pede que políticos não sejam profissionais, então é de se supor que eles precisem ter outras profissões. E que estas profissões sejam respeitadas!

Sergio Moro sabia perfeitamente bem que Eduardo Guimarães era um blogueiro conhecido e querido junto a um determinado campo político.

Todos os sinais à disposição de Sergio Moro mostravam, além disso, um blogueiro vulnerável, frágil.

Por isso mesmo a violência contra Eduardo Guimarães nos chocou tanto.

Foi uma ação inacreditavelmente covarde!

A Lava Jato está babando sangue para pegar blogueiros, porque entendem que eles são a ponta-de-lança das críticas, justas, necessárias, vitais, que setores crescentes da sociedade fazem aos arbítrios repugnantes que a operação protagoniza.

Sergio Moro, ainda justificando o seu recuo, menciona a crítica que recebeu de “jornalistas respeitáveis”. Ora, em se tratando da Lava Jato, os blogueiros são infinitamente mais “respeitáveis” do que a grande maioria dos jornalistas da grande imprensa, que dão um tratamento sabujo, acrítico, à operação.

Toda aquela história de jornalismo “crítico ao poder”, que a mídia gostava de repetir ao longo do governo Lula, para justificar o seu jornalismo de guerra e a sua “propaganda política” diária e incessante de oposição, desaparece misteriosamente quando o poder é a Lava Jato, o autoritarismo judicial e a própria mídia.

Quanto ao outro insulto, de que o blog Cidadania faz “propaganda política”, essa foi justamente umas das razões pelas quais Sergio Moro foi derrotado.

Diante de uma mídia tão profundamente partidária e parcial como a nossa, justificar a agressão a um blogueiro dizendo que o seu trabalho fazia “propaganda político-partidária” é o cúmulo da hipocrisia.

Se o argumento for esse, então Eduardo Guimarães faz o jornalismo mais honesto de toda a imprensa nacional, porque é o único que sempre demonstrou total transparência em relação às suas preferências políticas e partidárias, o que não se pode falar do jornalismo dito corporativo, que procura disfarçar o seu partidarismo radicalizado com o mais abjeto cinismo.

Sergio Moro esteve, recentemente, numa premiação da Revista Istoé, que elegeu Michel Temer como “Homem do Ano”.

Sergio Moro estava lá.

Todos o viram.

Confabulando, aos risos, com Aécio Neves, presidente nacional do PSDB.

O que Sergio Moro fazia lá?

A Istoé, para Sergio Moro, faz um “jornalismo respeitável”?

É “respeitável” dar prêmio de Homem do Ano para Michel Temer, que traiu sua companheira de chapa de maneira sórdida, que tem aprovação abaixo de zero, e que tem patrocinado, segundo inúmeros cientistas sociais, economistas e “respeitáveis jornalistas”, o maior retrocesso social da nossa história?

É respeitável Sergio Moro, em meio a uma grande investigação que envolve tantos aliados de Michel Temer, estar presente num evento desses?

O justiceiro da Globo, neste episódio do Eduardo Guimarães, foi miseravelmente derrotado, e pelo mais vulnerável e ingênuo dos blogueiros progressistas.

Voltando ao historiador do futuro, eu o imagino, neste momento, dando um sorriso malicioso, ao ver que, por alguns dias, o pequeno e frágil David da blogosfera derrotou o Golias da mídia.

Esse historiador, penso eu, seguirá lendo as narrativas de nosso tempo com mais vontade, e torcendo, evidentemente, pela derrota final do autoritarismo!

A ele, portanto, eu me dirijo. Tenha paciência, meu caro, não largue a leitura agora. Continue nos estudando e você verá que todos esses autoritários que hoje riem da desgraça do povo brasileiro, mais fragilizado do que jamais esteve em muitos anos, serão esmagados.

Todo o sofrimento infligido à população, iremos cobrá-lo, com os mesmos pesados juros com que eles nos escorcham hoje.

