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Cafezinho Econômico: No pós-golpe, EUA e… Ilhas Virgens Britânicas assumem o controle da economia nacional

Por Miguel do Rosário

28 de junho de 2017 : 17h15

Cafezinho Econômico – Edição n.2 – 28/06/2017

Follow the money.

A edição de hoje será bem sucinta, porque as imagens falam por si e o blogueiro perdeu horas demais editando tabelas e gráficos e ficou sem tempo para fazer longas análises.

Entrei no site do Banco Central e baixei as tabelas atualizadas sobre investimento direto externo no Brasil.

O governo passou a manhã soltando fogos com o aumento do investimento. A mídia chapa-branca idem.

Eu fui analisar os números com calma e descobri algumas coisas interessantes.

O aumento do investimento direto no Brasil veio quase que exclusivamente dos Estados Unidos e das Ilhas Virgens Britânicas.

Se tirarmos esses dois países, os investimentos diretos no Brasil teriam caído mais de 30%.

Os últimos acontecimentos no país fizeram os EUA aumentarem brutalmente a sua participação na economia brasileira.

Na média mensal dos quatro anos de 2013 a 2016, os EUA respondiam por 14% dos investimentos no Brasil. Na média mensal de 2017, esse número saltou para 30,5%.

As Ilhas Virgens Britânicas, conhecido paraíso fiscal, e que ficou bastante famosa no Brasil por causa da sonegação da Globo, que se deu justamente lá, elevaram em 1093% os seus aportes no Brasil, na comparação de 2017 com a média dos anos anteriores.

Sozinhas, as Ilhas Virgens Britânicas tiveram uma participação de 17% nos investimentos diretos no Brasil em 2017; na média dos quatro anos anteriores, sua média era de 1,6%.

Por que o súbito interesse dessa potência geopolítica e industrial, as Ilhas Virgens Britânicas, num país como o Brasil?

EUA e Ilhas Virgens Britânicas, somados, responderam por quase metade de todos os investimentos diretos no Brasil!

Em outros termos, dois países, EUA e um paraíso fiscal praticamente assumiram o controle da economia brasileira!

Não é preciso dizer como isso é estranho. E ao mesmo tempo como isso confirma diversas teorias de que houve intervenção norte-americana no processo de desestabilização política que o Brasil vem sofrendo desde 2013.

Confira os gráficos abaixo. Voltamos em seguida.

Outra coisa que a gente deve prestar atenção são os setores para onde vieram os investimentos diretos.

Foram para a indústria? Não. Os investimentos na indústria brasileira caíram 22% em 2017.

Foram para a agricultura ou pecuária? Não. Os investimentos no agronegócio brasileiro caíram 65% em 2017.

Todo o aumento dos investimentos se deu no setor de serviços, com uma concentração muito grande em três itens: eletricidade, transporte e distribuição de água. Esses três setores responderam, sozinhos, por quase 60% dos investimentos diretos no país.

Não por coincidência, são setores onde o governo detêm o poder de elevar as tarifas públicas. Ou seja, o governo Temer está, claramente, vendendo serviços públicos para empresas estrangeiras.

Enquanto isso, investimetnos diretos em coisas como pesquisa científica, obras de infra-estrutura, serviços de tecnologia de informação, telecomunicações, máquinas e equipamentos, equipamentos de informática, sofrem queda brutal.

Olhem a tabela abaixo!

 

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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20 comentários

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Veit Stumpenhausen

29 de junho de 2017 às 18h20

Trumps, Dumps and yankee hegemonists, get ur f#gging stinky feets out o Brazil!!

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Luiz Carlos P. Oliveira

29 de junho de 2017 às 09h23

Se for investimento em Bolsa ou Titulos do Governo, podemos considerar como capital volátil. Esse capital, quando retirado subitamente, quebra um país. Ele não gera emprego e renda. George Soros é especialista em liquidar economias.

