Vila Militar do Chaves (Adnet satiriza Bolsonaro)

Ao assassinar a História, Trump sequestrou a possibilidade de paz aos palestinos

Por Tulio Ribeiro

08 de dezembro de 2017 : 02h07

( crédito imagem: ramallah news)

E Donald Trump está de novo no centro da polêmica, desde que traindo cristão, muçulmanos e principalmente os palestinos, declarou que os Estados Unidos oficializam Jerusalém como capital de Israel. Desta forma está próxima a mudança de sua embaixada de Tel Aviv para a cidade de Jerusalém.

A cidade sempre foi a base da negociação entre os dois povos com coordenação da comunidade internacional. Enquanto o presidente palestino Mahmoud Abbas acusou Trump de violar acordos, o genocida primeiro-ministro israelense Netanyahu elogiou a “coragem ” do mandatário estadunidense. Mais direta foi a declaração do líder do Hamas, Ismail Haniyeh dizendo que os “EUA abriram as portas para o inferno.”

O secretário geral do Hezbolá, Seyed Hasam Nasrolá, declarou fazendo eco as preocupações mundiais:

” Tantos os muçulmanos como os cristão estão se sentindo ofendidos, porque uma cidade que é simbolo de seus antecedentes históricos foi entregue a um Estado falso. Estamos de frente de um homem que não se importa com a consciência de centenas de milhões de seres humanos de todo o mundo.”

Enquanto o mundo condena o rompimento do equilíbrio tênue que existia, os líderes Vladimir Putin da Rússia e Tayyip Erdogan da Turquia alertam que a decisão vai deixar sequelas. Israel já recebeu dois mísseis lançados da faixa de gaza e respondeu bombardeando a região com caças F-16. Hoje (8/12) o embaixador palestino na ONU enviou uma carta denunciado os EUA no conselho de segurança.

Os Estados Unidos ao entregarem Jerusalém a Israel, cometendo um erro histórico de tentar colonizar a cidade e aprofundar a limpeza étnica, apenas deixou como opção a guerra para os palestinos.

Tulio Ribeiro

Flávio Túlio Ribeiro Silva é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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16 comentários

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Alex B. Shemtov

12 de dezembro de 2017 às 00h26

É interessante ler os comentários do autor e de alguns (vários) leitores, cheios de ira contra Israel por conta da iniciativa de Trump. É interessante ver isso em pessoas de esquerda, que adoram se auto-proclamar a nata da sociedade, tolerantes ideológicos, transigentes com a diversidade, conscientes sociais, críticos vorazes do comportamento quase bestial dos fascistas, proto-fascistas ou pós-fascistas da direita , do MBL, dos seguidores de Bolsonaro, dos Evangélicos preconceituosos e tacanhos. Mas o comportamento de vocês em relação à questão de Jerusalem é similar ao deles!
E o pior é que os comentários são recheados de posicionamentos extremamente preconceituosos. Vocês ficam parecendo o MBL quando escrevem assim.
Os judeus escrevem sobre e citam Jerusalem em sua literatura há 3000 anos. Jerusalem sempre foi venerada e sempre esteve ligada ao povo Judeu e a Israel. E apenas para reflexão, pensem nisso: Jerusalem não é citada no Corão nem uma única vez.
Tentem ser menos hostis e procurem conhecer o assunto com a mente aberta.
Sou de esquerda e judeu.

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Antonio

08 de dezembro de 2017 às 13h58

Ricardo você é um idiota!
Aliás um idiota útil como os coxinhas tupiniquins, não passa de um calça arriada, um patinho amarelo……qua, qua, qua….

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Ricardo

08 de dezembro de 2017 às 12h53

Bom, o Trump é presidente dos EUA e ele coloca a embaixada do país que governa no lugar que ele quiser. Se ele quiser colocar uma embaixada em Pindamonhangaba, o problema é del.

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    Benoit

    08 de dezembro de 2017 às 13h08

    Ele pode colocar a embaixada onde ele quizer, mas a decisão dele é ilegal e ele está comentendo um crime por desreipeitar o direito internacional. O professor Stefan Talmon que é um especialista em direito internacional mostrou isso claramente numa entrevista disponível no Spiegel online.

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Izabel Albu

08 de dezembro de 2017 às 14h28

Nisso eh da eleger idiotas.

