Às 11:30, a Conexão Cafezinho recebe Brizola “Carlito” Neto: as relações entre trabalhismo e comunismo

A farra dos juízes continua

Por Miguel do Rosário

17 de agosto de 2017 : 13h03

No mesmo dia em que sai a notícia de que Pernambuco é o estado com maior índice de desemprego do país, com quase 20% das pessoas sem trabalho, nos deparamos com a notícia de que os juízes do estado conseguiram R$ 7 milhões retroativos para auxílio-alimentação durante… as férias.

***

No blog Pingafogo, do Jornal do Comércio

Juízes de Pernambuco pedem auxílio-alimentação durante férias e conseguem R$ 7 milhões retroativos

Publicado em 17/08/2017 às 9:34

A entidade que representa juízes e desembargadores no estado, a Associação dos Magistrados de Pernambuco (Amepe), entrou com um processo administrativo no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para que a classe recebesse auxílio-alimentação durante as férias. Mas não só isso. Pediu também que os valores fossem pagos de forma retroativa. Inicialmente o TJPE vetou o pedido. A Amepe entrou com recurso administrativo e finalmente, por maioria de votos, o recurso foi provido.

O assunto ganhou as redes sociais e gerou furor no meio jurídico. Na crise, um dos votos contrários à concessão do benefício de forma retroativa foi o atual presidente do Tribunal, o desembargador Leopoldo Raposo. Em seu voto, ele disse que o ato administrativo não poderia retroagir e ainda informou que o custo da medida seria de R$ 7 milhões.

Mas não teve jeito. O benefício foi sim provido – por um erro, a informação publicada na versão impressa da coluna foi de que o recurso não teria sido provido. Foi sim. A correção será publicada na coluna desta sexta (18), no JC.

Abaixo, segue nota da Amepe em que a entidade celebra a reversão no TJPE e comemora o benefício:

“A Associação dos Magistrados de Pernambuco (AMEPE) esclarece que fez o requerimento ao TJPE visando corrigir uma injustiça em relação a concessão do auxílio alimentação para os juízes de Pernambuco. Diferentemente dos promotores e de todos os juízes do País, os magistrados do Estado eram os únicos que não recebiam o auxilio alimentação nas férias. O Ministério Público e todos os Tribunais do País já reconheciam esse direito. Nesse sentido, a Associação requereu o pagamento ao TJPE, que inicialmente indeferiu o pedido. A entidade recorreu e finalmente foi feito justiça. A AMEPE entende que não há nenhuma ilegalidade, pelo contrário, foi reparada uma injustiça em relação a esse benefício, que, inclusive, é concedido a todos os trabalhadores que recebem vale ou auxílio alimentação”.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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39 comentários

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Vandir Santos

16 de novembro de 2017 às 08h11

Vivemos em um país que não tem catástrofes nem guerras, mas que tem políticos que fazem Leis para destruir a vida do povo.
Destruir nosso meio-ambiente, as florestas, os trabalhadores, a educação, justiça apenas para alguns, para outros prevalece a imunidade parlamentar e o poder financeiros.

Responder

Vandir Santos

16 de novembro de 2017 às 07h59

Vivemos no Brasil de hoje, como na época da monarquia.
Bancamos com nossos impostos a riqueza e a mordomia dos políticos; executivos e legislativos e dos “servidores” do Judiciário.
Estão preciosando de tomar vergonha na cara e trabalharem em prol da população, e não de si mesmos