As nossas pequenas vitórias são grandes vitórias, enquanto as grandes vitórias deles são sempre mesquinhas, pequenas, baixas.

Essa é a matemática que, mais dia menos dia, nos levará a virar o jogo.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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101 comentários

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maria meneses

05 de maio de 2017 às 22h48

Amo o Miguel do Rosário quando ele diz tudo que se deve dizer desse processo que estamos vivendo.

Responder

Eduardo Guimarães

26 de março de 2017 às 20h31

Miguel, como sempre um belo texto.

Responder

Leandro Dias Martins

26 de março de 2017 às 18h33

Esses golpistas vão cair um a um e a verdade será estabelecida. LULA 2018 !!!

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Adélia Maria Lopes Lopes

26 de março de 2017 às 03h00

Do Rosário, que delícia: vc escreveu exatamente o que eu penso disso tudo! Vou compartilhar!! Obrigada, colega!

Responder

Marlene

25 de março de 2017 às 11h51

Grande Miguel!!

Responder

Regina Barbosa

24 de março de 2017 às 21h17

Parabéns! Falou tudo.

Responder

jora umburanas

24 de março de 2017 às 17h35

Eu tenho certeza como eu existo,que este juizinho terá do universo a resposta.Vamos esperar o tempo,ele tinha uma aprovação de 90% e agora é de 43%. Já está DERETENNNNNNNNNNNNNDDDDDDDDDDDDDDDDDOOOOOOOOOOOOOOOOO.

Responder

jora umburanas

24 de março de 2017 às 17h23

Eu tenho certeza como eu existo,que este juizinho terá do universo a resposta.

Responder

vitor f

24 de março de 2017 às 17h21

Eduardo continue prestando bons serviços, tenho orgulho de você. Você não plagia livros , você não reprime manifestações , você não é advogado de facções . Você é prosseguido por ser homem serio. parabéns ?

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Reinaldo Algaranhaes Salvaterra

24 de março de 2017 às 20h09

Infelizmente so a diteita não vê tanto abuso contra eles mesmo parecem gostar de ser umilhados pelos seus governos

Responder

Elaine Cristina Soares dos Santos

24 de março de 2017 às 14h47

Freud explica: SERGIO MORO queria ser Patriota assim como o Eduardo Guimarães.Mas, infelizmente está do lado errado.

Responder

Maria de Fátima de Oliveira Marques

24 de março de 2017 às 14h26

Que vergonha, juiz sem categoria. Restou demonstrada a perseguição ao Eduardo Guimarães. A exibição ridícula do poder da força de um brutamonte. É lastimável que um ser desprezível como este tenha tanto poder para cometer atos insanos sem nenhum freio.

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Enio Costa

24 de março de 2017 às 16h38

O Serginho está desesperado. Nunca tinha lido um despacho tão mal redigido, o que revela também o seu despreparo.

Responder

Neli Almeida

24 de março de 2017 às 16h27

Concordo, plenamente com o autor do texto! Foi extremamente insultuoso, e inadequado para um juiz, o despacho de moro alegando que o blogueiro entregou a fonte….alem de ser obviamente uma mentira, indica muito do carácter desse juiz.

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Juarez Silva

24 de março de 2017 às 12h16

Não tenho o hábito de fazer comentários, mas este artigo é o que eu silenciosamente reclamava que estava faltando.
Com todo o respeito e admiração a vários outros “blogs sujos”, ficava me perguntando se ninguém teria coragem suficiente para falar com esse juiz, de maneira embora tão respeitosa, clara e duramente o que ele precisa ouvir.
É preciso deixar bem explicitado, porque parece que a inteligencia dele não é bastante para entender a crítica da maneira leve que outros falam. Gostaria de fazer só um adendo: é preciso também mostrar que este senhor só faz o que está fazendo porque tem costas muito quentes. Lembre da da inadvertida prisão de umas pessoas ligadas a Mossak Fonseca?Em poucas horas ele mandou soltar, quando soube a quem elas eram ligadas. É necessário dar enfase que esse “juiz” está cometendo todas essa transgressões (crimes) porque tem gente muito mais poderosa lhe dando respaldo. Por muito menos outras autoridades já foram defenestradas quando mexeram com os intocáveis.

