Mais de 70% dos eleitores já estão decididos sobre o voto presidencial, diz DataFolha

Lula, PSOL e a melhor estratégia para a esquerda

Por Pedro Breier

25 de julho de 2017 : 20h11

(Sem uma estratégia adequada os peões não têm chance)

Por Pedro Breier

A crítica, bem ao seu estilo, que Lula fez ao PSOL na semana passada, permite-nos uma boa discussão de fundo. Eis um trecho:

Quando eles governarem a cidade do Rio de Janeiro, metade das frescuras vão acabar. Eles vão perceber que não dá para a gente nadar teoricamente. Eu não posso ficar na beira da praia falando ‘bom, você dê uma braçada pra cá, uma pra lá, bate o pé’. Entra na água e vai nadar, porra!

Qual seria, portanto, a melhor estratégia eleitoral para a esquerda? Nadar nas águas turvas da política nacional ou esperar o mar ficar próprio para banho?

O PT escolheu entrar na água, aprender a nadar e não voltar mais à areia mesmo com a pele já totalmente enrugada. Desde que o partido assumiu o executivo federal, as negociações de gabinete e as articulações políticas substituíram completamente a mobilização popular.

Este erro crasso de estratégia parece ter sido provocado por uma moderação exacerbada, digamos assim. As reformas política e tributária, o combate ao monopólio de mídia e a questão da auditoria da dívida pública são questões fulcrais que simplesmente desapareceram da agenda petista.

A desculpa de que não havia votos no Congresso para aprovar a regulamentação da mídia é um bom exemplo. Dilma a usou para explicar por que o assunto, que foi explorado no segundo turno, sumiu após as eleições de 2014. A resposta de Dilma é reflexo da lógica exclusivamente burocrática que dominou o seu partido. Se não havia como um projeto sobre o tema ser aprovado naquele momento, era papel do PT, tendo o poder executivo em suas mãos, fomentar esse tipo de discussão na sociedade e, a partir daí, criar condições para que mudanças estruturais fossem implementadas no futuro.

Entretanto, diferentemente de boa parte do campo à esquerda do PT, não creio que um partido que pretende efetivamente chegar ao poder, na conjuntura atual, possa prescindir de fazer alianças eleitorais com o centro e até mesmo com a direita.

Concorrer com chapas puras significa tempo diminuto na TV, que ainda é decisiva nas eleições, e, em caso de uma improvável vitória para o executivo, tentar governar com um parlamento completamente hostil.  A afirmação de que é possível governar “com a força do povo”, sem explicar como se dará isso, na prática, em um país com uma das mídias mais concentradas do mundo, golpista, ultraconservadora e que molda, em grande parte, os valores e a ideologia da população, é totalmente descolada da realidade.

Lançar candidatos apenas para marcar posição, com baixíssima perspectiva de vitória e menor ainda de condições de governar, é o mesmo que ficar na areia “nadando teoricamente”, como disse o insuperável metaforista Lula.

Creio ser possível – e necessário – concorrer e governar em aliança com partidos ideologicamente não tão próximos, obviamente dividindo ministérios ou secretarias e deixando de avançar em alguns pontos, mas ter um espaço de poder para mudar a realidade objetiva das pessoas e se comunicar com a população, preparando o terreno e lançando as sementes de transformações mais profundas. Ou seja, o problema do PT não foram as alianças, mas o abandono de bandeiras que não poderiam ser abandonadas, sob pena de sermos obrigados a assistir um governo golpista qualquer destruir com relativa facilidade os avanços obtidos.

Há ainda, na esquerda, a tese de que a revolução não virá por meio de eleições. Portanto, que se dane o processo eleitoral.

É claro que há inúmeras possibilidades de atuação por fora das eleições, as quais são, efetivamente, essenciais. É urgente, por exemplo, a retomada do trabalho de base e de formação política nas periferias, coisa que o PT fazia nos anos 80 e abandonou completamente, permitindo o avanço avassalador de políticos conservadores evangélicos.

Ainda assim, não é uma boa estratégia menosprezar as eleições. Noam Chomsky argumenta que a democracia não é o sistema preferido do grande capital internacional. Sempre há o risco de alguém não tão alinhado assim aos dogmas do mercado financeiro ser eleito e passar a incomodar.