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Vitória Régia C. da Silva

18 de agosto de 2017 às 16h21

Srs. do Cafezinho, muito boa a matéria, porém tem que ser ampliada a outros Órgãos complacentes com esta imoralidade com o dinheiro às custas do suor do povo. A farra não é só de juízes, mas tb do Ministério Público que, por vezes, criminaliza ativistas de Movimentos Sociais, e o próprio Movimento, oferecendo denúncias sem provas e contra inocentes. A farra de benesses entra por conta da simetria constitucional. A farra é nacional, envolvendo todos estes Órgãos e com a ratificação em decisões do CNJ. É bom lembrar que o CNJ foi criado na época que os movimentos sociais clamavam pela criação de uma entidade de controle externo do Poder Judiciário, que é o único poder que não tem eleição para seus integrantes, e prestam por muitas vezes um desserviço à sociedade por decisões desiguais a casos iguais, desnudando no imaginário popular a real existência de uma criminalização que envolve a questão de classes, raça e cor, sempre estourando negativamente para o lado do povo e trabalhador, dos mais fracos. Recentemente tivemos que conviver com uma decisão favorável ao Governador do RJ e desfavorável aos servidores públicos que acumulam falta de comida na mesa e contas atrasadas por 3 meses e sem 13º, de que este atraso era mero aborrecimento, não justificando dano moral. Depois de todo este cenário, a quem recorrer? E não é só. Muitas decisões dos Governos corruptos tiveram decisões do judiciário favorável a seus intentos nefastos, como no caso emblemático da decisão de fechamento e demolição do Hospital IASERJ, cujo Governador Cabral obteve liminar da Juíza da vara de Fazenda Pública à época. Hoje a área demolida se tornou um terreno baldio cheio de tapumes porque a empresa da construtora CHAIM, está envolvida nas denúncias da Lava Jato, e ninguém reverte a injustiça feita, quando se devia depois disso tudo, anular a cessão do terreno e promoverem a devolução do Hospital Central do IASERJ, que muito faz falta ali. E, ainda não é só. O cárcere está cheio de pessoas inocentes e com prazo estourado para sentença ou audiência, para estes não há audiências de mediação pró justiça Restaurativa entre agressor e vítima, em que as partes poderiam melhor se entenderem, após o fato consumado, principalmente nos crimes de patrimônio, fazendo uma justiça melhor do que a que inexiste em algumas sentenças e condenações, tipicamente carcereiras, que não recupera ninguém socialmente, não é inclusiva, diferentemente do que há em alguns países da Europa. Lá há estudos provando que presos que se desenvolveu projetos de inclusão social, ao serem libertados não retornaram ao cárcere. Outros eram casos de doença e tratamento mesmo. O CNJ, órgão de controle do judiciário, não tem representantes do povo, nem dos trabalhadores e nem demovimentos sociais. E ainda, quando profere decisões impopulares entre seu segmento de togados, também são atacados, questionando sua legitimidade. Ele só é legítimo para garantir decisões pró benesses e situações em que só pune o servidor que não é togado ? É um Órgão também corporativista formado por mais dos mesmos togados. Criaram uma jurisprudência para sustentar as várias benesses de que verba indenizatória não está limitada ao teto constitucional. E o que fazer? Quem corrige quem deveria ser o próprio Corregedor da balança ? Só uma revolução de valores, princípios, de vida e social para mudar tantas injustiças que torturam e matam. O cárcere está cheio de pessoas inocentes e com prazo estourado para sentença ou audiência, para estes não há audiências de mediação pró justiça restaurativa entre agressor e vítima, em que as partes poderiam melhor se entenderem, após o fato consumado, fazendo uma justiça melhor do que a que inexiste em algumas sentenças e condenações, tipicamente carcereiras, que não recupera ninguém socialmente, não é inclusiva, diferentemente do que há em alguns países da Europa. Há estudos provados que presos que se desenvolveu projetos de inclusão social, ao serem libertados não retornaram ao cárcere. Outros eram casos de doença e tratamento mesmo. O CNJ não tem representantes do povo, nem dos trabalhadores e nem demovimentos sociais. É um Órgão também corporativista formado por mais dos mesmos togados. Criaram a jurisprudência para sustentar as várias benesses de que verba indenizatória não está limitada ao teto constitucional. E o que fazer? Quem corrige quem deveria ser o próprio Corregedor da balança ? Só uma revolução de valores, princípios, de vida e social para mudar tantas injustiças que torturam e matam.

Responder

Enilson Costa Suzart

18 de agosto de 2017 às 15h24

CANALHAS

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Marcio Rodrigues

17 de agosto de 2017 às 23h20

Vergonhoso esse país de bosta….

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LUIZ CLAUDIO

17 de agosto de 2017 às 19h42

O ADVOGADO FELISBERTO TEM RAZAO ; EM TODO LUGAR TEM OVELHA E OVELHAS RECEBENDO 325.000,OO E 500.000,00

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LUIZ CLAUDIO

17 de agosto de 2017 às 19h36

A MIN CARMEN LUCIA , DEVERIA USAR A MIDIA QUE O APOIA E DAR EXPLICAÇOES AO POVO BRASILEIRO ! ENQUANTO ISSO , OS ALGOZES DE CURITIBA, SE JUNTARAM PARA PERSSEGUIR O MELHOR E MAIOR PRESIDENTE QUE O BRASIL JA` TEVE ! FORA SEUS CANALHAS

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Ernandes

17 de agosto de 2017 às 19h32

Imoral

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Gilvan Figueiredo

17 de agosto de 2017 às 21h31

Toma coxinhas!!!!

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David Rogge

17 de agosto de 2017 às 20h42

Compartilhe juízes do TJPE Pernambuco estão ganhando 17.000,00 de auxílio alimentação
Juízes de Pernambuco pedem auxílio-alimentação durante férias e conseguem R$ 7 milhões retroativos – Pinga-Fogo
http://m.jc.ne10.uol.com.br/blogs/pingafogo/2017/08/17/juizes-de-pernambuco-pedem-auxilio-alimentacao-durante-ferias-e-conseguem-r-7-milhoes-retroativos/

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Rita Maria

17 de agosto de 2017 às 20h38

Qual a novidade?