Responder

Fernando simas

24 de março de 2017 às 12h09

Texto magnífico, continue com essa luta qu e arminha, a nossa , de todo o Brasil consciente,que pensa e espera que essa nossa desgraça atual tenha um fim, parabéns saiba que somos muitos e estamos preparados para lutar,

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celia

24 de março de 2017 às 11h30

Miguel vc foi brilhante. Texto lúcido e envolvente.

Responder

Javer Jocelin Virga

24 de março de 2017 às 11h08

Bom dia, agradeço o espaço.
Será que somente protestar adianta ou temos que efetivamente pegar em armas…quando escrevo isso, estou me dispondo também pegar em armas e exterminar os exterminadores !!!!

Responder

Roberto

24 de março de 2017 às 10h58

O reizinho interiorano de fala fina está descobrindo, a duras penas, que ele não é unanimidade, nem mesmo entre a direita. Não adianta usar camisas pretas para se parecer com Mussolini.

Responder

antonio

24 de março de 2017 às 10h50

Texto excelente

Responder

Kaliana Fontes

24 de março de 2017 às 13h42

Já está botando os pés entre as mãos.

Responder

sergio

24 de março de 2017 às 10h11

TANTO MORO COMO MENDES SÃO DOIS RABUJOS DO JUDICIÁRIO, FIGURAS NEFASTAS DE CARÁTER SÓRDIDO E NEBULOSO, QUE CINICAMENTE FREQUENTAM IGREJAS E TEM A CARA DE PAU DE ORAREM, SÃO PIORES QUE ATEUS, POIS ALÉM DE NÃO ACREDITAREM EM DEUS, ZOMBEM DELE ATRAVÉS DE SEUS ATOS REPUGNANTES, COMO DIRIA UM VELHO JORNALISTA DA MINHA TERRA, DUAS ALMAS SEBOSAS.

Responder

foo

24 de março de 2017 às 10h09

Aqui vai minha tentativa de traducao do artigo.

The day when Globo’s vigilante was defeated by a dirty blogger

[NT: “dirty blogger” is how big media and right-wing politicians once referred to left-wing bloggers in Brazil, who proudly adopted the title]

When the historian of the future studies our times and the endless blows that have victimized our democracy, our social rights, our individual guarantees, this scholar, living, I hope, in a prosperous Brazil, with social justice and respect for freedoms, will come across this curious episode in which the most powerful figure of the country was defeated by a fragile leftist blogger.

I have often written here on the blog thinking of this imaginary historian, in whom I place many hopes that he will use our mistakes, anguish, and injustice to draw lessons for his own time.

On Thursday March 23, Judge Sergio Moro signed an amusing statement of his defeat before the blogosphere. He has published an incredibly confusing dispatch, in which he tries to explain, without success, the reasons why he had kidnapped Eduardo Guimarães, editor of the blog Citizenship.

What was Moro’s retreat? He “unbroke” the telephone and electronic confidentiality of Eduardo Guimarães. That is, after the Federal Police and Public Prosecutor examined his blogger’s e-mail and found nothing, the judge ordered that no data concerning electronic communication should be used. It is a win, because it prevents Lava Jato from pursuing the rotten tactic of leaking Eduardo’s intimate information to third parties.

Also, they will not use anything because they have not found anything!

Just as they have not yet found anything against Lula, whose arrest or political disqualification is Sergio Moro’s unique obsession, the reason the plutocratic elites delivered so much power into their hands. He is nervous because the time is passing and so far he has not found anything. His deadline is almost over.