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Patricia Kilza Araujo

08 de dezembro de 2017 às 13h24

Toda essa energia gasta com o ódio e dinheiro, poderia ser canalizados para construir uma Palestina prospera com o mínimo de dignidade

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Patricia Kilza Araujo

08 de dezembro de 2017 às 13h22

Estou confuso, o lugar sagrado dos islã não é meca, Roma, é a sede da igreja católica apostólica romana, é depois o país não tem direito de escolher sua capital? É preciso um líder de outro país faze-lo

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    Benoit

    08 de dezembro de 2017 às 16h59

    Voce está mesmo completamente confusa. Um país não tem o direito de escolher uma capital qualquer numa cidade que não pertence a ele, pelo menos não na sua totalidade. Jerusalem era uma cidade palestina que foi conquista pelo exército de um outro país, a conquista não é reconhecida internacionalmente, é contra o direito internacional. Toda vez que os palestinos constroem alguma coisa, e eles não podem construir muito sob ocupação, sofrendo da violência e do ódio israelenses, Israel destroi. Voce é uma cínica ignorante.

    Responder

a.ali

08 de dezembro de 2017 às 11h07

e a águia carniceira lança suas asas mais uma vez…

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Cicero Magalhães

08 de dezembro de 2017 às 10h46

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Ricardo

08 de dezembro de 2017 às 06h05

O pior é que, neste caso, o Trump está certo. Jerusalém é a principal cidade dos israelenses a milênios.
Não gosto do Trump, mas especificamente nesta situação, ele fez o óbvio ululante.

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    Benoit

    08 de dezembro de 2017 às 11h18

    Tanto não é o óbvio quanto não é apoiado por ninguém no mundo inteiro. Foi uma medida que foi evitada por todos os presidentes antes do Trump. A cidade é uma das cidades palestinas há milênios e não dos judeus, simplesmente porque os judeus não existem há milênios e não vêm da Palestina. O historiador Shlomo Sand mostrou conclusiva e definitivamente que os judeus são ou árabes ou turcos asiáticos (além de europeus do leste convertidos mais tarde). Os judeus nunca foram expulsos da Palestina. Não existe uma tradição histórica, nem literária, nem arqueológica nem de espécie nenhuma acerca dessa expulsão (diáspora) simplesmente porque ela nunca aconteceu, ou seja, os judeus não vêm nem nunca vieram da Palestina. Não existe um povo judeu, o que existe é um povo palestino. Além do mais, nem a religião deles é a religião do Antigo Testamento como o Israel Shahak mostrou. Ou seja, Jerusalem é um mito, a não ser para os palestinos que sempre moraram na Palestina há milhares de anos e que vêm sendo expulsos aos poucos das terras deles através de discriminação, opressão e violência. Ben Gurion sabia perfeitamente que os palestinos que viviam na Palestina quando ele chegou lá vindo da Europa eram os descendentes dos antigos hebraicos e até escreveu um livro mencionando esse fato (o Shlomo Sand menciona isso no livro dele A Invenção do Povo Judaico).

    Responder

    Nazario Bento

    08 de dezembro de 2017 às 14h15

    Ricardo, vá estudar história antes de vir falar bobagens neste espaço. Você com certeza não sabe, mas nos anos 70 DC o imperador romano Tito, que na época era o maior general das legiões romanas, arrasou Jerusalém, destruiu o templo de Salomão e mandou salgar o local, expulsou todos os judeus / israelitas no que ficou conhecido como a Grande Diáspora. E antes dos israelitas / judeus a cidade já existia há séculos. Portanto, Jerusalém foi tomada e saqueada pelos israelitas / judeus e não construída por eles. Então não venha com estas bobagens de dizer que Jerusalém é isto ou aquilo dos judeus / israelitas. Quanto ao canalha trump, ao ver que a Síria está perdida para os usamericanos e seus capachos nazi/sionistas, ele tratou de criar outro foco de desestabilização e genocídio para dar sustentação à sua indústria bélica.

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Renisson Ib

08 de dezembro de 2017 às 06h11

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Fábio Delgado

08 de dezembro de 2017 às 04h12

Na verdade quem reconheceu foi Bill Clinton, só faltou COJONES pra mudar a embaixada. De nada.

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    Benoit

    08 de dezembro de 2017 às 17h02

    Quem reconheceu foi o congresso, o Clinton não vetou (o veto dele poderia ser contornado de qualquer maneira) porque havia a possibilidade de suspender indefinidamente a decisão de mudar a embaixada. Nenhum presidente antes do Trump quiz tomar essa medida de mudar a embaixada.

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