Hangout com Miguel do Rosário: Bolsonaro nos EUA

Os Argentinos enfrentam a repressão de Macri garantida pelo Judiciário

Por Tulio Ribeiro

14 de dezembro de 2017 : 05h41

Talvez hoje, quando perdemos mais um título para “los hermanos”, seja o momento certo para constatar o quanto temos de aprender com seu poder de luta, que impeça deteriorar ainda mais nossa condição de vida.

Na Argentina , os movimentos sociais e de trabalhadores levaram 200.000 pessoas a avenida 9 de Julio, a mais larga do mundo, fazendo esta encolher com a multidão cheia de garra ,força e luta. A “CTEP, Barrios de Pie, La Corriente Clasista y Combativa e a Frente Popular Darío Santillan” foram para porta do congresso, mesmo com a violenta “Gendemaria” que já levou Santiago Maldonado e agora serve a Macri para retirar de muitas vidas sua condição de se manter.

” Queríamos dar um abraço no Congresso, mas jogaram os cachorros em cima de nós. Não podemos por em risco a integridade física dos companheiros, não faz mal, amanhã vamos voltar!”

Declarava Leonardo Gross , deputado do” Movimiento Evita”. Já Daniel Menéndez coordenador dos “Barrios de Pie” constatava com firmeza e lamento:

” Os últimos números divulgados são tristes e contundentes , um terço do nosso país vive abaixo da linha de pobreza. necessitamos que o governo deixe de apertar os que menos tem. Uns 48% das pessoas tem se socorrido aos comedores de bairro. muitas famílias vão passar mal neste fim de ano (…) Virão jornadas de lutas frente as propostas de reforma do governo que afetam severamente os mais humildes.”

Caso lancemos olhar para América Latina, a análise que se apresenta é que assim como no Chile, onde a Frente Ampla luta para manter um educação pública e o retorno de pensões que garantam dignidade a seu povo, a Argentina sente sua qualidade se esvair. Dentro deste novo paradigma forçado, estão as exigências da União Europeia e os Estados Unidos que demandam custos aviltados antes de inundar os países parceiros com capital provido do maior poder de compra possível. Antes de, sorrateiramente, sair levando grande margem de lucro e solapar economias que abandonaram um projeto de desenvolvimento por uma bolha de investimentos especulativos. O que nos oferecem, é reviver em pleno século XXI uma paridade de troca colonial.

No outro lado do rio Paraná, cabe perceber que não é apenas Lula, Manu ou Boulos; mas garantir que Josés e Marias cheguem ao dia de amanhã, portanto surgindo a hora que não pode mais tardar. Afinal, onde está nossa 9 de Julio?

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

Apoie O Cafezinho

Crowdfunding

Ajude o Cafezinho a continuar forte e independente, faça uma assinatura! Você pode contribuir mensalmente ou fazer uma doação de qualquer valor.

Veja como nos apoiar »

42 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site O CAFEZINHO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Escrever comentário »

Valdemar fAZANO

15 de dezembro de 2017 às 13h39

Já pensou uma partida entre Brasil e Argentina e os hermanos gritandoque os brasileiros somos um pato amarelo.

Responder

Márcia Vilarinho

15 de dezembro de 2017 às 04h11

Aprender muito!!!

Responder

Kyryno Euzebio

15 de dezembro de 2017 às 04h10

Tem que botar pra quebrar, rachar esses golpistas ao meio.

Responder

João Paulo Cardoso Gómez

14 de dezembro de 2017 às 21h20

Os argentinos nos mostram o caminho para lutar contra a repressão.

Responder

Tania Bandeira de Souza

14 de dezembro de 2017 às 20h25

Precisamos ir as ruas

Responder

marco,

14 de dezembro de 2017 às 18h22

Lendo-se alguns comentários ,percebe-se que existem muitos BÓSTA-NARISTAS,que postam suas mensagens aqui e ali também.Não tem cura e nem NARIZES.

Responder

Maria Fernanda Silva Montes

14 de dezembro de 2017 às 18h48

Sangue castelhano correndo nas veias , é outro departamento…

Responder

Eugênio Viola

14 de dezembro de 2017 às 16h31

Em dezembro de 2001 o povo argentino dava um basta ao genocídio provocado pelo neoliberalismo na década de 90. O número de vítimas sociais, emigrados e mortos foi maior do que do que no período do terrorismo de Estado e da guerra das Malvinas. Depois de longa apatia, o povo saiu às ruas, em manifestações que o aparelho repressivo não mais conseguiu conter.
A mesma estratégia do Consenso de Washington está de volta. Mas a resistência também !
Num impressionante paralelo com os dias atuais, Fernando Solanas registrou aquele período no documentário “Memórias do Saque”. Imperdível.
https://www.youtube.com/watch?v=uSE-EkshbbQ
Outro mundo é possível.
Abraços

Responder

Luiz Pareto

14 de dezembro de 2017 às 15h17

Responder

Everaldo Chaves

14 de dezembro de 2017 às 15h13

Segundo a PM, a Globo e Ricardo Boechat, só tinha umas 300 pessoas nesse movimento…

Responder

Alexandre Villela

14 de dezembro de 2017 às 14h34

infelizmente , vai demorar muito tempo ate a argentina se recuperar das politicas desastrosas do kircherismo e do peronismo…

Responder

    Nelson

    15 de dezembro de 2017 às 18h28

    Como é que tu vens aqui postar uma bobagem dessas, Villela.