A mídia hegemônica mundial é completamente dominada pela ideologia individualista inerente ao capitalismo. Os valores do consumismo desenfreado e da competição insana por status e bens materiais estão incrustados nas mentes de bilhões de pessoas mundo afora. Não me parece possível modificar esse estado de coisas sem algum tipo de instrumento que possa fazer frente ao enorme poder do establishment

Mesmo com a forte pressão do capital, que tenta desesperadamente comprar a política e os políticos, a eleição ainda é o momento em que cada pessoa vale um voto e, por isso, pode ser este instrumento. Os donos do dinheiro nunca conseguem eleger todos os seus candidatos preferidos, especialmente para o poder executivo. Não é à toa que o Valor Econômico, que pertence à Globo, soltou uma matéria que dizia, bizarramente, que as “eleições podem impor retrocesso às reformas”. A direita não gosta de eleições e isso é significativo.

Portanto, nem entrar na água e esquecer o pessoal que ficou lá na areia, nem mal molhar os dedos e assistir a tempestade marítima de camarote.

O caminho do meio de Siddhartha Gautama sempre cai bem: uma esquerda que saiba ser pragmática para chegar ao poder e governar não é necessariamente incompatível com uma que mantenha no seu horizonte e traduza em ação o desejo de uma transformação radical da sociedade.

 

Pedro Breier

Pedro Breier nasceu no Rio Grande do Sul e hoje vive em São Paulo. É formado em direito e escreve n'O Cafezinho desde 2016, sendo atualmente um dos editores do blog.

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64 comentários

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caio vieira de macedo

14 de agosto de 2017 às 02h02

lula deve voltar para dar Diguinidade e vez aos mais pobres a verdade independente de denuncias é que ele mudou o brasil e derrubou pela metade o muro da desigualdade que infelizmente voltou a ser o nosso principal problema nas mãos desse presidente ilegitimo e miserável que somos obrigados a engolir a seco que venha 2018 logo que venha lula!!! meu voto desde de já é 13

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Elinalva Bastos

28 de julho de 2017 às 08h28

Excelente texto! Verdadeiro e objetivo. Que sirva de lição para todos partidos políticos e militantes de lição esquerda.

Responder

Ingrid Penelope Lino

27 de julho de 2017 às 12h56

Verdade Carrie Coleman Lula. Foi o melhor presidente do Brasil
E pra população mais carente que ele governou. Faculdade moradia e um bolsa família q complementava a renda. Hoje somos tratados como lixo na mão. De um facista q está. Disposto em perdoar dividas da previdência e a população q se desdobra em repartir seu miserável salário fica sem receber do Inss suas parcelas de seguro saúde. Volta Lula! Cuida da gente denovo!

Responder

Carrie Coleman

27 de julho de 2017 às 07h29

Lula, o melhor presidente da história do Brasil e ponto final!

Responder

Marcos Pinto Basto

27 de julho de 2017 às 00h16

Tudo o que assistimos agora na politica nacional, deve-se à falta de politização do Povo, POLITIZAÇÃO precedida de alfabetização! O PT no governo tinha tudo para promover esse trabalho que lhe daria muito maior sustentação, mas Lula optou por fazer alianças com os vermes da politicalha, pensando na governabilidade, manobra que poderia contornar com pequenas concessões enquanto apostaria tudo no fortalecimento de suas bases. O mesmo empenho que teve na restauração da construção naval e na exploração do petróleo, deveria dedicar à reforma agrária, criando bases eleitorais mais fortes e ativas, capazes de enfrentar conflitos políticos que a oposição ao PT vinha desenhando matreiramente desde o dia que o PT subiu ao poder. O mensalão foi a primeira tentativa de derrubar Lula e o PT do governo.O que veio depois foi a continuação da manobra criminosa da politicalha com apoio ianque cada vez mais descarado, até chegarmos ao cúmulo de ter entre nós um juiz de 1ª Estância Federal que é sujo lacaio a serviço ianque.