However, the part of the order that shows, in its entirety, the moral mediocrity of Sergio Moro is when he seeks to humiliate Eduardo Guimarães by stating that he declined the name of the source, something “no real journalist would do”.

Sergio Moro makes a petty, cowardly, mischievous judgment. Eduardo Guimarães does not have experience as a journalist, because he never worked in a newsroom. And he was coerced into speaking without the presence of a lawyer. Moro’s dispatch is particularly cowardly because the agents, having spoken to Eduardo, had already had access to his phone call, broken by Moro, and identified the source.

Instead of apologizing, Sergio Moro descends as low as possible on the scale of moral baseness and insults Eduardo Guimarães!

Now a “real” judge would never gloat over the misfortunes he inflicted on a Brazilian citizen, living in a small, modest apartment in the center of São Paulo, father of four daughters, including a girl in need of special care. Eduardo Guimarães dedicates a love so deep and moving, that contaminated all his readers and colleagues in the blogosphere.

Who are you, Sergio Moro, to define who is “real journalist” or not, even more in a judicial office?

Sergio Moro enjoys all the glories of the world. He is a character surrounded by riches, flatteries and power. A Goliath inflated with so much vanity that goes to the social networks to thank the support that receives from the “totality” of the Brazilian people — and then erases all the thousands of criticisms that received.

He belongs to a caste that earns more than a million a year. A recent paycheck, leaked on social networks, shows an income in excess of R$ 100,000 in just one month.

He is the darling of [media conglomerate] Globo and the elites. In street demonstrations, rich ladies parade with banners in his support, along with other ladies holding posters that ask: “why didn’t they kill all in 64?” [NT: refering to the military dictatorship that tortured and killed hundreds of Brazilians starting in 1964]

Eduardo Guimarães is an auto parts salesman who worked, in his spare time, as a journalist, driven purely by idealism, without financial gains. Instead, he invests his own money in the blog, with the purpose of fighting the daily manipulation of the great national media. Sergio Moro’s violence will, of course, detract him from his work as a merchant, making his life even more difficult.

Sergio Moro knew perfectly well that Eduardo Guimarães was a blogger known and beloved by a different political field.

All the signs available also showed a vulnerable, fragile blogger.

That is why the violence against Eduardo Guimarães shocked us so much.

It was an unbelievably cowardly action!

Sergio Moro, still justifying his retreat, mentions the criticism he received from “respectable journalists.” Now, when it comes to the Lava Jato, bloggers are infinitely more “respectable” than the great majority of journalists in the mainstream media, who treat the operation uncritically.

Sergio Moro recently attended an award from Istoé magazine, which elected [non-elected president] Michel Temer as “Man of the Year”.

Sergio Moro was there.

Everyone saw him.

Confabulating, laughing, with Aécio Neves, national president of the [right-wing party] PSDB.

What was Sergio Moro doing there?

Does Istoé, for Sergio Moro, do a “respectable journalism”?

Is it respectable that Sergio Moro, in the midst of an important investigation involving so many allies of [non-elected president] Michel Temer, to be present in such an event?

Globo’s vigilante, in this episode, was miserably defeated, and by the most vulnerable and naive of progressive bloggers.

Returning to the historian of the future, I imagine him, at this moment, giving a mischievous smile, seeing that, for a few days, the small and fragile David of the blogosphere defeated the Goliath of the media.

To him, therefore, I address myself. Have patience, my friend, do not quit reading now. Keep studying and you will see that all these authoritarians who laugh today at the misery of the Brazilian people, more fragile than they have been in many years, will be crushed.

Our small victories are great victories, while their great victories are always petty, small, low.

This is the math that, sooner or later, will lead us to turn the game.

https://www.ocafezinho.com/2017/03/23/o-dia-em-que-o-justiceiro-da-globo-foi-derrotado-por-um-blogueiro-sujo/

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Marcos Antonio da Silva

24 de março de 2017 às 09h49

Pobre Moro; perdendo a todo momento sua capacidade de se afirmar enquanto justiceiro das elites conservadoras partidárias, da mídia e do judiciário; quando mais acham que ganham, mais são derrotados ; a história não é feita só de passividade, leis de proteção a essas elites; o fogo popular ainda não despertou.