    A Argentina foi parar no fundo do poço, em 2001, justamente por causa das políticas neoliberais extremadas impostas pela ditadura militar, de 1976 a 1982, e continuadas pelos governos seguintes, de Carlos Menem e outros.

    Coube a Nestor Kirchner e sua mulher, Cristina, ainda que com muitos erros e mesmo corrupção em seus governos, colocarem o país em um outro caminho, um caminho de soberania, que foi crucial para iniciar a recuperação da Argentina.

    Soberania dos nossos países e povos, meu chapa. Condição que, historicamente, nunca foi aceita pelo Sistema de Poder que domina os Estados Unidos. Então, o kirchnerismo tinha que ser apeado do poder.

    Por conta disso, investiram um caminhão de dinheiro na campanha de Macri, para elegê-lo e devolver a Argentina ao rebanho das ovelhinhas cordatas deste Sistema. Macri, como bom pau-mandado, assim como Michel Temer faz com o Brasil, está transformando o país vizinho em mera colônia dos EUA.

    Responder

Mariah Sillva

14 de dezembro de 2017 às 14h05

Ñ diferente de cá.

Responder

MarcosBrasília

14 de dezembro de 2017 às 11h26

Não sei como ainda existem brasileiros que ainda abrem a boca pra falar mal dos argentinos. Não existem argentino onde agua de mar corre nas veias no lugar do sangue. Eles não tem medo, Eles lutam! Onde, na ditadura brasileira se viu resistência igual as “Locas de La Plaza de Mayo”?. VIVA A ARGENTINA!!!

Responder

Cristiane

14 de dezembro de 2017 às 10h34

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Avenida_9_de_Julho_(Buenos_Aires)

A 9 de Julio é avenida mais larga do mundo, com 140 metros

Responder

    MarcosBrasília

    14 de dezembro de 2017 às 11h26

    E é também a mais bonita do mundo, sem dúvida!

    Responder

José Jorge Jacuri

14 de dezembro de 2017 às 12h32

VENCER PELO ESGOTO DA JUSTIÇA,

Responder

Margot Nunes

14 de dezembro de 2017 às 12h24

E hoje tem mais manifestação!e amanha:Greve Geral!povo sem medo de lutar!

Responder

Lourdes Neves Vieira

14 de dezembro de 2017 às 12h03

Povo com cultura pode atrapalhar o trânsito sem problemas, porque todos estão unidos e não divididos pela mídia como ocorre no nosso país.Não é so argentina, qualquer país que não tem uma mídia manipuladora as pessoas saem as ruas sem dia e hora marcada.Olha a foto,cade camisa da seleção argentina?

Responder

    Marta Couto Franco de Oliveira

    14 de dezembro de 2017 às 16h07

    Aqui ja uma separação brutal da sociedade e uma manipulação terrível midiática.porém a história os leva a seguir lutando apesar de tudo. Ao dia e hoje as avós da Praça de mayo vão as marchas.

    Responder

Eduardo Sere

14 de dezembro de 2017 às 11h49

Os argentinos são povo, lutam porque tem convicção, tem ideologia, são politizados já nós brasileiros somos o publico que assiste a TV globo e só fazemos revoluções com o teclado do computador

Responder

Marco Antônio Barros

14 de dezembro de 2017 às 09h32

A 9 de julio não é a avenida mais larga do mundo e sim o Eixo Monumental em Brasília (também conhecida como esplanada dos ministérios).
A última pergunta do testo então seria: onde está o povo para ocupá-la?

Responder

Álvaro Armando Abreu Mendes

14 de dezembro de 2017 às 11h26

Pois é , não é ?

Responder

albert Fanon

14 de dezembro de 2017 às 09h13

Talvez agora Lula ou outro progressista que ganhe as eleições aqui aprenda a governar sem desmobilizar os movimentos sociais. O golpe na Venezuela ainda não deu certo porque espertamente Chávez governou s com esses movimentos e ainda os armou, criando as milícias populares, com treinamento militar e 100 mil Kalashnikov.