Responder

Rachel

26 de julho de 2017 às 23h01

1 -”A desculpa de que não havia votos no Congresso para aprovar a regulamentação da mídia é um bom exemplo. Dilma a usou para explicar por que o assunto, que foi explorado no segundo turno, sumiu após as eleições de 2014. A resposta de Dilma é reflexo da lógica exclusivamente burocrática que dominou o seu partido. Se não havia como um projeto sobre o tema ser aprovado naquele momento, era papel do PT, tendo o poder executivo em suas mãos, fomentar esse tipo de discussão na sociedade e, a partir daí, criar condições para que mudanças estruturais fossem implementadas no futuro.” Façamos justiça com Dilma : não teve nem com tocar as questões do dia a dia sem que a menor coisa virasse um inferno. Alguém ainda acha que ela teve tempo, cabeça, condições mínimas para falar em reforma da mídia? O mesmo para o PT que viveu o inferno junto com ela.
2– E mais uma vez Deleuze : nossa subjetividade é capitalista. É pior do que o Obelix, este só caiu dentro da poção, nós já somos concebidos dentro do caldeirão. E haja esforço para enxergar fora dele.

Responder

Luiz Carlos P. Oliveira

26 de julho de 2017 às 21h08

Um raro texto em que se expressa a lucidez, tão necessária e difícil de se encontrar nestes dias que correm!

Responder

Ozéas Mainenti

26 de julho de 2017 às 18h21

Pedro, alguns reparos. Lembra quando o Gilberto Carvalho propôs as Conferências Nacionais multi-temáticas? A reação da mídia, da então oposição e a até do Gilmar (sempre ele) Mendes aos berros:bolivarianismo! O caminho não é linear. Veja por exemplo o abandono do trabalho político das periferias. Se você não contextualizar com o desmonte das CEB’s ( comunidades eclesiais de base)corre o risco de só culpar a burocratização do PT e não a ação política do longo reinado de João Paulo II e sua perseguição à igreja libertária latino-americana.

Responder

Marcos Macedo Caron

26 de julho de 2017 às 17h06

Não adianta! Somos, PT e PSOL, irmãos siameses para o resto da história brasileira! Basta ver a quantidade de comentários aqui. Quando comparados com os nossos debates com os coxas, o que observei neles? Divergências duras sim, algumas ofensivas de parte a parte, mas observem: são mais divergências de forma do que de conteúdo. Por quê? Porque a história, a estrutura de classes brasileira, os limites de uma sociedade desigual….tudo isso nos impõe ficarmos lado a lado, anda que não, necessariamente, “ao lado” um do outro.
Neste embate eu sou PT e assino embaixo a última crítica do Lula ao PSOL. Mas assino no seu conteúdo, não na forma. Poderia ser mais educada e respeitosa por tudo que o PSOL, goste eu ou não dele, representa como PROGRAMA POLÍTICO. E aconselho o PSOL a fazer o mesmo. Nesses tempos de golpes e retrocessos sociais profundos, mantenhamos as divergências sim, inclusive de forma dura. Mas, antes de tudo, vamos debater em termos de programa político, de estratégias, de distinguir claramente pontos de contato e pontos divergentes. ou seja, com o respeito político de parte a parte, PORRA (“à maneira Lula”, mas, neste caso, discordando da forma política da crítica de Lula – não do “porra”, obviamente). O PT não é, nem foi até agora (nada sei quanto ao futuro), nenhum “vilão traidor vendido”, assim como o PSOL não é, nem foi até agora (idem…), nenhum “esquerdista infantil inconsequente”. Ambos sabem o que fazem, nos seus erros e acertos, e devem assumir as consequências por isso. Simples assim. E complicado assim.

Responder

Lia Pioner

26 de julho de 2017 às 16h02

Olha temos que buscar apoiamentos,só não vamos ficar sem discurso…se tiver que ceder PT tem que faze-lo..
Sempre ampliando a coligação!