Responder

foo

24 de março de 2017 às 09h42

Absolutamente brilhante.

Obrigado!

Responder

EdJesus

24 de março de 2017 às 09h26

Irrepreensível.

Responder

Claudia Barbosa

24 de março de 2017 às 08h33

Texto brilhante!
Moro e Gilmar Mendes representam hoje a maior ameaça à Justica brasileira. A parcialidade com que atuam compromete a independência da instituiçao, e sem independência, a justiça não tem serventia. Quando o povo deixa de acreditar na justiça, irá resolver as coisas por seus próprios meios, e aí, onde vale a lei do mais forte, instaura-se a barbárie.
Ou o sistema de justiça os enquadra ou poderemos estar rapidamente nos aproximando do dia em que o Povo, por conta própria, reage à injustiça da própria justiça!

Responder

Maria José Pinheiro Costa

24 de março de 2017 às 11h15

Parabéns pela excelente Matéria.
Estamos todos com você, Eduardo Guimarães e em um futuro….nossos Historiadores estarão ensinando e mostrando o Lado Certo da História. Com Certeza!!!

Responder

João Ricardo Sales

24 de março de 2017 às 08h14

PERFEITO.

Responder

Crys Debi

24 de março de 2017 às 11h07

Grande Miguel Do Rosario!

Responder

Ecy De Carvalho Costa

24 de março de 2017 às 10h56

Estamos vivendo um retrocesso social absurdo.

Responder

Maria Cury

24 de março de 2017 às 07h31

Parabéns pelo texto tão lúcido. Infelizmente estamos vivendo tempos de trevas mas, como foi dito, as pequenas vitórias triunfarão.

Responder

Robson Fagundes Pereira

24 de março de 2017 às 10h18

Excelente texto, falou a realidade de ambos atores, certo a respeito do blogueiro e condescendente com juiz Golias!

Responder

Vicente

24 de março de 2017 às 06h50

Prender alguém por vazar dados de investigação?
Mas o próprio juiz vaza, procuradores, policiais também.
Moro vai mandar se prender também?
Á, eu tinha esquecido : só a direita pode.
A lei só vale pra pobre.

Responder

Antonio Carvalho

24 de março de 2017 às 06h29

Infelizmente em um país que um mero tem mais autoridade que a sua suprema corte sendo parcial e principalmente partidário podemos esperar de tudo só falta agora mandar torturar e matar. Eles ainda não mataram LULA ainda porque o Brasil acaba de se afundar para nunca mais se levantar

Responder

Patricia Araujo

24 de março de 2017 às 06h24

Texto brilhante!!!

Responder

Aloisio de Almeida

24 de março de 2017 às 02h34

Muito bom!
Gostei do final ,pois me deu esperança de um dia virarmos a mesa.

Responder

Sirley Alcantara de Oliveira

24 de março de 2017 às 03h24

Muito bom o texto!

Responder

Maria Do Rosário Ramos de Almeida

24 de março de 2017 às 02h43

Excelente texto.

Responder

Ana Cristina Salles

24 de março de 2017 às 02h43

Ótimo texto.

Responder

Socorro Uchôa

24 de março de 2017 às 02h41

Me deliciei com cada linha do seu texto. Essas verdades precisavam ser escritas sobre aquela abjeta criatura que se intitula, juíz.