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Luiz Carlos P. Oliveira

29 de junho de 2017 às 09h20

Tá tudo dominado. Quando se vê a tabela, além dos EUA e Ilhas Britânicas, só a Itália e o Chile aumentaram seus investimentos no Brasil. Alemanha, Japão, Reino Unido e China despencaram cerca de 22%. É o Brasil descendo a ladeira.

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Ricardo Aquino

29 de junho de 2017 às 11h55

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Anderson

29 de junho de 2017 às 08h52

Proponho um crowdfunding para cruzar os dados e saber exatamente quais são os setores mais afetados pelo aumento dos invertimentos. Basta verificar o aumento de capital estrangeiro na bolsa, no tesouro nacional e quais empresas estão anunciando aumento de investimentos com o incentivo de capital de fora. Enfim, da pra cruzar os dados, de indicadores e mesmo de anuncios institucionais, para se chegar a um mapa bem realista, do que representa tal aumento de investimetos desses 2 paises.

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Ednilson Pinto

29 de junho de 2017 às 10h55

Esse “aumento de investimento” ppde see na verdade dinheiro sujo sendo repatriado; empresas nacionais queimando suas reservas internacionais por causa da crise; ou compra de títulos do tesouro por capital estrangeiro (esperando futura valorização pra vender) ou o puro e simples capital especulativo ingetado na Bolsa de Valores lucrando com a crise. Não é investimento produtivo, se fosse haveriam novas fábricas e industrias sendo instaladas.

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enganado

29 de junho de 2017 às 00h51

GALINHEIRO / PUTEIRO / RENDEZ-VOU / CX da Mãe Joana / … etc dos ANGLO_SIONISTAS é pouco, é ou não é? Sr. vagabundo ___cerJio mO(U)RO e o chefe da tortura gen. SÉRGIO ETCHEGOYEN, ministro da Secretaria de Segurança. O ex-BRASIL acabou, só falta mesmo o enterro!!!! PORRA toquem pelo menos na cerimônia fúnebre o hino dos USraHell.

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Jonas Moreira

29 de junho de 2017 às 01h51

Porque não se faz nenhuma avaliação crítica da política econômica depressiva e destruidora do país feita pelo Meirelles e seus apaniguados? O silêncio relativamente ao Meirelles e sua responsabilidade na crise atual é vergonhoso. FORA TEMER e FORA MEIRELLES !!!!

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Leandro Skrepec

29 de junho de 2017 às 01h47

Eles não investem, só especulam.

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Maria Thereza Freitas

28 de junho de 2017 às 19h08

Inacreditável! Esse portento da economia mundial, as Ilhas Virgens Britânicas… quem diria, comprando o Brasil.

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Fausto Amaral DE Barros

28 de junho de 2017 às 21h20

Que coincidência, não?!…

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Carlos Rocha

28 de junho de 2017 às 21h17

Ilhas Virgens Britânicas, uma das lavanderias da Inglaterra, lavagem de dinheiro de corrupção, tráfico de pessoas, armas, drogas … Os investimentos das Ilhas Britânicas tem a cara do Brasil, o dinheiro sujo que saiu daqui, lavado lá e torna acessível ao portador aqui. isso explica muita coisa o do porquê aumentaram os laços com os países ” centraís “.

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Joel Araujo

28 de junho de 2017 às 20h50

Pra quem saber pensar além do discurso oficial e s discursos chapa-branca, essa matéria é devastadora! Pobre, Brasil!

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Maria Aparecida Sacconi Ferreira

28 de junho de 2017 às 20h47

Brasil Colônia

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Alex Amaz

28 de junho de 2017 às 20h46

Os paneleiros da CBF que sonham em ir para a Disneylândia não se importam com isso.

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Eidy Semoto

28 de junho de 2017 às 20h28

Alguém tinha duvidas? Daquele Mishell….

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Mara Ramos Santos

28 de junho de 2017 às 20h25

Desse jeito.

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