Responder

Reginaldo Gomes

26 de julho de 2017 às 12h38

MOVIMENTOS SOCIAIS
Estratégia para se dar um golpe de estado.
Inteligência golpista em ação.
Como matar o MST, MTST, UNE, PT,PCdoB, etc, todos movimentos sociais, estudantis, de trabalhadores, sem dar um único pipôco?
Resposta:
“produza inércia no povo!”
Como assim?
Resposta: O contrário de inércia , é MOVIMENTO!!!!! Para se matar qualquer movimento social é só produzir inércia no povo!!!! Precisa desenhar?
O que e como se produz inércia?
Resposta: O MEDO produz inércia e o que produz medo é a reclamação . A reclamação é o hábito do povo de repetir a todo tempo em qualquer lugar que vá, as notícias apocalípticas e mentirosas da mídia golpista.
Tudo isso é fato porque porque não existe nenhuma força capaz ou com vontade de pará-lo ou revertê-lo. O golpe só coleciona vitórias.

Responder

Linno Parker da Silva

26 de julho de 2017 às 14h14

Oh, patético PSOL.

Sem um único exemplo de gestão pública para ser objeto de crítica ou elogios.

Sem negros em suas lideranças e sem penetração nas camadas populares…

Uma esquerda límpida, de belos discursos liberais, mas que não ameaça o status quo, pois uma esquerda “sacra” não produz mudanças num mundo de verdade.

Oh, patético PSOL.

Uma suposta esquerda cujo único legado é a retórica está fadada a ter um eterno caso de amor com a globo.

Responder

Linno Parker da Silva

26 de julho de 2017 às 14h08

O PSOL fomentou a instabilidade política até o último minuto para enfim…, sair de fininho como se nada tivesse a ver com esse golpe mequetrefe.

Assoprou sem constrangimentos, pois, as brasas da insatisfação popular ombro a ombro com a mídia e com a nossa direita entreguista: posto que mais adiante se apresentaria como alternativa de poder à esquerda. Esse pragmatismo baixo, de visão meramente eleitoral ajudou a afundar o país nesse lamaçal – sem leis, sem direitos, sem democracia.

O dia em que esse pequeno partido for verdadeiramente de esquerda e a favor do Brasil veremos muitos negros dentre suas lideranças. Dali em diante ele será a mais nova vidraça da mídia corrupta.

Responder

pedra

26 de julho de 2017 às 10h55

Eu acredito nesta via pra impedir o avanço destruidor do liberalismo pois qto mais tempo ficarem mais estragos provocarão portanto a presente análise é viável e corretíssima na conjuntura atual. Deixemos os manuais e marchamos pra cima deles que eles fogem e o povo saberá conduzir-se..

Responder

Atreio

26 de julho de 2017 às 10h39

e o MT da mala com aécio assassino do fred, oq são?

curiosos estou……por sua retórica falha.
bjao1

Responder

Atreio

26 de julho de 2017 às 10h38

ô menino.

já deu bjinho na sua mãe hj?

se liga, fio!

és balta.
és willian botelho
és o atraso
o ridículo de seu fihlos e vergonha de seus pais.

tsc tsc tsc,,,
desejo melhoras!

Responder

SLEIMAN V. M. NUNES

26 de julho de 2017 às 10h17

Fala, burro…

Responder

Antonio Passos

26 de julho de 2017 às 09h06

A chance desses coxinhas escaparem no hospício também é zero. Já ultrapassaram os limites da imbecilidade, estão no campo da demência há muito tempo.

Responder

Antonio Passos

26 de julho de 2017 às 09h03

O articulista faz a mesma coisa que o PSOL, ensina ao PT como deveria ter nadado. Eu diria que Lula não escolheu p**** de estratégia nenhuma, antes disso preferiu matar a fome de 40 milhões, preferiu levar o Brasil de décima quarta a sexta economia do mundo, preferiu dar a este país uma força política que ele jamais teve em sua história, preferiu tirar o Brasil da lixeira do mundo civilizado.
Se o povo imbecil deste país não tem um pingo de inteligência para perceber o que foi feito, é brincadeira querer culpar o PT. Se a classe média deste país é a mais estúpida e preconceituosa do mundo, a culpa não é do PT. Vivemos um tempo em que todos querem dar opinião sobre tudo, numa posição de superioridade. Temos muitas pessoas na areia ensinando a nadar e pouca gente disposta a dar braçadas.