Responder

Lucas Alves

24 de março de 2017 às 02h37

porque marcelo odebrecht está preso há mais de dois anos sem julgamento? boa pergunta. moro vai cair e nós vamos virar o jogo em algum momento dessa história. quem viver verá

Responder

Rosane Salles

24 de março de 2017 às 02h04

Parabéns Miguel do Rosário , sabias verdadeiras e necessárias palavras ! Muito bem escrito e esclarecedor ! Minha preocupação é saber quando esse mostro da in-justiça será caçado e derrotado .Nao dá mais pra aguentar tanta hipocrisia ! Nosso judiciário não está só ACOVARDADO !!!!!!Pra mim ele já morreu mesmo , resta saber quando será enterrado!!!!!

Responder

Deuzelia Garrido

24 de março de 2017 às 00h59

FORA MORO CRÁPULA , HIPÓCRITA!!!!

Responder

Vailda Pereira Nascimento

24 de março de 2017 às 00h53

Miguel do Rosário! Cada vez que termino de ler suas matérias, seus textos digo touché! Vc. fala o que muita gente gostaria de escrever. Sua escrita é uma arte. Grande jornalista para tempos medíocres!

Responder

Luiz Carlos Marins, Professor de Rede Estadual RJ.

23 de março de 2017 às 21h47

Esse juizeco imbecil, covarde, sem noção, arrogante, pernóstico, pensando que o povo está com ele, tadinho tão ingênuo, que continua sendo inflado pelo sistema mais sórdido e abjeto que é essa tal de rede globo (em minúsculo mesmo) , já vimos esse filme. Vide AP 470, onde essa mesma rede inflou o ego de Joa-
quim Barbosa.

Responder

João Jalm

24 de março de 2017 às 00h36

Blogueiro sujo não!!!! Somos limpos!!! Sujos são quem destrói a democracia, economia e a honra de nós brasileiros.

Responder

Adriana Farias

24 de março de 2017 às 00h33

Melhor crítica dos últimos tempos! E olha que nos últimos tempos as críticas são inúmeras e muito boas! Parabéns!

Responder

Ivelise Queiroz

24 de março de 2017 às 00h32

Parabéns pelo texto. Corajoso e destemido. Tempos difíceis.

Responder

CarlosH

23 de março de 2017 às 21h25

Espero que esse mesmo historiador não deixe de tratar da culpa dos coxinhas na situação toda. Que ele não passe os coxinhas como vitimas ou massa de manobra, mas sim como coniventes e que sabiam o que fizeram. E todas as ações dos coxinhas, que levaram a situação, não seja omitida.

Responder

Tina Cunha

23 de março de 2017 às 21h11

Também pensei na Victoria. Que ela deve ter acordado assustada com o barulho.E é mais cruel ainda, porque a pf e moro deveriam saber disso e mesmo assim chegaram de maneira tão truculenta.

Responder

Valmira Dantas

23 de março de 2017 às 23h59

É ruim em?

Responder

Lucio tadeu suplici

23 de março de 2017 às 20h56

TEXTO IRRETOCAVEL, EMOCIONANTE! Miguel uma das mentes mais lúcidas e brilhantes do nosso jornalismo. de novo PARABENS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Ulisses Sanches

23 de março de 2017 às 20h53

Este juizeco da cidade dos pinheiros e do Estado com nome de Mar em Tupi é tão FASCISTA, tão CANALHA e tão metido no GOLPE, bem como na entrega de nossas melhores empresas para os EEUU que faria o juiz do processo de Kafka morrer de vergonha de ser tãp incompetente de ser tão arbitrário.

Responder

Luis

23 de março de 2017 às 20h50

Excelente texto! Parabéns!!!!

Responder

Eraldo Marques

23 de março de 2017 às 20h48

Orgulho de acompanhar seus textos. O que mais dizer? Apenas perfeição!

Responder

Volclene Bezerra

23 de março de 2017 às 20h42

Belíssimo texto!

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Pedro Cordeiro

23 de março de 2017 às 23h38

Juiz comete crime reiterados vezes e não acontece nada?