Responder

    hilario muylaert

    14 de dezembro de 2017 às 09h56

    Exato, Albert.
    O acordo Fidel X Chavez fortaleceu muito a Venezuela.
    Fidel avisou a Chavez que, mais cedo ou mais tarde, o império assassino atacaria a Venezuela….. Chavez entendeu, e trocou petróleo por educação, médicos, treinamento militar, preparação de grande parte da população para enfrentamento futuro — que inevitavelmente ocorreria. A motivação do ataque seria o petróleo, claro….

    O Brasil do PT, Lula e Dilma cresceu muito ( 13º para 7º PIB do mundo ( na verdade 5º )). Pagou FMI, Amealhou USD 370 BI em reservas cambias, descobriu o pré-sal, criou a Celac, fortaleceu o Mercosul, Unasul, juntou ao BRICS ( China e Rússia….), enfim, LEVANTOU UM BRASIL SOBERANO.

    Aí, faltou ao PT a estratégia de criar uma proteção ao iminente e certo ataque do império assassino dos US. Ou seja, o Brasil alçou vôos muitos, entrou em briga de “cachorro grande”, mas sem criar contingências para sua defesa e proteção.
    Ou, em outras palavras: acreditou na democracia formal ocidental —- o que é uma falácia.

    Bravos à Venezuela !!!

    E bravos, também, ao eixo da resistência ( Rússia, China, Irã ) —- que não permitem aos US-Israel e Arábia Saudita desestabilizarem suas sociedades. Até o Erdogan na Turquia, ao que tudo indica, está querendo entrar no clube da resistência….

    Responder

Sérgio Nunes Fragoso

14 de dezembro de 2017 às 11h13

A diferença que na Argentina os movimentos socias e os Sindicatos ainda possuem credibilidade junto ao povo, não se venderam, não se calara nem se associaram ao Poder do Momento por conveniência, troca de favorez etc.. por isso conseguem levar ainda uma multidão as ruas, aqui a opinião pública dividida entre apoiar o Occupto ladrão A, B ou C ou não apoiar ninguém, descrente nos sindicatos e associações que só representam interesses próprios não consegue uma união verdadeira em torno de um projeto de Nação

Responder

    Yvette Teixeira

    14 de dezembro de 2017 às 16h44

    a diferença é que o povo lá é politizado.

    Responder

Roberto Deboer

14 de dezembro de 2017 às 11h12

Lá ele foi eleito,aqui o golpista roubou o poder.

Responder

Mirian Clemen

14 de dezembro de 2017 às 11h11

Só pode ter dedo sujo do MiSHELL nisso. Ele tem ido muito la!!!!

Responder

Tatiane Reis Vianna

14 de dezembro de 2017 às 11h00

Responder

Rosa Lauri

14 de dezembro de 2017 às 10h58

Povo gado.

Responder

Nereide Galvão

14 de dezembro de 2017 às 10h49

Mais do mesmo.

Responder

Neuza Anselmo

14 de dezembro de 2017 às 10h31

Eita invejosa dos Argentinos estes vão a luta, não são covardes iguais aos brasileiros .

Responder

    Lourdes Neves Vieira

    14 de dezembro de 2017 às 12h04

    infelizmente pais que tem 100milhoes euns manipulados pela mídia é assim mesmo.Olha que foto maravilhosa, o povo na rua,sem camisa da seleção argentina.

    Responder

Graça Schardong

14 de dezembro de 2017 às 10h24

Exemplo de não aceitar o cabresto, que infelizmente o povo Brasileiro não tem. Prefere voltar ao século XIX..

Responder

Mar

14 de dezembro de 2017 às 08h04

Quanta inveja estou sentindo neste momento dos argentinos. Gostaria também de dar um “abraço” do amigo urso no congresso nacional. O Povo brasileiro é uma vergonha no cenário atual da AL. Quanta inércia! Aff!

Responder

Margareth Zanella

14 de dezembro de 2017 às 10h01

A inérsia do brasileiro é VERGONHOSA!

Responder

jose carlos vieira filho

14 de dezembro de 2017 às 07h50

Mais: https://www.pagina12.com.ar/82568-solo-sinsabores-en-la-cumbre-de-la-omc

Responder

jose carlos vieira filho

14 de dezembro de 2017 às 07h47

OMC já era:
https://www.pagina12.com.ar/82570-macri-cedio-pero-no-alcanza

Responder

Eduardo Gomes Worms

14 de dezembro de 2017 às 09h18

Oi Marta Couto Franco de Oliveira!

Responder

    Marta Couto Franco de Oliveira

    14 de dezembro de 2017 às 16h06

    Vamos carajo!!!! Muito contente com a determinação deste povo mesmo numa situação tão difícil. Abraço Eduardo querido

    Responder

Bruna Magalhães

14 de dezembro de 2017 às 09h06

Thiago Mendes

Responder

Deixe uma resposta