Responder

    SLEIMAN V. M. NUNES

    26 de julho de 2017 às 10h15

    Eu não diria isso com tanta propriedade e inteligência…

    Responder

    Elena Osawa

    26 de julho de 2017 às 10h18

    Concordo com vc, Antonio Passos. Disse tudo.

    Responder

    Mauricio

    27 de julho de 2017 às 08h52

    Concordo com você Antonio Passos, acredito que ele tinha duas escolhas, e não tinha como escolher as duas ao mesmo tempo, ou governava ou fazia política partidária. Se ele fizesse a segunda opção não teria conseguido trazer tantos benefícios ao país.

    Responder

Marcus Santos

26 de julho de 2017 às 11h25

PSOL NÃO CRESCE

Responder

Eliane M. Silva

26 de julho de 2017 às 11h08

Tem que ver o que (nao) estao fazendo na UFRJ

Responder

Gidobaldo Silva Avelar Gil

26 de julho de 2017 às 09h59

Psol, pdt, rede e pc do b são muito mais felizes em derrubar o PT que derrubar psdb e pmdb, pelo menos umas 600 prefeituras deixaram de ter prefeitos por briguinhas entre as esquerdas,ACM ficou 50 anos no poder mais por briguinhas entre as esquerdas que competência etc etc

Responder

Marcos Marcos Marcos

26 de julho de 2017 às 08h30

O PSOL, não é de confiança e tem mais ligações com a direita, do que eu poderia considerar seguro.. Acho o PSOL, muito bom em casos de defesa dos homossexuais, na figura do seu mais importante político, Jean Willys.. Mas, tem uma visão muito distante da esquerda na visão mais abrangente de medidas para igualdade social.. Jean Willys, dia foi até Israel, num encontro em que os sionistas formaram um movimento hipócrita, desqualificado, sem nenhum sentido prático, apenas para ajudar a mudar imagem desgastada do governo assassino e ladrão de terras palestinas…

Responder

David Rogge

26 de julho de 2017 às 08h18

tem que tirar ESSES

Responder

Banja Bonora

26 de julho de 2017 às 06h14

45% e 1% respectivamente.

Responder

Edson Lemos

26 de julho de 2017 às 06h09

Então é melhor fazer coalizão com o PMDB do que com o PSOL ???
Aham…

Responder

Edson Lemos

26 de julho de 2017 às 06h07

Parece que esse texto foi escrito em 2002.
A proposta de coalização com essa Direita que está aí já se revelou totalmente inviável.
Lula teve o Mundo aos seus pés e poderia enfraquecer o PMDB, mas fez o contrário e nutriu o Monstro!
Imperdoável!!!

Responder

    Sarah Albuquerque

    26 de julho de 2017 às 15h01

    Imperdoável é a fome a miséria a sede a falta de moradia a entrega das chaves do país a aliança com a globo etc…
    O que Lula fez pelo Brasil ?? com erros e acertos de quem governa uma imensidão de país deste é inquestionável é louvável .
    Atirar pedras na vitrine é fácil.
    Quero ver ser vitrine e aguentar firme as pedras ,inclusive as que se dizem amigas e aliadas.

    Responder

    Edson Lemos

    26 de julho de 2017 às 15h23

    Mas Sarah ???
    Sugerir que se faça a mesma Merda de novo, como diz o artigo ???
    O mesmo tipo de coalizão ???
    Renam Calheiros, Maia, Maluf ???
    O PT deu lugar ao Lulismo. Essa foi a merda.
    O PMDB poderia estar na Sarjeta nesse momento, mas Graças ao Lula nunca esteve tão forte.

    Responder

    Cecilia Corrêa

    26 de julho de 2017 às 16h22

    “diferentemente de boa parte do campo à esquerda do PT, não creio que um partido que pretende efetivamente chegar ao poder, na conjuntura atual, possa prescindir de fazer alianças eleitorais com o centro e até mesmo com a direita.

    Responder

    Sarah Albuquerque

    26 de julho de 2017 às 16h35

    Edson Lemos , com muita dor estamos sobrevivendo a este maldito golpe.
    Não repetiremos mais os mesmos erros .
    Só que quando da candidatura do Lula até a sua posse,governar sem estes bandidos era inimaginável do ponto de vista da realidade política.
    Hoje, o povo acordou pra quem são eles e o resultado é a pesquisa do Aecio.
    Vamos nos unir esquerda valente!