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Moema Sa Sa

23 de março de 2017 às 23h18

“Uma certa justiça” está se calçando para encaixar um crime em Lula. Achando ou não, condenará Lula. O que está em jogo é quem fica no arreio do país. Para eles mãe é com Lula. Vai prender, a segunda instância vai segurar o recurso e, talvez, soltem-no após as eleições. Outro Dirceu não farão. Condenar à prisão perpétua, sem prova, com base na literatura. É mediocridade demais, para uma justiça só.

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Joubert Silva

23 de março de 2017 às 23h16

Excelente análise crítica de um absurdo cometido contra um cidadão brasileiro. Isso só pode ser comparado com os absurdos que um verdadeiro golpe, contra a ordem democrática e o estado de direito, pode cometer!

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Celio Teles

23 de março de 2017 às 23h13

Esse cara,perdão pela palavra,Moro,é um desequilibrado,fascista bandido e digno de punição severa! Ele está se achando o poderoso,inabalável e acima do bem e do mal. E é burro também. Ou no mínimo,otário! Aparece,de repente,um “lunático” querendo fazer justiça contra ele,aí vão dizer que é de esquerda,do PT,amigo do Lula!!! Fica a dica!

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Jose Luiz Valentim

23 de março de 2017 às 23h05

Moro seria uma vergonha para o judiciário, se este não estivesse falido.

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Jesus Calixto

23 de março de 2017 às 22h57

Anderson Dias

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Pedro Mustaine Hanneman Hetfield

23 de março de 2017 às 19h49

Ótimo texto

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Rosa Zamp

23 de março de 2017 às 22h46

“Um sequestro relâmpago atinge o bolso, mas não a honra”.
Embora esteja difícil de acreditar no nosso judiciário atualmente, ainda sim o querido blogueiro deve lutar para ser reparado por tamanho absurdo.

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Rosa Zamp

23 de março de 2017 às 19h43

Absolutamente nada a acrescentar! Parabéns!

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Stella Brasil

23 de março de 2017 às 22h43

Texto perfeito!

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Paula Domingues

23 de março de 2017 às 22h41

Porra! Parabéns Miguel do Rosário! E igual a você, quando soube do fato, a primeira coisa que pensei também foi na Vitória.

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Marcelo Fiorani

23 de março de 2017 às 22h39

Com a dispersão da verba públicitaria para Internet, a globo está se tornando cada vez mais irrelevante. Ela, felizmente não conseguiu a mesma relevância online.

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Sonia Oeiras

23 de março de 2017 às 22h36

Miguel do Rosário, com certeza as nossas pequenas vitórias são grandes vitórias.
Seu texto é sensacional!

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Darcy Costa

23 de março de 2017 às 22h34

Excelente texto! E #foramoro

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Maria José Rocha

23 de março de 2017 às 22h34

Excelente texto, parabéns! Moro ainda se dá ao desplante de dizer que Guimarães Revelou ( confirmou, isso sim. Ia mentir?) O nome da “fonte” sem qualquer ” coação “. Como assim: sem qualquer coação? E Guimarães estava ali sob qual condição? – condução COERCITIVA – é cada doidice que a gente lê que dá vontade de rir,viu!? Só escreveu isso pra se justificar com Abrajim se é que justificou. Porque qualquer leigo entende a “pose da foto” que ele definiu aparecer.

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Sergio

23 de março de 2017 às 19h27

O juizeco está desesperado com a proximidade de abril

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Roberto Hobold

23 de março de 2017 às 22h25

Já que é arriscado falar algo ruim sobre o juiz herói, lá vai: Moro, um juiz à altura do que faz!

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Lucymara Christoforo

23 de março de 2017 às 22h23

Excelente!Texto revelador do sentimento de solidariedade e apoio ao Eduardo Guimarães frente ao arbítrio e à perversa invasão da integridade moral de um cidadão brasileiro.
Parabéns pela clareza,pela informação destemida e pelo exercício pleno da democracia!
Com todo o meu respeito!