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Paulo L Maia

17 de agosto de 2017 às 18h32

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Jormélio Oliveira

17 de agosto de 2017 às 18h32

Os babas sacos de juízes devem enfiar o dedo na toba, toda vez que um juíz recebe as vantagens imorais e os trabalhores cada dia sem nada.

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vitorf

17 de agosto de 2017 às 15h27

Assalto legal. Que vergonha!

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Ermindo Castro

17 de agosto de 2017 às 18h22

É UMA CASTA COM PREVILEGIOS, MORDOMIAS, E QUE HOJE ESTA NO PODER !!

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Lena Ferreira

17 de agosto de 2017 às 17h58

O mar tá pra ladrão. Todos colocando as manguinhas de fora…

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João Henrique Lopes

17 de agosto de 2017 às 17h57

que bando de parasitas!!

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Paulo Carneiro

17 de agosto de 2017 às 14h55

é uma lástima. essas são os verdadeiros vampiros.

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Cirley Borba

17 de agosto de 2017 às 17h43

É muito cinismo eles se compararem aos trabalhadores. E mais ainda, comparar o valor, astronômico, do seu auxilio alimentação com o vale refeição.

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NALDO

17 de agosto de 2017 às 14h25

Faz tempo que descobriram o mundo maravilhoso dos retroativos, em auxilios que não poderiam ser pagos porque recebem por subsidio, importante é verificar a metodologia que aplicam no calculo desse maravilhosos retroativos….

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Sonia Vieira

17 de agosto de 2017 às 16h51

to nem ai!!!!!! não é assim?

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Arlete Nieviadomski

17 de agosto de 2017 às 16h48

Que escãndalo, meu Deus! Que caia sobre eles a ira da mãe Natureza.

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Emilio Souza

17 de agosto de 2017 às 16h43

Quanta falta faz um Monarca para moralizar os 3 poderes ineficientes parasitas e antidemocráticos, e para acabar com essa farra com o dinheiro público que o judiciário promove descontroladamente as custas do sangue da nossa Nação que não tem sequer acesso aos serviços públicos mais básicos, eu queria que o meu país voltasse a ser uma Monarquia Constitucional Parlamentarista, pode não ser o melhor sistema, mas funciona para o bem comum moralizando o estado

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Manoel

17 de agosto de 2017 às 13h42

Mazelas do Judiciário X Corrupção na Politica: “Uma dá sustentação a Outra”

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Deuzelia Garrido

17 de agosto de 2017 às 16h42

O judiciário brasileiro é mais corrupto que todos os poderes, realmente a maior farsa do país, que de justiça não tem nada…

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    Cirley Borba

    17 de agosto de 2017 às 17h45

    A minha vida inteira eu disse que o poder mais corrupto era o judiciário, agora está aí provado e comprovado.

    Responder

Ana Veronica Miyasaka

17 de agosto de 2017 às 16h38

E VIVA A CASA GRANDE.

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Joaquim Melo

17 de agosto de 2017 às 16h37

33700 ja esta de bom tamanho pra toda essa corja ;

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João Luiz Souza

17 de agosto de 2017 às 16h29

O dia que tudo acabar, o pobre não tiver mais nada pra comer, só resta comer os ricos

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Paulo Vargas Tito

17 de agosto de 2017 às 16h29

Uma vergonha!

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Reis Santana

17 de agosto de 2017 às 16h27

É um governo desequilibrado e que exemplo a justica ta dando ao povo sorfrido engolidos por todos os lado

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Maria Dolores Rosa

17 de agosto de 2017 às 16h24

Inacreditável

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Chung Lin

17 de agosto de 2017 às 16h17

amiguinhos do super-herói Moro PODEM !

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Jorge Nascimento Nascimento

17 de agosto de 2017 às 16h08

O judiciário é uma casta que só permite acessá-la por herança hereditárias.

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Marcos Lolezzi

17 de agosto de 2017 às 16h06

E viva o Estado grande, o Estado papai todo poderoso para cuidar de todos nós.

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    Emerson Lins

    17 de agosto de 2017 às 16h18

    Mesmo em estados mínimos…o judiciário existe…a questão é outra?

    Responder

    Mazinho Moraes

    17 de agosto de 2017 às 16h39

    incidentalmente sem noção, kkkkk

    Responder

    Mazinho Moraes

    17 de agosto de 2017 às 16h41

    não é o tamanho, é e eficiência de faz a diferença entre nós, que temos os caras da justiça com salários imorais, basta comparar com Alemanha, apenas, e o estado tem que ser grande onde a injustiça é do mesmo tamanho….

    Responder

Bernardo Giannetti

17 de agosto de 2017 às 16h05

Uhu!!!

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