    Responder

    Edson Lemos

    26 de julho de 2017 às 16h39

    Sarah, não existe possibilidade de união pela cúpula.
    A união que vai salvar a Esquerda é a união pela BASE.
    Lula destruiu a BASE do PT. O único partido realmente democrático da história do País.
    A salvação para não precisar de coligações Malditas é a Base.
    Esse sonho é possível.

    Responder

SLEIMAN V. M. NUNES

26 de julho de 2017 às 02h15

O modo PETISTA de governar, apesar de todas as críticas acima, deu certo. Se a estratégia usada não alcançou o ideal, é possível que não alcançasse, caso seguisse a cartilha dos nefelibatas.

Sobre o PSOL, fala sério… Esses caras, como disse de certa forma e em outras palavras Carlos Rocha, foram permitindo que o Partido dos Trabalhadores se afundasse com os bombardeios da mídia direitista, para ver se alcançavam o lugar primeiro da representação esquerdista no Brasil. Burros! A esquerda de todos foi humilhada e despedaçada.

Faço justiça ao maravilhoso Jean Wyllys, que sempre foi coerente em seus posicionamentos, pois tem capacidade e habilidade de julgar, sem destruir e sem dar oportunidade a seus adversários de usarem o discurso do psoísta para dizer que a esquerda está dividida.

Responder

Carlos Rocha

26 de julho de 2017 às 03h22

PSOL é igual aqueles partidos da esquerda em 64, ao invés de apoiar o presidente fica batendo, depois que vem o golpe eles dizem ser contra o golpe, a esquerda sempre faz isso, ela sempre ajuda a direita na derrubada de um governo progressista também de ” esquerda “. O excesso de moralismo do PSOL ajudou a todos nós estarmos nessa situação.

Responder

Felipe Gali

26 de julho de 2017 às 03h19

.

Responder

Laura Faria

26 de julho de 2017 às 03h11

Muito bom porem sou Petista Lulista Dilmista e nao abro.

Responder

Ney Gyrão

26 de julho de 2017 às 02h10

Gostei!

Responder

Estévenson Chaves de Melo

26 de julho de 2017 às 01h48

EXCELENTE ARTIGO. VALE A LEITURA…

Responder

isaora

25 de julho de 2017 às 22h21

Só existe uma coisa mais chata do que PSOLista, é o PSOLista choramingão

Responder

isaora

25 de julho de 2017 às 22h19

Só existe uma coisa mais chata que PSOLista, é o PSOLista choramingão

Responder

Julio Brentani

26 de julho de 2017 às 01h09

Esse PSOL parece o PCB do Freire…

Responder

Milton Roberto

26 de julho de 2017 às 00h24

Acho que os parlamentares do PSOL,deveria ser mais honesto com seguidores,falo seguidores porque muitos acham que todos são noivas virgens,falar oque fazem e quem procuram para aprovar um projeto,quando votam,qual é articulação para se chegar a isto,ai para jogar para galera falam que conversa e não compõem com ninguém.
Freixo posta que foi coautor de projeto,fiz pesquisa os projetos 1 era de deputado do PT,outro do PMDB e ele nem fala dos autores.é safadeza.

Responder

Julio Cezar

26 de julho de 2017 às 00h13

PSOL nunca foi da esquerda !!!!!!!!!!

Responder

Sarah Albuquerque

25 de julho de 2017 às 23h39

Eu tenho memória eu sou prova do bem que ele fez ao meu povo trabalhador nordestino.
Eu sou um ?? grão dos milhões que irão brotar como força e resistência pra fazer florescer nas urnas a nossa gratidão por ele.
Lula meu presidente!

Responder

Linno Parker da Silva

25 de julho de 2017 às 23h38

Oh, patético PSOL. Se diz de esquerda num país de natureza escravocrata, mas não possui uma única liderança política negra…

Conspirou junto à direita pelo golpe e saiu de fininho no último segundo…

Pragmatismo político rasteiro para, quem sabe, obter parte do protagonismo eleitoral que, supostamente, o PT poderia perder?