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Rosario Lopes Serpa

23 de março de 2017 às 22h15

Belo!! Parabéns!!

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José X.

23 de março de 2017 às 19h03

O Edu que fique com as barbas de molho, porque neste país dominado por ditadores, bandidos e ladrões, ele nunca mais vai estar totalmente seguro.

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Neusa Caldas

23 de março de 2017 às 19h02

Belissímo texto, verdadeiro, incisivo, que faz com que não percamos a esperança, que é isso que o povo brasileiro precisa, inclusive aqueles que bateram tantas panelas, desfilaram com a camisa do Brasil, pediram a saída de Dilma. Hoje devem estar deveras arrependidos, mas o orgulho, o ódio não os deixa se vergar ante o que está acontecendo nesse país.

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Sandra Almeida

23 de março de 2017 às 21h59

Que beleza de texto. Inspirador. Parabéns !!!

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Luciano J. G. Souza

23 de março de 2017 às 21h54

É a velha máxima daquele que diz: “Quer conhecer o caráter de uma pessoa? Dê poder a ela.”

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André Tavares

23 de março de 2017 às 21h53

O que esperar de um playboy curitiboca?

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Leda Santos

23 de março de 2017 às 21h42

Que lindo texto! Como foi bom ler isso!

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Severino Duque

23 de março de 2017 às 21h34

Muito bom se tivermos este futuro. Estarei no céu, vendo a justiça enfim sendo feita, e tudo começa sempre pelo menor, o mais humilde, então Deus o engrandece. Parabéns ao cafezinho e ao no blogueiro.

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Maria Helena Amaral

23 de março de 2017 às 21h33

Não sei por que, mas quando penso no moro me vem aquela música na cabeça: “O pato pateta pintou o caneco, surrou a galinha, bateu no marreco…..
tantas fez o moço que foi prá panela”.

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Graça Lago

23 de março de 2017 às 18h33

Emocionante, Miguel, de infinita generosidade. Também pensei imediatamente na Vitória, a quem não conheço, ao ler a notícia do sequestro do Eduardo, a quem também não conheço. Também pensei na imensa fragilidade dele e em toda a crueldade desse juiz. Lembrei de prisões antigas. E que ironia ser ele a dobrar o Golias. Que voltas o mundo dá! Beijos e obrigada pelo texto.

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Elizabete Arakilian

23 de março de 2017 às 21h32

Viva!

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Ana Cristina Victória Barbosa

23 de março de 2017 às 21h28

Obrigada Miguel do Rosário. Seus textos são muito instrutivas. A partir de hoje também acompanharei o blog da Cidadania.

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Vavá Lia

23 de março de 2017 às 21h28

Será que ninguém vai parar esse filho da puta?

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Carmen de Sal

23 de março de 2017 às 21h28

É o Temer fazendo escola…Escola de Recuo

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NILTON ESTEVES

23 de março de 2017 às 18h27

Alguém viu a OAB federal por aí?

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Paulo Costa

23 de março de 2017 às 21h16

Dia 31/03 tem protesto!

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WG

23 de março de 2017 às 18h10

Texto irretocável. O peão das famílias da máfia financeira está em seus últimos movimentos. Em breve será retirado do tabuleiro.

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Norma L Mmdiniz

23 de março de 2017 às 21h06

Coisa linda, texto primoroso

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Cláudio Xavier

23 de março de 2017 às 21h03

Obrigado. Límpido, cristalino.

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João Bovino

23 de março de 2017 às 18h01

E o que o “juiz” fez nenhum juiz de verdade faria. Aliás: O QUE ELE FAZ NENHUM JUIZ DE VERDADE FAZ.

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Luiz Henrique Coelho Garcia

23 de março de 2017 às 20h59

E ainda fez isso. Saiu agora no Viomundo.

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Flávio Silveira

23 de março de 2017 às 20h52

Muito bom!

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Rafaelli Patrícia

23 de março de 2017 às 20h51

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