Mas não tem jeito. O PT é um partido de massa, já o PSOL… um partido de nicho.

Só uma parte da alienada classe média branca leva o PSOL a sério.

Autoritária, basta uma única crítica e a diminuta base “social” do PSOL mostra os dentes…

Sai do armário, direita enrustida do PSOL.

Responder

    Arthur Carvalho

    26 de julho de 2017 às 03h20

    Sobre uma lider negra do PSOL, tenho como exemplo a vereadora mais votada de BH, cidade vizinha da minha. Outra: toda a bancada do PSOL votou contra o golpe, já de certos partidos que sempre foi da base aliada do ex-governo, como por exemplo o PDT e o PSB, houve parlamentares que votaram a favor.

    Responder

    Arthur Carvalho

    26 de julho de 2017 às 03h21

    Mas verdade seja dita, infelizmente o discurso do PSOL, em maioria, só chega a esquerda branca caviar. Acho que eles devem reavaliar isso, pq é um bom partido com ótimos políticos.

    Responder

    Luiz Pareto

    26 de julho de 2017 às 03h28

    Não concordo com o que vc disse. O PSOL sempre foi contra o golpe. Foi até mais combativo do que o próprio PT. Por outro lado, o PSOL precisa entender que num momento de profunda crise das nossas instituições, alguns de seus integrantes deveriam parar de criticar tanto o PT. E quem tanto critica, não pode ficar mordido quando recebe de volta uma crítica. O momento é grave e pede uma grande aliança das esquerdas. Não é momento para ataques, seja do PT ou do PSOL. Mirem-se no exemplo do Uruguai.

    Responder

    Romário Carlos

    26 de julho de 2017 às 06h35

    PDT: todos expulsos. A registro.

    Responder

    Linno Parker da Silva

    26 de julho de 2017 às 14h08

    O PSOL fomentou a instabilidade política até o último minuto para enfim…, sair de fininho como se nada tivesse a ver com esse golpe mequetrefe.

    Assoprou sem constrangimentos, pois, as brasas da insatisfação popular ombro a ombro com a mídia e com a nossa direita entreguista: posto que mais adiante se apresentaria como alternativa de poder à esquerda. Esse pragmatismo baixo, de visão meramente eleitoral ajudou a afundar o país nesse lamaçal – sem leis, sem direitos, sem democracia.

    O dia em que esse pequeno partido for verdadeiramente de esquerda e a favor do Brasil veremos muitos negros dentre suas lideranças. Dali em diante ele será a mais nova vidraça da mídia corrupta.

    Responder

Everton Junior

25 de julho de 2017 às 23h21

Ótima análise. Apenas com a união da esquerda e um centro moderado e que poderão voltar ao poder. Seria o momento perfeito para deixar vaidades de lado por um objetivo em comum.

Responder

Felipe Montenegro

25 de julho de 2017 às 23h16

Até o momento, pelo menos ao que me parece, Ciro parece ser a melhor opção p o pais, seu plano de governo está bem interessante, principalmente no que diz respeito a economia, o PT fez muita coisa boa, mas as besteiras que fizeram anularam os bons feitos, p mim ciro parece ser mais capacitado p gerir o brasil!

Responder

    Sarah Albuquerque

    25 de julho de 2017 às 23h37

    Responder

    Felipe Montenegro

    25 de julho de 2017 às 23h38

    Sarah Albuquerque respeito sua opinião!

    Responder

    Carlos Rocha

    26 de julho de 2017 às 03h24

    Ciro é um tucano que cria frase de efeito pseudo-desenvolvimentista.

    Responder

    Romário Carlos

    26 de julho de 2017 às 06h37

    Carlos definitivamente não sabe quem é Ciro Gomes. Pega umas três palestras assiste sem ódio que tu aprende.

    Picuínha de lado, tem de ter projeto. E ele tem.

    Responder

    Sarah Albuquerque

    26 de julho de 2017 às 14h28

    Felipe Montenegro , uma opinião baseada em ações que transformou vidas secas em vidas com direitos mínimos assegurados .

    Responder

    Carrie Coleman

    27 de julho de 2017 às 07h28

    Sarah Albuquerque Isso mesmo! Falou tudo!

    Responder

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